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MEC debate educação especial inclusiva com dirigentes municipais

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Durante as discussões do 11º Fórum Extraordinário da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Ministério da Educação (MEC) apresentou, na segunda-feira, 25 de maio, os desafios e as perspectivas para a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei). Entre os tópicos levantados estão o aumento de 82% no número de matrículas da educação especial, que chegou a 2,5 milhões de alunos em 2025, e a elevação gradativa no percentual de matrículas de alunos de 4 a 17 anos de idade com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação que frequentam classes comuns, passando de 93,5% em 2021 para 96% em 2026.  

Também foi discutida a importância da formação continuada de profissionais da educação, em especial os que atuam na educação especial inclusiva. Entre 2022 e 2025, foram ofertados 252 cursos, representando um aumento de 267% no período. Além disso, mais de 98 mil cursistas foram beneficiados, representando um aumento de 216,9% no período de 2022 a 2025.  

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, destacou, no entanto, que apesar do aumento da oferta e do investimento em formação, o número de profissionais formados ainda é baixo, representando um desafio importante na implementação da política. A secretária defendeu a necessidade de um esforço das redes de ensino para tornar a formação continuada de professores obrigatória.  

 “As redes de ensino precisam ter uma política deliberada de formação de professor. O MEC financia, mas as redes precisam criar uma forma de obrigação para que esses cursos sejam feitos. Os dados mostram que o curso está lá, sendo ofertado, e o professor que quer, faz. Mas assim não vamos enfrentar esse desafio. Os cursos não podem mais ser discricionários”.  

Diante do desafio da formação, a secretária falou sobre a criação, pela Portaria nº 421/2026, dos Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço, que estarão distribuídos em todo o país com o objetivo de atender às especificidades das redes de cada estado. O normativo estrutura a governança da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei) e operacionaliza a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei), estabelecendo competências e formas de composição de cada um dos seus eixos estruturantes.  

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A portaria também reafirma que a educação especial inclusiva deverá ocorrer de maneira transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, a fim de garantir o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem. 

Com a Reneei, o MEC cria um desenho bem formulado e detalhado das ações que serão adotadas dentro da Pneei. Ao final, ela objetiva assegurar o direito à educação sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para os alunos. A rede será composta por: 

  • Estratégia de Articulação Intersetorial: rede de governança que contará com 2.003 articuladores intersetoriais para ajudar as redes e as escolas em atividades. Eles atuarão como pontos focais do MEC nos territórios, apoiando as redes na elaboração e aprovação de normativos da política, além de promover e coordenar as atividades de formação em cada unidade da Federação (UF). Haverá também o apoio à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e às secretarias estaduais de educação no planejamento e na implementação do plano de ação para a formação de gestores e professores, dentre outros.  
  • Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço: serão 27 centros, um em cada UF, que ofertarão formação em serviço de modo contínuo para atender às especificidades das redes de cada estado.  
  • Observatório da Educação Especial Inclusiva: será efetivado por meio de parceria com uma universidade federal e deverá estar articulado aos centros de formação e à rede de governança.  
  • Núcleos de Apoio Técnico e Acessibilização de Materiais: responsáveis pela produção de materiais acessíveis, tecnologias assistivas e orientações a profissionais da educação. Esses núcleos já estavam previstos em legislação.  
  • Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo: compreende um movimento protagonizado por autodefensoras e autodefensores, membros de organizações representativas das pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo, com a finalidade de realizar ações de sensibilização coletiva sobre o combate ao capacitismo no contexto escolar.  
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Pneei – A Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, instituída por meio dos Decretos nº 12.686/2025 e nº 12.773/2025, tem por objetivo reafirmar o compromisso com um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades, assegurando o direito à educação de qualidade e condições de igualdade com os demais estudantes. A Pneei define a educação especial como uma modalidade oferecida na rede regular de ensino, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, para estudantes com deficiência, estudantes autistas e estudantes com altas habilidades ou superdotação, assegurando recursos e serviços educacionais para apoiar, complementar e suplementar o processo de escolarização.   

Fórum – O evento acontece de 24 a 27 de maio e é um espaço para debater a execução das políticas públicas, prestação de contas, planejamento, acompanhamento de programas e estratégias para fortalecer as redes municipais de ensino. O evento reúne mais de 1.500 participantes, entre gestores, técnicos, prefeitos, vereadores, especialistas, convidados e representantes de instituições parceiras de todo o país. A programação conta com palestras, mesas de debate e salas temáticas que abrangem assuntos centrais para as redes municipais de ensino, como educação infantil, educação integral, análise e uso de dados educacionais, neurociência da leitura, inteligência artificial, plano municipal de educação e primeira infância. 

  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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Palco de evento sobre mulheres no turismo, Paraíba reúne atrativos culturais históricos, belezas naturais e os famosos festejos juninos

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Nos dias 3 e 4 de junho, o Centro de Convenções de João Pessoa (PB) será palco do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, evento realizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo, que coloca no centro das discussões o protagonismo feminino do setor.

O Fórum vai reunir ministras, empresárias, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater liderança, empreendedorismo, diversidade e inclusão, segurança e direitos das mulheres, entre outros temas.

  • Confira a programação aqui
  • As inscrições podem ser feitas neste link

O evento na semana que vem coincide com o bom momento do turismo paraibano, reforçado por índices positivos: segundo a 20ª Pesquisa Anual do Desempenho do Turismo na Região Metropolitana de João Pessoa, realizada pela Fecomércio-PB, 96,2% dos turistas afirmaram que pretendem retornar ao Estado. O levantamento também revelou um alto grau de satisfação, com 97,42% dos visitantes recomendando o destino para amigos e familiares.

O Fórum coincide com o início dos festejos juninos, que movimenta fortemente a economia e atrai milhares de turistas à Paraíba todos os anos, nesse período.

Neste mês, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, anunciou mais de R$ 45 milhões do Ministério para fortalecer a infraestrutura e a promoção dos eventos no Estado, incluindo R$ 2 milhões para o São João de Campina Grande (PB), o maior do mundo.

Para o ministro, a escolha da Paraíba para sediar o Fórum dialoga com o crescimento do turismo no estado. “O Fórum acontece num Estado que respira turismo e se torna, cada vez mais, protagonista do Nordeste brasileiro, com belezas naturais únicas, uma diversidade cultural enorme e os famosos festejos juninos”, afirma o ministro.

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Segundo o governo do Estado, haverá festejos juninos em ao menos 134 cidades da Paraíba.

Atualmente, o Estado conta com 158 municípios (70% do total) no Mapa do Turismo Brasileiro, uma ferramenta do Ministério do Turismo, que identifica e categoriza municípios com real vocação turística ou impactados pelo setor de viagens, o que mostra a força da Paraíba nesse segmento.

Opções de atrativos

Para quem desembarca no Estado, para participar do evento, não faltam opções de roteiros. Em João Pessoa, o visitante pode começar o dia pela Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas, de onde é possível pegar um catamarã até as piscinas naturais na maré baixa.

O Centro Histórico também é um belo atrativo, já que reúne charmosos casarões coloridos da Praça Antenor Navarro e conta com a imponência do Centro Cultural São Francisco, um dos complexos barrocos mais importantes do Brasil.

A Praia do Jacaré, na vizinha Cabedelo, também é parada obrigatória: para contemplar o pôr do sol ao som do Bolero de Ravel, tocado ao vivo pelo músico Jurandy do Sax. Uma caminhada relaxante pelos calçadões de Cabo Branco e Tambaú também é uma ótima opção.

A cerca de 30 quilômetros rumo ao litoral sul, o município de Conde reserva um visual impressionante de natureza preservada. O percurso inclui a Praia de Coqueirinho, emoldurada por falésias coloridas e águas calmas; a mítica Praia do Amor, famosa por sua pedra furada que, reza a lenda, garante a união eterna dos casais que a atravessam; e a internacionalmente conhecida Tambaba.

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No interior da Paraíba, quem dita o ritmo é a cultura, em cenários de cinema.

Em junho, Campina Grande se transforma no coração festivo do país ao sediar o Maior São João do Mundo, destino imperdível para quem visita o Estado nessa época.

Mais a fundo, no Cariri, a cidade de Cabaceiras ostenta o título de “Roliúde Nordestina”, tendo servido de locação para mais de 30 produções cinematográficas, incluindo o clássico e premiado “O Auto da Compadecida”. Lá também fica o Lajedo de Pai Mateus, um conjunto de grandes pedras arredondadas, que proporciona um pôr do sol espetacular.

Já o Brejo Paraibano oferece o clima frio e delicioso de Areia, cidade de arquitetura colonial e berço de antigos engenhos, que produzem algumas das melhores cachaças artesanais do Brasil.

Por fim, no sertão, o município de Sousa abriga o Vale dos Dinossauros, um sítio paleontológico de relevância mundial, que preserva pegadas fossilizadas com mais de 100 milhões de anos.

Serviço

  • Evento: Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
  • Data: 3 e 4 de junho
  • Local: Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha – Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco – João Pessoa (PB)
  • Programação: clique aqui.
  • Inscrições: neste link.

Por João Alberto Pedrini
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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