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MEC debate interação entre museus universitários e sociedade
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), participou do 8º Fórum Permanente de Museus Universitários (8FPMU), entre os dias 25 e 29 de agosto, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Com o tema “Coleções, Museus Universitários e Sociedade: elos entre ciência, cultura e comunidade”, o evento promoveu um espaço de diálogo sobre a interação dos museus universitários com a sociedade, movimentos sociais e instituições de ensino e pesquisa.
A coordenadora-geral de Relações Estudantis da Sesu, Lúcia Pellanda, e a coordenadora da Comissão Permanente e Multidisciplinar sobre Museus Federais no âmbito do MEC, Damiane dos Santos, compuseram a mesa de abertura. Pellanda compôs também o painel “Gestão e Financiamento de Coleções e Museus Universitários – desafios e perspectivas”. A mesa propôs uma apresentação e análise crítica sobre os modelos de gestão e as estratégias de financiamento de coleções e museus universitários, discutindo desafios estruturais, normativos e orçamentários, além de apontar caminhos possíveis para sua sustentabilidade e fortalecimento institucional.
“Os museus universitários são cultura, ensino, pesquisa, extensão, inovação e comunicação. Em muitos lugares, as universidades representam os únicos equipamentos culturais das cidades. Como diz o nosso slogan do fórum: são os elos entre a ciência, a cultura e a comunidade. Representam um patrimônio que é tangível e intangível do povo brasileiro, fundamentais também para nossa soberania”, afirmou Pellanda.
O encontro reuniu profissionais, pesquisadores, professores e estudantes das diversas tipologias de coleções e museus universitários do Brasil. O evento chega à oitava edição debatendo temas como preservação, inovação e o papel social dos museus universitários. Reunindo cerca de 500 especialistas, configura-se como um espaço de articulação e diálogo entre museus, movimentos sociais e instituições de ensino e pesquisa.
Durante cinco dias, o fórum teve conferências, apresentações orais, sessões de pôsteres, painéis de debate, reuniões temáticas, visitas técnicas e uma homenagem especial a profissionais que dedicaram suas vidas ao campo das coleções e museus universitários.
Comissão – A Comissão Permanente e Multidisciplinar sobre museus federais do MEC realizou uma reunião temática no dia 26 de agosto, coordenada por Damiane dos Santos (Sesu/MEC), Ana Luiza Carvalho (SE/MEC) e Noris Leal (consultora do MEC). A Comissão tem a finalidade de subsidiar a discussão, a elaboração e a apresentação de ações e estratégias para o acompanhamento dos museus. Na reunião, foram apresentadas ações já realizadas e em curso para institucionalização e fortalecimento dos museus e para o aprimoramento do diálogo entre gestores e profissionais dos museus.
Agenda – O MEC também integrou, no dia 28 de agosto, a mesa “A gestão de museus federais nas universidades e institutos federais”, durante a reunião do Colégio de Pró-Reitores(as) de Extensão (Coex) da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O encontro reuniu gestores de extensão, representantes do governo federal e do parlamento para fortalecer a extensão universitária como instrumento de transformação social e desenvolvimento institucional.
A Sesu apresentou as ações já realizadas e em curso para a institucionalização e o fortalecimento dos museus federais vinculados ao MEC, com foco em planejamento e implementação de políticas e programas educacionais museais prioritários. O seminário aprofundou, ainda, o diálogo entre gestores sobre o Acórdão 1243/2019 (TCU), que estabeleceu determinações relativas às condições de segurança do patrimônio em museus federais e à identificação de riscos e oportunidades de melhoria na gestão patrimonial e orçamentária. A mesa discutiu boas práticas para fortalecer a governança, a segurança e a sustentabilidade dos museus universitários.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu e da UFC
Fonte: Ministério da Educação
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EPT: 117 anos transformando futuros
Há 117 anos, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) faz parte da história do Brasil. Criada a partir das 19 escolas de aprendizes e artífices, instituídas em 23 de setembro de 1909, durante o governo do presidente Nilo Peçanha, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica acompanhou as transformações do país e ampliou sua atuação para diferentes territórios, públicos e áreas de conhecimento.
A data, que marca o início dessa trajetória, também é celebrada como o Dia Nacional da Educação Profissional e Tecnológica. Mais do que lembrar a criação das primeiras escolas, 23 de setembro representa a evolução de uma política educacional que hoje articula formação profissional, ciência, tecnologia, pesquisa, extensão e inovação.
A EPT está presente tanto na educação básica quanto na superior. Ao total, são 3,1 milhões de matrículas na educação profissional técnica de nível médio, segundo o Censo Escolar da Educação Básica, e cerca de 2 milhões de estudantes em cursos tecnológicos de graduação, conforme o Censo da Educação Superior. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior. A expansão e a qualidade na oferta da EPT contemplam os objetivos 12 e 13 do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Marcelo Bregagnoli, uma das características da modalidade é justamente sua capacidade de aproximar a formação às necessidades de cada território.
“A educação profissional e tecnológica tem esta característica: olhar para os arranjos produtivos e sociais locais e para as demandas que existem no território. Com isso, ela contribui para o desenvolvimento, para a geração de emprego e renda e para a melhoria da qualidade de vida”.
Institutos Federais – Essa trajetória ganhou um novo marco em 2008, por meio da Lei nº 11.892, que instituiu a Rede Federal e criou os institutos federais. Assim, a formação passou a ser desenvolvida de forma integral, articulando ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de levar cursos gratuitos para estudantes de todos estados do país. Destaca-se ainda que o carro-chefe dos institutos federais são os cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades, entre campi e polos de inovação. Em cada território, os cursos assumem características próprias, sintonizados com os arranjos sociais e econômicos de cada região.
Inserção na comunidade – Um exemplo pode ser encontrado no Instituto Federal de Brasília (IFB), no Campus Estrutural. Ali, estudantes do curso técnico integrado em meio ambiente participam de pesquisas, ações de extensão e projetos que relacionam o conhecimento aprendido em sala de aula aos desafios da comunidade.
A estudante Francielly Pereira, de 17 anos, descobriu essa dimensão da formação ao participar de um projeto de pesquisa sobre resíduos sólidos. A experiência levou à criação do Zerocast, iniciativa de comunicação voltada à divulgação de conteúdos sobre sustentabilidade e gestão de resíduos.
“Eu percebi que aquilo que a gente aprende pode realmente fazer uma diferença, pode contribuir para um mundo melhor”, conta Francielly, que cursa o técnico integrado em Meio Ambiente.
A experiência representa uma das possibilidades oferecidas pela EPT: aprender uma profissão sem deixar de desenvolver pesquisa, pensamento crítico e participação social.
Para a professora Adrielen Moraes, do Campus Estrutural (IFB), a integração entre formação e realidade é fundamental para esse processo. Segundo ela, os projetos permitem que os estudantes deixem de ser apenas receptores do conhecimento e passem a atuar na identificação de problemas e na construção de soluções.
“Eles chegam aqui muitas vezes inseguros e saem com um diploma, envolvidos com ciência, pesquisa, esporte, música, cultura. Saem prontos para serem protagonistas”, afirma.
Uma rede que se transforma com o país – Ao longo de mais de um século, a Rede Federal passou por diferentes momentos e se adaptou às necessidades de uma sociedade em transformação. Hoje, o desafio continua sendo fazer com que a educação acompanhe as mudanças do mundo do trabalho, incorpore novas tecnologias e, ao mesmo tempo, permaneça conectada às pessoas e aos territórios.
Dos primeiros 19 estabelecimentos criados em 1909 até as quase 800 unidades atuais, são 117 anos de uma história construída por estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidades de todas as regiões do Brasil. Uma história que continua em movimento e que, a cada nova geração formada, transforma conhecimento em possibilidades de futuro.
Ingresso – O acesso à educação profissional e tecnológica pode ocorrer por meio de diferentes formas de seleção, de acordo com a instituição, o curso e o nível de ensino. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior.
Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que reúne institutos federais, Cefets, escolas técnicas vinculadas a universidades federais, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e o Colégio Pedro II, o acesso ocorre conforme os critérios definidos por cada instituição e divulgados em edital. São ofertados cursos de qualificação profissional, técnicos de nível médio e de graduação, com possibilidades de ingresso por processos seletivos próprios e, no caso da educação superior, também pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conforme as regras estabelecidas para cada instituição e curso.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação



