BRASIL
Modernização do setor elétrico avança sob liderança do MME
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) seguiu trabalhando em 2025 em um conjunto de medidas que evidencia o avanço contínuo da agenda regulatória do setor elétrico, com foco na modernização das normas, na transparência dos processos e no fortalecimento do planejamento energético nacional.
LRCAP 2026
Em uma iniciativa pioneira no país, o MME lançou consulta pública para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026 – Armazenamento. A medida representa um avanço decisivo para a transição energética, trazendo mais estabilidade ao sistema elétrico e ampliando o uso de fontes renováveis, além de impulsionar a inovação tecnológica.
O LRCAP terá como objetivo contratar potência em megawatts (MW) proveniente de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias (SAE-BESS). Na prática, o leilão permitirá que empresas instalem e operem grandes sistemas de baterias capazes de armazenar energia elétrica e liberá-la quando necessário, contribuindo para a estabilidade e a segurança do fornecimento em todo o país.
Avanços na matriz renovável
Em agosto de 2025, o setor elétrico brasileiro registrou um marco importante com a realização do 39º Leilão de Energia Nova A-5 (LEN A-5/2025). O certame resultou na contratação de 65 empreendimentos, incluindo 55 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 8 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e duas ampliações de capacidade em usinas hidrelétricas (UHEs) de até 50 MW, totalizando 815,6 MW de potência instalada. A iniciativa reforça a expansão da matriz renovável e a diversificação da oferta de energia no país.
Outro destaque regulatório do ano foi a Portaria SNTEP/MME nº 2.946, de 20 de maio de 2025, que atualiza os montantes de garantia física da UHE Jirau e estabelece condições para sua validade. A norma também dispõe sobre dispositivos previstos no Memorando de Entendimento, assinado em 2024, em matéria energética entre o MME e o Ministério de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, reforçando a cooperação bilateral na gestão de recursos hidráulicos e na operação da usina.
Projetos de geração centralizada
No âmbito do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), foram enquadrados 63 projetos de geração centralizada e 1.114 projetos de minigeração distribuída. Esse resultado demonstra o ritmo acelerado de novos investimentos em infraestrutura energética e a forte expansão da geração distribuída no Brasil.
No âmbito do Conselho Nacional de Política Energética, foi publicada em 1º de outubro a Resolução nº 17/2025, que estabelece a repartição da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Jirau decorrente de sua operação na cota 90 metros. A decisão organiza a alocação da energia produzida em condição específica de operação, contribuindo para maior previsibilidade na gestão do empreendimento e reforçando o compromisso do Governo do Brasil com a integração eletroenergética com os países vizinhos.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
MJSP promove integração inédita entre fundos públicos federais de segurança, saúde, educação e assistência social
Brasília, 29/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), realizou nesta sexta-feira (29) o I Encontro Nacional de Fundos Públicos. O evento reuniu gestores e profissionais dos ministérios responsáveis pela operação de fundos públicos nas áreas de segurança pública, saúde, educação, assistência social e sistema penitenciário.
A iniciativa teve como objetivo promover a integração entre as pastas que trabalham com a modalidade “fundo a fundo” no envio de recursos federais aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, além de incentivar a troca de experiências e discutir estratégias para aprimorar os processos de gestão e execução dos recursos públicos.
Durante a abertura, a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, destacou o caráter inédito da iniciativa, a responsabilidade envolvida na gestão dos fundos públicos e a importância das atividades operacionais para a efetividade das políticas públicas.
“Temos o costume de pensar apenas na finalidade da atividade, que é a entrega do serviço ou do bem público. Mas, sem orçamento, sem a atividade-meio e sem a estrutura operacional, não há qualquer política pública. O nível de responsabilidade para lidar com recursos que impactam diretamente áreas como segurança pública, saúde, educação e política prisional é enorme”, afirmou.
Segundo Camila Pintarelli, o evento surgiu da necessidade de fortalecer a aproximação entre os órgãos e contribuir para a redução da burocracia nos processos administrativos. A partir do encontro, será assinado um protocolo de intenções entre os fundos participantes, para estabelecer fóruns permanentes de discussão entre as instituições.
O diretor do Fundo Nacional de Saúde, Dárcio Guedes Júnior, ressaltou que o encontro representa uma oportunidade de compreender melhor os impactos do trabalho desenvolvido pelos gestores públicos.
“O objetivo é único: garantir que as políticas públicas federais cheguem ao cidadão. Identificamos muitas semelhanças e diferenças que podem contribuir para aperfeiçoar os processos que realizamos hoje”, disse.
Entre os principais desafios debatidos estiveram as limitações orçamentárias, a diversidade das demandas estaduais e os processos de prestação de contas. Os temas foram abordados pelo coordenador-geral de Gestão de Instrumentos de Repasse do Fundo Penitenciário Nacional, Thiago Hikari Utida.
De acordo com ele, a iniciativa permitirá identificar soluções inovadoras para aprimorar os mecanismos de transferência de recursos públicos, com foco na melhoria dos serviços prestados à população.
Com orçamento de execuções que ultrapassa R$ 100 bilhões anuais, o coordenador-geral de Operacionalização e Salário-Educação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Antonio Correa Neto, ressaltou que a modernização dos processos de uso dos recursos públicos é fundamental nesses encontros.
Também participaram da abertura o coordenador-geral de Prestação de Contas do Fundo Nacional de Assistência Social, Fábio Santos de Gusmão Lobo, e a coordenadora-geral de Transferência Fundo a Fundo do FNSP, Michelle Silveira. Ambos destacaram a importância da atuação do MJSP para promover aproximação institucional e inovação na operacionalização dos fundos nacionais brasileiros.
Programação
Ao longo do dia, o I Encontro Nacional de Fundos Públicos promoveu debates sobre o modelo de repasses fundo a fundo, os desafios das transferências de recursos, boas práticas de gestão, monitoramento, prestação de contas e governança.
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