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MEC define empresa para serviços de comunicação
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Nesta quarta-feira, 3 de setembro, a Comissão Especial de Licitação do Ministério da Educação (MEC) definiu a contratação da empresa FSB Comunicação para prestação de serviços e produtos de comunicação institucional, como vencedora da licitação referente à Concorrência nº 90.002/2024. Os critérios de julgamento consideraram a melhor técnica e a proposta de preço.
A quarta e última sessão, que encerrou o processo, foi composta pelos membros da Comissão Especial de Contratação, designada pela Portaria SE/MEC nº 508/2024: Arthur Lima de Morais, Greice Borges Braga, Ricardo dos Santos Barbosa e Paulo Ronaldo dos Santos.
Na ocasião, a comissão realizou a abertura dos Invólucros nº 5, correspondentes às propostas de preços das empresas habilitadas. Durante a análise, foram apresentados os seguintes percentuais de desconto sobre os valores iniciais: FSB: 4%; CDN: 4%; GBR: 4%; Partners: 5%; Oficina: 4%; CDI: 4%; Apex: 4%.
Diante do maior desconto ofertado pela empresa Partners (5%), o presidente da comissão consultou o representante da FSB — empresa apta com maior nota técnica —, Márcio Louseiro, sobre a possibilidade de igualar o percentual. Após consulta interna, a FSB confirmou a equiparação, ratificando formalmente a nova proposta em ata. Com o novo desconto, a FSB foi declarada vencedora do processo licitatório. Questionadas, as licitantes não apresentaram intenção de recurso.
Com o fim do processo, a empresa vencedora iniciará o processo de assinatura dos documentos contratuais. Ao entrar em vigência, a contratada será responsável pelos produtos referentes à prospecção, ao planejamento, ao desenvolvimento, à implementação, à manutenção e ao monitoramento de soluções de comunicação institucional; no relacionamento com a imprensa; à manutenção e ao monitoramento das ações e soluções de comunicação institucional; e à criação e à execução técnica de projetos, ações ou produtos de comunicação institucional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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