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MEC divulga Relatório Educacional para gestores públicos
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O Ministério da Educação (MEC) divulga, nesta segunda-feira, 18 de maio, o Relatório Educacional para Gestores Públicos, com diagnóstico das políticas e ações educacionais implementadas pelos 5.550 municípios brasileiros. Os relatórios estão disponíveis na Plataforma Aqui tem MEC e apresentam informações sobre os investimentos e as ações do ministério em cada unidade da federação, a fim de dar transparência às ações realizadas para reconstruir a educação brasileira nos estados e municípios.
Por meio da plataforma, os gestores escolares têm acesso direto aos principais sistemas, notícias, infográficos e informações detalhadas sobre as políticas públicas da educação que chegam a todo o Brasil. O documento traz uma síntese de indicadores educacionais que mostram os desafios e as oportunidades específicas do município na educação básica.
Cada relatório reúne um panorama detalhado da educação municipal, incluindo características da rede local, desempenho em indicadores – como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – e adequação da formação docente. O material permite aos gestores locais visualizarem quais parcerias estão em andamento com o governo federal, facilitando a compreensão dos programas disponíveis e a identificação de novas oportunidades de colaboração com o MEC.
Também é informada a participação do município em programas federais, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e o Programa Escola em Tempo Integral (ETI); a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec); o Programa Pé-de-Meia; entre outros. A página “Aqui tem MEC” disponibiliza, ainda, o link de acesso a todos os programas e ações do MEC.
Estão ainda no relatório dados sobre recursos financeiros disponíveis, como Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o Salário-Educação.
Ganha destaque, nesta edição, a integração dos dados educacionais por meio da Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (EducaDados). Ao conectar diferentes sistemas e bases de informação, ela permite reduzir a fragmentação das informações públicas, ampliar a transparência e apoiar uma gestão cada vez mais orientada por evidências.
O relatório educacional nasce justamente para contribuir com esse novo modelo de gestão: aproximando dados, políticas e gestores, fortalecendo a capacidade dos municípios de planejar, acompanhar resultados e acessar as oportunidades oferecidas pelas políticas educacionais nacionais.
O MEC reafirma, com essa iniciativa, seu compromisso de caminhar ao lado dos municípios, oferecendo apoio técnico, informação qualificada e instrumentos que contribuam para uma gestão mais eficiente, colaborativa e orientada por resultados.
Devolutivas de Equidade Racial – O Ministério da Educação (MEC) também disponibiliza na Plataforma Aqui tem MEC o documento Devolutivas de Equidade Racial. Produção feita pela Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) em conjunto à Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape). O conteúdo do documento apresenta uma série de dados e orientações aos gestores municipais sobre o cenário da equidade racial em seu município, a habilitação do ente no âmbito do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além de informações importantes sobre a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Etnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola.
Novo PAR – O Novo PAR também lançou o painel de escolas na Etapa de Diagnóstico. A ferramenta já está disponível na página do programa, no portal do MEC. A plataforma iniciará o processo de revisão do Diagnóstico com nova aplicação de questionário, apoiando cada ente na elaboração de um planejamento eficiente e assertivo para garantir que os objetivos e as metas da educação básica sejam alcançados. A partir desse planejamento individualizado e pactuado com o MEC, iniciativas de assistência técnica e financeira estão sendo disponibilizadas de forma mais precisa e alinhada às realidades locais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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MEC estabelece medidas para avaliação e exames da educação básica
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira, 18 de maio, a Portaria nº 422/2026, que estabelece normas complementares para a execução da Política Nacional de Avaliação e Exames da Educação Básica. A política abrange o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre as novidades está a inclusão do Enem integrado ao Saeb, que demandará um conjunto de medidas para ampliar o acesso e a participação de estudantes no exame, como a inscrição automática dos concluintes da rede pública e aumento na quantidade de locais de prova. Objetivo é aumentar participação dos estudantes para uso do exame no Saeb.
De acordo com a portaria, a partir da edição de 2026, estudantes concluintes da rede pública terão inscrição automática, realizada a partir dos dados informados pelas redes de ensino. Depois disso, caberá ao estudante apenas confirmar sua participação, escolhendo, por exemplo, a língua estrangeira da prova e eventuais recursos de acessibilidade.
Além disso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, aumentará os locais de aplicação da prova em cerca de 10 mil escolas. Com isso, estima-se que 80% dos concluintes da rede pública farão o exame na própria escola onde estão matriculados. Para os concluintes das redes públicas que precisarão se deslocar, a pasta estuda como implementar ações de apoio logístico de transporte entre municípios.
As iniciativas buscam consolidar o Enem como um exame de avaliação da educação básica, elevando o engajamento com a avaliação e alcançando, no mínimo, 70% de participação dos estudantes concluintes do ensino médio das redes públicas em 2026. “A gente sabe que o engajamento do Enem é muito maior que qualquer outra prova de avaliação do ensino médio. A nossa ideia é usar o Enem como avaliação do Saeb [Sistema de Avaliação da Educação Básica] ainda este ano. Para isso, precisamos alcançar, no mínimo, 70% de frequência dos estudantes”, explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Avaliação da educação básica – O processo de integração do Enem ao Saeb foi previsto no Decreto nº 12.915/2026, que define o exame como instrumento de certificação da conclusão do ensino médio, acesso ao ensino superior e avaliação da qualidade da educação básica. “Essa mudança no Saeb está em processo de evolução desde a década de 1990 e é algo invejável no mundo inteiro. A avaliação é uma parte muito importante da construção e planejamento das políticas educacionais”, afirmou Barchini.
De acordo com o presidente do Inep, Manuel Palacios, a articulação com as redes estaduais é fundamental para que essa ampliação da participação dos estudantes se efetive no Enem: “Nós tivemos a possibilidade de começar esses debates, e as equipes técnicas continuarão reunidas para avaliar estado por estado. É um esforço de todos nós para assegurar que os estudantes do país participem desse processo”. Nos próximos dias, o Inep deve seguir com reuniões técnicas com as redes estaduais para avançar na implementação das medidas e consolidar o processo de ampliação do acesso ao exame.
Política de avaliação – A Política Nacional de Avaliação e Exames da Educação Básica foi instituída pelo Decreto nº 9.432/2018 e será implementada em articulação com os estados, o Distrito Federal e os municípios, em regime de colaboração. A articulação federativa observará estratégias voltadas para o atingimento dos níveis de aprendizagem considerados adequados nas escalas de proficiência dos exames e avaliações; a redução das desigualdades educacionais, considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; e a disponibilização de instrumentos diversificados de avaliação da aprendizagem dos estudantes.
De acordo com a nova portaria, compete ao Inep:
- Implementar os procedimentos necessários à execução da Política Nacional de Avaliação e Exames da Educação Básica;
- definir a concepção pedagógica das avaliações e exames, bem como a metodologia de aplicação e de aferição dos resultados das avaliações e exames;
- propor e definir, em colaboração com os entes federativos, os padrões nacionais de desempenho e de aprendizagem no âmbito da educação básica;
- estabelecer e disseminar os padrões técnicos adotados para a construção dos instrumentos e das medidas de desempenho das avaliações nacionais;
- assegurar o alinhamento das avaliações e exames à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica;
- produzir e dar publicidade aos resultados das avaliações e exames nacionais e aos correspondentes indicadores educacionais; e
- editar normas complementares necessárias ao cumprimento das novas medidas.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica reúne avaliações e exames nacionais, de caráter amostral e censitário, voltados à produção de evidências, estatísticas e estudos sobre a qualidade da educação básica no país. O sistema avalia estudantes, redes e sistemas de ensino, além de subsidiar o acesso à educação superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Saeb também contempla avaliações do ensino fundamental e da educação infantil. Conforme a portaria, o sistema deverá atuar de forma articulada ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (Sinaept), instituído pelo Decreto nº 12.603/2025, para garantir coerência e complementariedade entre os processos avaliativos da educação básica. Participam das avaliações do Saeb escolas públicas e privadas de todo o país, em colaboração com os estados, o Distrito Federal e os municípios.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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