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MEC empossa novo reitor da Universidade Federal de Sergipe

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O ministro da Educação, Camilo Santana, empossou, nesta terça-feira, 3 de março, André Maurício Conceição como novo reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A cerimônia ocorreu no auditório do Bloco da Reitoria da instituição, na Avenida Marechal Rondon. A agenda da comitiva do Ministério da Educação (MEC) no estado também contou com uma visita às obras do Departamento de Ecologia e às instalações do Laboratório de Flavor e Análises Cromatográficas. Ao todo, o MEC investe cerca de R$ 125,3 milhões na UFS por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). 

Durante a solenidade, o ministro Camilo Santana anunciou novos investimentos e ações para a expansão da universidade. “As obras do campus de Estância já estão licitadas e com investimentos de R$ 60 milhões para sua construção. Enquanto o campus não fica pronto, já iremos, agora em março, começar com a aula inaugural, em uma área cedida pelo governo do estado. Serão seis cursos que não existem na universidade. Autorizaremos a contratação de 90 profissionais para o seu funcionamento. Em breve, também vamos autorizar um novo campus no município de Propriá”. 

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus Vinicius David, ressaltou o respeito do MEC à autonomia universitária e à escolha democrática de seus dirigentes. “A autonomia dessas instituições se dá pelo processo livre de escolha de dirigentes pelos seus pares. E essa universidade exerceu esse processo de escolha livre do dirigente, por isso nós não podíamos perder a oportunidade de vir aqui celebrar essa posse”. 

Conceição é professor titular da UFS, já exerceu o cargo de vice-reitor e foi eleito de forma democrática pela comunidade acadêmica para um mandato de quatro anos (2025-2029) como reitor. Graduado em física pela universidade, possui mestrado e doutorado também em física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), além de pós-doutorado pela Universidade de Stuttgart, na Alemanha, e pela Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos.  

No evento, o novo reitor da UFS destacou a importância da presença do ministro na instituição. “É a primeira vez que um ministro vem na nossa universidade, atendendo aos sindicatos, ouvindo as pessoas. Isso fortalece bastante todos os nossos processos democráticos e a Universidade Federal de Sergipe”.  Ele também reafirmou seu compromisso com a gestão. “Reafirmo meu compromisso com a democracia, não como formalidade, mas como essência de vida universitária”. 

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Do total investido na UFS pelo Novo PAC, R$ 3,5 milhões foram destinados ao Departamento de Ecologia. O restante dos recursos é voltado a instalações prediais, melhorias na infraestrutura e para a construção do novo campus da universidade em Estância, que terá os seguintes cursos de bacharelado: biotecnologia, ciência dos dados, gestão ambiental, gestão e empreendedorismo, engenharia têxtil e engenharia de produção. 

Departamento de Ecologia – As obras do Departamento de Ecologia (Deco) tiveram início em outubro de 2024 e estão com 41% de execução. A previsão de conclusão é em 2026. A construção permitirá que o departamento passe a contar com sede própria, garantindo espaço adequado para que os docentes desenvolvam suas atividades, com impacto na produtividade, no fortalecimento da identidade do curso e na melhoria dos índices acadêmicos e de aprovação dos estudantes. A iniciativa também contribui para consolidar o curso de ecologia como referência na graduação e na pós-graduação da UFS. Atualmente, a maior parte dos professores está instalada em salas do Departamento de Biologia (DBI), cedidas na criação do curso, mas que hoje são necessárias para demandas específicas do próprio DBI, que já formalizou a solicitação de desocupação. Outros docentes do Deco ocupam salas no Bloco C do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), espaços inadequados para atividades laboratoriais, por terem estrutura apenas de gabinetes. 

Com área construída de 756,40 m², no campus de São Cristóvão, o novo prédio contará com acessos laterais, áreas de convivência e circulação, banheiros feminino e masculino, inclusive adaptados para pessoas com deficiência, recepção, secretaria, diretoria, sala de reunião, almoxarifado, centro de processamento de dados (CPD), sala de informática, centro acadêmico, sala de estudo, dois laboratórios de ensino, laboratórios de pesquisa e salas para professores. A estrutura inclui ainda área técnica com três reservatórios, paraciclo coberto e estacionamento com 12 vagas, sendo duas destinadas a idosos e duas a pessoas com deficiência. 

Laboratório – O Laboratório de Flavor e Análises Cromatográficas, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, é voltado principalmente às atividades de pesquisa nas áreas de cromatografia (líquida e gasosa), espectrometria de massas, análise e obtenção de bioativos e biotecnologia. O laboratório tem dado suporte principalmente aos pesquisadores e programas de pós-graduação da UFS, além de pesquisadores de outras instituições, dentro e fora do estado de Sergipe, além de também ser a sede do projeto Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Frutos Tropicais (CNPq). 

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UFS – A Universidade Federal de Sergipe foi fundada em 1968, a partir da junção da Faculdade de Ciências Econômicas e da Escola de Química; da Faculdade de Direito e da Faculdade Católica de Filosofia; da Escola de Serviço Social; e da Faculdade de Ciências Médicas. Atualmente, está presente em cinco municípios do estado e oferta cerca de 5,5 mil vagas em mais de 100 cursos de graduação, além de contar com 14 polos de educação a distância. Na pós-graduação, a UFS disponibiliza 48 cursos stricto sensu, sendo oito de doutorado, 37 de mestrado acadêmico e três de mestrado profissional. 

Agenda – No decorrer da semana, a Caravana Aqui Tem MEC ainda terá programações na Bahia e em Pernambuco, onde o ministro fará inaugurações de obras e assinará os termos de início das construções oriundas do Novo PAC.  

Em Pernambuco, na quarta-feira, 4 de março, Santana visitará a Fazendinha Experimental e as pedras fundamentais do prédio da pós-graduação e do Prédio D de salas de aula do Novo PAC, em Garanhuns. No mesmo dia, ele irá a Petrolina, onde fará vistoria das obras da biblioteca (Novo PAC) e participará da exposição de projetos dos alunos do Campus Petrolina Rural, do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). Ele também estará presente na cerimônia de inaugurações e assinatura de termos de autorização de obras da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). 

Na Bahia, na quinta e na sexta-feira, dias 5 e 6 de março, Santana irá a Salvador, para inaugurar o novo Serviço de Anatomia Patológica e assinar o Termo de Autorização do Almoxarifado/Hotelaria e do Retrofit na Universidade Federal da Bahia (UFBA); a Barreiras, para inaugurar a reforma do prédio da Reitoria e da Central Multiusuária Analítica e assinar os termos de autorização para início das obras do Novo PAC para a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob); e a Poções, para assinar o termo de início das obras do Campus Poções e de restaurantes estudantis do Instituto Federal da Bahia (IFBA), contemplados no Novo PAC. 

Resumo | Mais educação para Sergipe 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território. 

A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental. 

Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada. 

Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas. 

A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações. 

Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.    

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Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território. 

Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens. 

Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. 

Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. 

Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores. 

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Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho. 

Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades. 

Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados. 

O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação. 

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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