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MEC promove Semana da Convivência Escolar pelo Brasil

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A promoção de um ambiente escolar acolhedor, seguro e respeitoso, que fortaleça vínculos e previna situações de violência nas escolas. Esse é o objetivo da Semana Nacional da Convivência Escolar, que começa nesta semana e segue com programação ao longo do mês de abril. Com o tema “Eu respeito, você respeita, nós construímos”, a campanha marca uma ação inédita do Ministério da Educação (MEC) no âmbito do programa Escola que Protege, criado para fortalecer as políticas públicas de prevenção e enfrentamento às violências no ambiente escolar. 

Promovida pelo MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), a Semana Nacional da Convivência Escolar está alinhada a três objetivos específicos do Escola que Protege: fomentar espaços de convivência democrática e participação estudantil; combater o bullying e a discriminação; e construir estratégias de monitoramento e comunicação. Assim, a ação representa uma oportunidade concreta de ampliar o compromisso das escolas com a formação cidadã e com a construção de um espaço educativo baseado na confiança, no respeito mútuo e na corresponsabilidade de todos pela cultura de paz.  

O MEC quer incentivar a adoção de ações que fortaleçam o protagonismo, a participação estudantil, o diálogo e a escuta ativa, promovendo um ambiente escolar em que os estudantes se sintam acolhidos, respeitados e pertencentes. A valorização dessas práticas contribui para o bem-estar da comunidade escolar, favorecendo o aprendizado e o desenvolvimento integral dos estudantes. 

Experiências nacionais e internacionais indicam que escolas que investem em práticas restaurativas, metodologias participativas e programas de mediação de conflitos apresentam redução na incidência de violências e melhoria no rendimento escolar. Por isso, a Semana Nacional da Convivência Escolar, como ação estruturante do Programa Escola que Protege, representa uma estratégia para mobilizar e sensibilizar os professores, os gestores escolares, os estudantes, as famílias e a sociedade civil em todo o país.  

O objetivo é promover um ambiente escolar acolhedor, seguro e respeitoso, fortalecendo vínculos e prevenindo situações de violência nas escolas. Para isso, as escolas devem incluir ações da campanha em seu planejamento pedagógico, de forma a envolver toda a comunidade escolar. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). 

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Webinários A Semana Nacional da Convivência Escolar terá início na quinta-feira, 3 de abril, com o webinário de lançamento da campanha. O evento será transmitido no canal Conviva Educação e retransmitido no canal do YouTube do MEC. 

A mobilização, porém, será realizada ao longo de todo o mês de abril, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola (7 de abril), que inspira e motiva as ações da Semana. Além do evento de lançamento, estão previstos outros três webinários temáticos nos dias 10, 14 e 25 de abril, com foco em diferentes perspectivas sobre a convivência escolar, envolvendo estudantes, famílias e a sociedade civil. As datas e os temas serão divulgados nos canais oficiais do MEC. 

Tema O tema “Eu respeito, você respeita, nós construímos” expressa a compreensão de que a convivência escolar saudável é fruto de uma ação coletiva e contínua, em que cada pessoa tem um papel fundamental na construção de um ambiente respeitoso, seguro e democrático. Ao conjugar os verbos no plural, a frase reforça a corresponsabilidade entre estudantes, educadores, famílias e comunidade na promoção do respeito mútuo e da empatia, reconhecendo que é na interação cotidiana que se constroem vínculos, valores e cidadania. 

O uso da primeira pessoa — eu, você, nós — convida ao engajamento individual e coletivo, apontando que a escola que protege e acolhe é construída diariamente, nas atitudes e nas relações que cultivamos. O respeito, portanto, deixa de ser apenas um conceito abstrato e se torna prática concreta que transforma a escola em um espaço de pertencimento e paz.  

Materiais de apoio Para viabilizar a implementação da campanha nas escolas, foram disponibilizados materiais orientadores, recursos gráficos e um kit de mídia, organizados por público-alvo e etapa de ensino, na página oficial do programa Escola que Protege. Todo material está disponível para download na página do programa. 

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Materiais orientadoresO MEC ainda criou materiais orientadores para professores, gestores escolares e famílias. Para os docentes, foi elaborado um guia de atividades por etapa de ensino (educação infantil, anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio). As escolas poderão realizar pelo menos quatro atividades por etapa de ensino, com foco no tema da campanha, e poderão adaptá-las conforme sua realidade. 

Já para os gestores escolares, foi criado um documento orientador e uma apresentação em PDF e PPT para mobilização das equipes escolares. As famílias poderão acessar um guia com orientações práticas para apoiar a convivência respeitosa dentro e fora da escola. 

Engajamento O MEC busca o engajamento das escolas com a realização de atividades ao longo do mês de abril, alinhadas ao tema “Eu respeito, você respeita, nós construímos”. As ações podem ser adaptadas conforme a realidade de cada escola, com foco na convivência democrática; no respeito às diferenças; na prevenção à violência e ao bullying; e no fortalecimento dos vínculos e do bem-estar coletivo. 

Mais do que uma campanha pontual, a proposta é que essas práticas também se estendam ao longo do ano letivo e sejam incorporadas, de forma estratégica e intencional, aos projetos político-pedagógicos (PPP) das escolas. 

Além disso, é importante que as escolas compartilhem suas iniciativas nas redes sociais, utilizando as hashtags #SemanadaConvivência e #ConvivênciaEscolar e marcando o MEC, para que essas ações ganhem visibilidade e inspirem outras instituições.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

 

Fonte: Ministério da Educação

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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