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MEC vistoria obras de Complexo Hospitalar da Ufpa
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O Ministério da Educação (MEC) vistoriou as obras do novo bloco assistencial de alta complexidade do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-Ufpa), nesta quinta-feira, 26 de março, em Belém (PA). A construção tem investimentos de R$ 39,4 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo do Brasil. Participaram da agenda o ministro da Educação, Camilo Santana, o reitor da UFPA, Gilmar da Silva, e o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro.
“Nós estamos investindo não só na reforma da fachada, que está sendo modificada como uma forma de modernizar o hospital, mas também em equipamentos, em ampliação de leitos e em atendimento”, explicou Santana.
Durante a visita, o ministro autorizou, ainda, o repasse de R$ 15 milhões para a conclusão de obras da instituição, que se somam aos R$ 86 milhões já destinados à Ufpa. “Ou seja, nós ultrapassamos R$ 100 milhões de reais em obras da universidade. Só para os hospitais que fazem parte do complexo hospitalar, no total, nós estamos investindo algo em torno de R$ 61 milhões. A gente espera que essa retomada dos investimentos possa garantir uma melhor qualidade no atendimento da população e na formação dos estudantes”, disse.
A gente espera que essa retomada dos investimentos possa garantir uma melhor qualidade no atendimento da população e na formação dos estudantes.” Camilo Santana, ministro da Educação
Os R$ 15 milhões autorizados nesta quinta-feira serão destinados à cinco obras. A primeira delas é a conclusão do prédio de línguas estrangeiras, que terá área construída de 1.920 metros quadrados distribuída em quatro pavimentos, contendo 12 salas de aula, com capacidade para atender até 640 pessoas. O recurso também financiará a conclusão do prédio do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (Ineaf).
Além disso, o aporte será usado para a infraestrutura de apoio (sistema de esgoto, calçadas, passarelas e pavimentação) que interliga os prédios das faculdades de fisioterapia, engenharia naval, Ineaf e línguas estrangeiras; bem como para a construção de dois blocos de salas de aula no Campus de Tucuruí.
Complexo hospitalar – O CHU-Ufpa é formado pelo Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) e pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e administrado pela estatal HU Brasil. Com área de 4,9 mil metros quadrados, o novo edifício do complexo vai disponibilizar mais 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo 20 para adultos e dez pediátricos, além de sete salas de cirurgia e áreas de apoio técnico para o Centro Cirúrgico.
As obras visam ampliar o atendimento para a população e fortalecer a formação acadêmica. Em 2025, o complexo realizou 287,4 mil consultas, mais de 1 milhão de exames, 6,5 mil internações e 18,9 mil cirurgias eletivas, com taxa de ocupação hospitalar de 80,2%.
Ufpa – Atualmente, a instituição de ensino superior oferta 160 cursos de graduação, com 36 mil discentes, e 107 programas de pós-graduação voltados a 9,4 mil estudantes. O quadro profissional conta com 2,8 mil docentes e 2,4 mil técnicos. A Ufpa possui 12 campi, sendo eles: Tucuruí, Salinópolis, Ananindeua, Belém, Capanema, Castanha, Abaetetuba, Altamira, Bragança, Marajó – Soure, Tocantins – Cametá e Marajó – Breves.
Resumo | Mais educação para o Pará
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da HU Brasil e da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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Paraná recebe Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados
Curitiba, 29/6/2026 – O projeto Defensoras Populares foi lançado no sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação em dez estados brasileiros. Promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a iniciativa fomenta a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para prevenir a violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.
O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer as redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e de assistência.
A cerimônia contou com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participou da mesa de abertura a deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional no enfrentamento da violência contra as mulheres.
O lançamento ocorreu em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.
Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.
“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade”, enfatiza.
Ainda de acordo com a secretária, o crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando caminhos para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades, afirma.
Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolidou uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e facilitar o acesso aos serviços de proteção.


