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MEC vistoria obras e autoriza curso de medicina da UFV
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O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta segunda-feira, 16 de março, o curso de medicina do Campus Rio Paranaíba da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. Durante agenda na universidade, o ministro da Educação, Camilo Santana, também vistoriou as obras em andamento no Campus Viçosa, que contam com investimentos de R$ 32 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), sendo R$ 20 milhões para construção do complexo esportivo e cultural e R$ 12 milhões para salas de aula. A comitiva do MEC ainda visitou o Data Center, o alojamento estudantil e o Departamento de Tecnologia de Alimentos (DTA) da UFV.
Durante a visita, Santana destacou a recomposição de cargos na universidade após mais de uma década sem ampliações: “para cá, foram 15 professores, 82 técnicos e 43 cargos comissionados. Fazia 13 anos que não eram autorizados novos cargos, tinha cursos que tinha diretor e coordenador, mas não tinha cargos”.
O ministro também anunciou a autorização de recursos de elaboração do projeto do novo hospital universitário de Viçosa. “Hoje, eu também estou autorizando recursos no valor de R$ 3,5 milhões para realizar o projeto do novo hospital universitário aqui de Viçosa. Este é apenas o primeiro passo, que é ter o projeto do hospital, mas podem contar comigo para concretizar essa obra”.
Curso de medicina – O campus onde será ofertado o novo curso de medicina fica situado no Alto Paranaíba (MG) e contará com oferta anual de 28 vagas. A previsão é que a primeira seleção de estudantes ocorra ainda em 2026. Para a oferta do novo curso, serão disponibilizadas 13 vagas de docentes para atender ao curso ainda neste primeiro semestre de 2026. A disponibilização de vagas de professores e técnicos-administrativos para os próximos anos seguirá a recomendação da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas (Camem). A interiorização de cursos de medicina nas universidades federais combina novos cursos em regiões estratégicas e é um compromisso do MEC com a qualidade e a equidade regional. Para o MEC, garantir cursos para regiões fora dos grandes centros urbanos é permitir que o Brasil forme médicos onde eles são mais necessários.
O objetivo é mudar o cenário de desigualdade na distribuição de médicos nessa região, contribuindo, assim, para a redução das assimetrias em relação ao número de médicos e para a formação de profissionais que compreendam as realidades e necessidades locais.
Data Center – A reforma do Data Center permitiu a implementação de uma infraestrutura robusta, projetada para garantir a máxima segurança e integridade dos dados institucionais. A UFV investiu mais de R$ 5,3 milhões e a nova estrutura posiciona a universidade em um patamar tecnológico elevado, assegurando a continuidade e a confiabilidade dos serviços de tecnologia da informação essenciais para as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Alojamento estudantil – O chamado “Alojamento Velho”, que abriga a moradia estudantil, teve investimento de mais de R$ 3,7 milhões, sendo R$ 2,9 milhões do Ministério Público do Trabalho (MPT) e R$ 863,5 mil de recursos próprios da UFV. A reforma do edifício histórico modernizou e adequou o espaço às necessidades atuais de acessibilidade, conforto e segurança, mantendo sua relevância arquitetônica e cultural.
DTA – Já o Departamento de Tecnologia de Alimentos possui recursos de mais de R$ 11 milhões: R$ 10 milhões da própria UFV e R$ 979,8 mil por meio de convênio com o Governo do Estado de Minas Gerais.
A construção do DTA é um marco na modernização da infraestrutura acadêmica e de pesquisa da instituição. O edifício abriga salas administrativas, gabinetes, laboratórios especializados e um auditório com capacidade para 230 lugares, consolidando-se como um espaço multifuncional para ensino, pesquisa e extensão.
UFV – Em 2026, a Universidade Federal de Viçosa está comemorando 100 anos. Inaugurada em 1926, a universidade conta com os campi Viçosa (sede), Rio Paranaíba e Florestal. Sua missão é “promover as ciências, letras e artes, a cultura, a inovação e a formação de cidadãos, por meio de ações éticas e integradas de ensino, pesquisa e extensão, para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da sociedade”.
A UFV oferta 85 cursos de graduação e possui 13,2 mil estudantes em seus campi. Além disso, oferece 48 programas de pós-graduação com 3,4 mil discentes. Atualmente, a universidade tem 1,3 mil professores e 48 vagas para ocupação imediata.
Agenda – Pela manhã, a comitiva do MEC visitou as obras do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), a reitoria da universidade e a unidade de imagens do hospital.
Mais cedo, o ministro da Educação, Camilo Santana, também participou de agenda com a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, para debater as ações de reconstrução na Zona da Mata Mineira, após as fortes chuvas que atingiram a região. Na última semana, a pasta já havia comparecido ao local para visitar escolas, analisar os impactos e definir ações para resolver a situação.
Resumo | Mais educação para Minas Gerais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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Novo marco: Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal é reconhecida como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação
Brasília, 3/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinou nesta terça-feira (2) a portaria n° 1176/2026, que reconhece a Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal como uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). O enquadramento consolida a DITEC como um dos maiores polos de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico voltados à segurança pública no País.
A medida amplia os instrumentos de atuação do órgão, possibilitando a celebração de novas parcerias, o acesso a recursos públicos e, principalmente, a produção de conhecimento e inovação para o País.
Com o reconhecimento, a Polícia Federal poderá impulsionar pesquisas e estudos voltados à transformação de conhecimento e análise de dados em soluções concretas para a sociedade.
Segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, a portaria representa um “avanço institucional” que contribuirá para ampliar os resultados do Ministério no combate ao crime organizado.
“Como ICT, a Polícia Federal poderá acessar novas fontes de financiamento, além do orçamento direto, por meio de parcerias voltadas à criação de ferramentas tecnológicas de grande relevância policial e social, com reflexo em diversas áreas da segurança pública.”, analisa o ministro.
Benefícios do reconhecimento como ICT
Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) são organizações dedicadas à pesquisa científica ou tecnológica e ao desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos com impacto social.
Regidas pela Lei nº 10.973/2004, as ICTs possuem respaldo legal para celebrar acordos de cooperação com instituições públicas e privadas para a realização de atividades conjuntas de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação.
A flexibilidade para firmar parcerias institucionais foi destacada pelo Secretário-Executivo do MJSP, Ademar Borges, como um dos principais benefícios da medida.
“A DITEC possui uma capacidade extraordinária de gerar soluções tecnológicas. Com o status de ICT, a Polícia Federal poderá cooperar diretamente com universidades, centros de pesquisa e startups para o desenvolvimento de softwares, metodologias e ferramentas forenses, além de valorizar o trabalho dos peritos pesquisadores através de bolsas e incentivos de inovação”, afirma Ademar Borges.
Possibilidades de atuação como ICT
A partir da publicação da portaria, a DITEC/PF passa a contar com ferramentas específicas do ecossistema de inovação brasileiro, incluindo:
• Acesso a Financiamento: Participação direta em editais de fomento à pesquisa de órgãos como CNPq, FINEP, CAPES e BNDES;
• Inovação Aberta: Compartilhamento de infraestrutura laboratorial e equipamentos de alto custo com empresas e universidades;
• Contratos Simplificados: Maior agilidade e segurança jurídica para a celebração de parcerias e transferência de tecnologia;
• Isenções e Benefícios: Facilidades alfandegárias e desoneração fiscal para a importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica;
• Estímulo ao Capital Humano: Possibilidade de concessão de bolsas de incentivo a peritos e pesquisadores envolvidos em projetos estratégicos.
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