BRASIL
Mercosul une forças para avançar em mineração estratégica e transição energética
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Representantes do Brasil e de países do Mercosul participaram, na última sexta-feira (29/08), da XXXII Reunião Ordinária do Subgrupo de Trabalho de Mineração e Geologia (SGT-15). O encontro marcou um passo importante na construção conjunta de políticas voltadas ao setor mineral, em um momento em que o mundo volta os olhos para os minerais estratégicos como pilares da transição energética.
A agenda contemplou a apresentação e aprovação do Plano de Trabalho 2025-2026, estruturado em cinco blocos principais: mapeamento do potencial mineral da região, projeção da demanda global de longo prazo para minerais estratégicos, análise das oportunidades de cooperação em pesquisa e desenvolvimento, avaliação de aspectos regulatórios e de políticas públicas, além da identificação de projetos estratégicos com potencial de impacto regional.
Para Gustavo Santos Masili, coordenador-Geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética no Setor Mineral do MME, a reunião representou mais do que um exercício burocrático. “Hoje estamos aprovando os rumos e cronogramas dos trabalhos para que possamos dar continuidade aos projetos de modo coeso entre os países. Essa união de esforços é fundamental para que o Mercosul avance com uma visão integrada, capaz de responder às demandas globais e, ao mesmo tempo, valorizar o potencial mineral da nossa região”, destacou.
Outro ponto de destaque na reunião foi a aprovação da estruturação de proposta de estudo com apoio técnico da Organização Latino-Americana de Energia (Olade) e recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que deve contribuir para aprofundar a análise sobre as potencialidades da região em relação aos minerais estratégicos para a transição energética.
O encontro foi encerrado com o compromisso das delegações de manter o diálogo ativo e cooperativo, garantindo que os próximos passos sejam conduzidos de forma alinhada, técnica e estratégica para fortalecer o papel do bloco no cenário energético e mineral internacional.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


