BRASIL
Ministério de Minas e Energia institui Comitê Técnico do Balanço Energético Nacional
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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta quarta-feira (21/05), a Portaria Normativa MME nº 109, que institui o Comitê Técnico do Balanço Energético Nacional (BEN). Com esse instrumento, o MME formaliza as instituições responsáveis por apoiar a atualização anual das estatísticas energéticas do país, contribuindo para a qualidade dos dados e o fortalecimento das políticas públicas do setor. O BEN é publicado anualmente desde 1970.
“Essa portaria é estratégica para o Brasil e reflete o compromisso deste governo com a transparência, a eficiência e o planejamento de longo prazo no setor energético. Ao formalizar uma estrutura de governança, criamos as condições necessárias para que a atualização anual do Balanço Energético Nacional ocorra de forma técnica, ágil e coordenada, alinhada às melhores práticas e às demandas da transição energética. Estamos, assim, fortalecendo as bases de um futuro energético mais seguro, sustentável e justo para todas as brasileiras e brasileiros”, ressaltou o ministro Alexandre Silveira.
Desde 2004, a elaboração e publicação do BEN é de responsabilidade da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME. Conforme a portaria, o Comitê Técnico do BEN será composto pelas seguintes instituições: EPE, que coordena as atividades, MME, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Petrobras, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Outras instituições poderão ser convidadas para as reuniões.
A principal atribuição do comitê técnico é apoiar a EPE na coleta, análise e no processamento de dados do setor energético brasileiro. Além disso, cabe ao comitê promover a articulação entre instituições envolvidas, aprimorar as metodologias usadas e propor medidas que fortaleçam a governança, a integração e a transparência das informações energéticas do país.
De acordo com o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, a formalização do comitê técnico representa um avanço institucional e contribui para que o Brasil esteja alinhado aos compromissos internacionais: “O comitê fortalecerá uma visão integrada do setor energético, gerando dados essenciais para o planejamento da transição e da expansão da infraestrutura energética, consolidando informações essenciais que servem de base para elaboração de instrumentos como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), o Plano Nacional de Energia (PNE) e o Plano Nacional de Transição Energética (Plante)”.
O Balanço Energético Nacional é publicado anualmente ao final do primeiro semestre, reunindo estatísticas referentes ao ano anterior. Em breve, a edição desse ano, BEN 2025, será publicada e as informações consolidadas sobre o desempenho do setor energético brasileiro em 2024 estarão disponíveis.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios
Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.
Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.
Energia, gás e logística em debate
A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.
Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.
Setor produtivo participa do debate
Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.
Nova Agenda
A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.
A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.
Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



