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Ministério do Turismo apoia capacitação de comunidades ribeirinhas com foco no turismo voluntário

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, assinou neste domingo (06), um novo investimento destinado para as políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e valorização cultural de comunidades ribeirinhas da Amazônia. O projeto de capacitação em turismo voluntário, segurança turística e formação de agentes comunitários de turismo será realizado em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e envolverá os municípios de Santarém, Aveiro e Belterra.

Com aporte de R$ 300 mil do governo federal, por meio do Ministério do Turismo, a iniciativa inclui oficinas, diagnósticos, cursos e encontros formativos integrados às ações de saúde do Projeto Muiraquitã, que vai levar as estratégias federais para as comunidades no Navio Hospital Escola Abaré — uma Unidade Básica de Saúde Fluvial. O projeto Muiraquitã é realizado em parceria com a Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Já as ações pedagógicas serão coordenadas pela Ufopa e incluem a produção de cartilhas sobre temas como: atendimento ao turista, turismo como vetor de geração de renda, integração da produção rural e formalização de guias comunitários no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, enxerga na parceria um caminho para o fortalecimento do turismo de base comunitária.

“É uma ação que reafirma o nosso compromisso com uma política de turismo que valoriza os saberes e o modo de vida amazônico, além de incentivar o chamado ‘Volunturismo’, que envolve o fomento à atividade turística, a partir de quem faz trabalhos voluntários, como é o projeto Muiraquitã. Também, ao promover a qualificação dessas comunidades junto com a Ufopa, estamos fortalecendo a autoestima local, estimulando o empreendedorismo por meio da geração de renda para as comunidades e, com isso, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento sustentável da região”, afirmou.

A reitora da Ufopa, Aldenize Xavier, destacou o papel estratégico da universidade na interiorização das políticas públicas:

“Essa parceria reafirma o compromisso da Ufopa com o desenvolvimento social e econômico da região. Estamos levando saúde, mas também conhecimento técnico e científico para dentro das comunidades, promovendo autonomia e inclusão produtiva de forma respeitosa e sustentável”, afirmou.

Para o médico Victor Vaisberg, coordenador do Projeto Muiraquitã e da expedição do Abaré, o projeto conecta saúde e desenvolvimento local.
“Essa integração entre saúde e turismo comunitário é uma inovação potente. Estamos unindo diferentes saberes e ferramentas para transformar realidades”, declarou.

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PARCERIA – O projeto apoiado pelo Ministério do Turismo leva em conta os desafios logísticos da região, como a dificuldade de transporte por vias tradicionais e o acesso limitado a serviços públicos. A proposta é aproximar políticas públicas de populações historicamente afastadas dos centros de decisão, fomentando inclusão e integração nacional a partir da atividade turística.

A expectativa é que, ao fortalecer lideranças locais e promover a profissionalização do turismo ribeirinho, a iniciativa estimule a visitação consciente, o respeito à cultura tradicional e a geração de renda nas comunidades beneficiadas.

Participaram da cerimônia de assinatura do convênio a vice-reitora da Ufopa, Solange Ximenes Rocha; o secretário municipal de saúde de Santarém, Everaldo Martins; o prefeito de Santarém, José Maria Tapajós o ex-deputado federal Francisco Chapadinha e o deputado federal Airton Faleiro.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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