BRASIL
Primeira reunião do Comitê de Monitoramento do Uso da Força busca estratégias para implementar diretrizes
BRASIL
Brasília, 24/04/2025 – O Comitê de Monitoramento do Uso da Força reuniu-se, pela primeira vez desde a sua criação, para acompanhar a implementação das diretrizes sobre o uso diferenciado da força de agentes de segurança.
Durante o encontro, que ocorreu na quinta-feira (17), foram definidas as estratégias iniciais para a coleta e a análise sistemática de dados sobre o uso da força, a produção de relatórios técnicos, a construção de indicadores nacionais e a integração dessas informações ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O objetivo é consolidar uma base de conhecimento técnico-científico.
O secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou o caráter estruturante da iniciativa. “O projeto oferece maior segurança jurídica e operacional aos profissionais que atuam na linha de frente. Um dos grandes méritos dele é justamente proporcionar diretrizes claras sobre como, quando e em que medida a força deve ser empregada”, disse. Na avaliação dele, isso impacta diretamente na eficiência, na preservação da vida e na integridade dos próprios agentes.
Sarrubbo também ressaltou durante a reunião que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), busca, além de equipar, qualificar as forças de segurança, seja com tecnologia, como as câmeras corporais, seja com formação e normas de conduta mais claras.
A diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo, destacou a importância dos atos normativos relacionados ao uso da força, afirmando que essas diretrizes são “mais um tijolinho na construção do nosso Sistema Único de Segurança Pública”. Ela ressaltou que esse processo não é imediato, mas sim uma construção coletiva que avança aos poucos, superando desafios.
Isabel também avaliou que as diretrizes são fundamentais para sistematizar e padronizar as ações. “Elas fornecem uma base comum, um norte, um marco que permite a todos caminhar na mesma direção”, afirmou, reforçando que o principal objetivo é fortalecer o sistema como um todo.
O comitê, coordenado Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), é composto por representantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), dos Conselhos Nacionais das Polícias Civis e Militares, das Guardas Municipais e da sociedade civil. A atuação do colegiado se dará por meio de reuniões semestrais ordinárias e grupos de trabalho técnicos, com apoio da diretoria do Susp como secretaria-executiva.
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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