CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Ministério do Turismo recebe relatório de impacto do Fórum Brasileiro de Turismo Responsável

Publicados

BRASIL

O Ministério do Turismo recebeu oficialmente o Relatório de Impacto do Fórum Brasileiro de Turismo Responsável, realizado nos dias 11 e 12 de setembro de 2025, em Brasília (DF), e 13 e 14 de setembro de 2025, na cidade de Cavalcante (GO). O documento foi entregue à secretária-executiva do órgão, Ana Carla Lopes, pela fundadora do Instituto Vivejar, Marianne Costa, instituição parceira da iniciativa.

O material reúne os resultados e os impactos sociais do Fórum, que envolveu mais de 180 inscritos, representantes de 58 destinos turísticos de norte a sul do Brasil, além de contar com a participação internacional de dois representantes da Argentina.“Esse relatório traduz, em dados e ações concretas, o que defendemos no Ministério do Turismo: um turismo que gere desenvolvimento, mas que também seja ético, inclusivo, sustentável e comprometido com a proteção das comunidades e dos direitos humanos”, destacou Ana Carla.

Para Marianne Costa, o documento representa mais do que números, sendo um instrumento de transformação real no setor. “O relatório mostra que o turismo responsável não é apenas um discurso, mas uma prática possível, diversa e inclusiva. A grande participação de mulheres, pessoas negras, indígenas, idosos e moradores de territórios periféricos comprova que estamos ampliando quem pensa, constrói e executa o turismo no Brasil”, afirmou Marianne.

Leia Também:  Da montanha ao mar, do café à história: o Sudeste mostra a variedade de roteiros no Catálogo de Experiências do MTur

COMPROMISSO – Durante o Fórum em Brasília, o Ministério do Turismo marcou presença com um estande institucional e reforçou suas políticas de proteção de crianças e adolescentes e de promoção do turismo responsável. Na ocasião, o ministro do Turismo, Celso Sabino, apontou que o futuro do turismo brasileiro passa, necessariamente, pela sustentabilidade, pela valorização das comunidades e pela defesa dos direitos humanos.

A Pasta também apresentou iniciativas como o Código de Conduta Brasil e o movimento “Turismo que Protege”, de enfrentamento à exploração sexual infantojuvenil, além de participar de debates sobre etnoturismo e visitação em terras indígenas. Com a entrega do relatório, o Ministério do Turismo passa a incorporar oficialmente os resultados do Fórum no diálogo institucional para o fortalecimento das políticas públicas de turismo responsável no país.

ALCANCE REGIONAL – O relatório aponta que o Fórum refletiu a pluralidade do turismo brasileiro, com inscrições de todas as regiões do Brasil. A diversidade regional esteve acompanhada da variedade de perfis profissionais, formações e campos de atuação no turismo. Um dos principais destaques do documento é o recorte social do público participante: 91,16% dos inscritos pertencem a grupos minorizados, como mulheres (74%), pessoas pretas/pardas (21%), pessoas LGBTQIA+ (12%), pessoas idosas (9%), povos indígenas e residentes de áreas rurais ou periféricas (6% de cada grupo).

Leia Também:  Governo divulga lista de produtos elegíveis para linha de crédito emergencial

Para garantir o acesso ao evento, 40% dos participantes eram bolsistas, com assistências integrais ou parciais destinadas a pessoas de baixa renda e a grupos prioritários. A política de inclusão também foi aplicada à curadoria do Fórum, sendo que 87,5% dos palestrantes e 50% dos fornecedores pertenciam a grupos minorizados.

PRÊMIO – Fundadora do Instituto Vivejar, Marianne Costa foi uma das vencedoras do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Mulheres Empreendedoras no Turismo”. À frente do Instituto, Marianne atua em articulação com comunidades para enfrentar os desafios do turismo responsável. As ações do Instituto Vivejar incluem parcerias com governos, destinos, empresas, associações e os próprios turistas, além capacitar profissionais que levam o conceito de turismo responsável para seus negócios e destinos.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Propaganda

BRASIL

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Publicados

em

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Leia Também:  MEC debate segurança nas escolas com senadores

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Leia Também:  MJSP e Enap lançam curso de capacitação para recuperação de ativos e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA