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Ministro Luiz Marinho participa de sessão solene no Senado pelos 30 anos do Grupo Móvel de combate ao trabalho escravo
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta segunda-feira (13) de sessão solene no Senado Federal em homenagem aos 30 anos do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho Escravo (GEFM). A cerimônia, promovida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), reuniu autoridades, auditores fiscais do Trabalho, representantes da sociedade civil, entidades sindicais e organismos públicos que integram as operações de combate ao trabalho escravo no país.
Marinho destacou que o Grupo Móvel representa uma das políticas públicas mais eficazes na história recente do Brasil no enfrentamento à violação de direitos humanos no mundo do trabalho. “O Grupo Móvel resgatou mais de 65 mil trabalhadores desde sua criação, em 2004. Isso não é apenas número. São vidas salvas, pessoas libertas de condições desumanas, reconstruindo sua dignidade”, afirmou.
O grupo móvel, instituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego, já realizou mais de 8 mil operações cobrindo todas as regiões do país. Segundo o ministro, a continuidade e o fortalecimento das ações são indispensáveis. “Não podemos retroceder. Precisamos garantir orçamento, segurança para os fiscais e prioridade para a pauta da erradicação do trabalho escravo. Essa é uma luta civilizatória”, explicou Marinho.
O senador Paulo Paim, autor do requerimento que originou a sessão solene, reforçou seu compromisso com a erradicação do trabalho escravo no Brasil e agradeceu aos profissionais que atuam na linha de frente. “Este grupo móvel é exemplo de coragem e dedicação. Eles enfrentam estradas precárias, ameaças, isolamento. Fazem o que precisa ser feito. E fazem pelo país, pela dignidade humana, pela Constituição Federal”, afirmou. Paim ressaltou a importância do papel do Estado brasileiro no combate a esse tipo de crime. “Um país que ainda convive com trabalho escravo precisa olhar para si mesmo com mais coragem”, disse. Segundo ele, o Grupo Móvel é um farol, é referência mundial. “Nós, do Senado, temos a obrigação de garantir os instrumentos legais e o apoio necessário para que esse trabalho siga adiante”,
A auditora fiscal do Trabalho e coordenadora do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, Fernanda Schaefer, lembrou que o Grupo atua frequentemente em locais de difícil acesso e enfrenta resistência dos empregadores. “Enfrentamos resistência, precariedade e risco, mas seguimos firmes porque sabemos que cada operação pode mudar uma vida. O que fazemos é garantir o básico: direitos fundamentais”, explicou.
Representando a Comissão Pastoral da Terra, Frei Xavier Plassat afirmou que o trabalho escravo contemporâneo ainda está presente em várias cadeias produtivas. “Não estamos falando do passado. Estamos falando do presente. O grupo móvel é uma resposta concreta do Estado brasileiro. É um exemplo para o mundo”, disse.
A solenidade contou com representantes da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União, de centrais sindicais e de organizações não governamentais. Todos reafirmaram a necessidade de articulação entre governo, Congresso e sociedade civil para assegurar os direitos dos trabalhadores.
O ministro Marinho reiterou o compromisso do governo federal com a erradicação do trabalho escravo. “Não há democracia plena com trabalho escravo. O nosso compromisso é erradicar essa chaga de vez. O grupo móvel é símbolo desse compromisso e continuará sendo prioridade”, concluiu.
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


