CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Ministro Ricardo Lewandowski defende Sistema Único de Segurança Pública durante seminário

Publicados

BRASIL

São Paulo, 13/06/2025 – Durante sua participação no Seminário Desafios da Segurança Pública, promovido pela Universidade de Santo Amaro (Unisa), nesta sexta-feira (13), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, defendeu a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, por meio da aprovação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O objetivo é integrar e coordenar as ações das diversas forças policiais em todos os níveis da Federação, diante do novo cenário da criminalidade no Brasil e no mundo.

Em sua exposição, o ministro destacou que sua atuação no Judiciário, por mais de três décadas, lhe proporcionou uma visão técnica e pontual sobre o crime, mas foi apenas ao assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que passou a enxergar o fenômeno de forma mais abrangente e estruturada.

Lewandowski ressaltou que a criminalidade deixou de ser local e isolada para se tornar uma atividade transnacional, com atuação semelhante à de empresas, marcada por alto grau de organização, planejamento e internacionalização. Ele citou casos ocorridos em São Paulo (SP) e na cidade francesa de Lyon para ilustrar como gangues operam em rede, inclusive em delitos considerados simples, como furtos de veículos e celulares.

“Isso é um fenômeno absolutamente novo. Não podemos ter nenhuma dúvida de que a natureza do crime, do ponto de vista ontológico, para falar uma linguagem filosófica, mudou totalmente. Então, é claro que o enfrentamento desse crime, de tal modo organizado, precisa mudar”, reforçou.

Apesar do avanço das redes criminosas, o ministro acredita que o enfrentamento ao crime no Brasil ainda ocorre de forma fragmentada. “Temos uma excelente cooperação internacional, mas internamente cada ente federado atua por conta própria”, avaliou. Atualmente, diferentes instituições atuam no combate ao crime: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civis e Polícias Militares estaduais e Guardas Municipais, sem uma articulação sistêmica.

Leia Também:  Aberta inscrição para o Selo Alfabetização

PEC da Segurança Pública

Diante desse cenário, Lewandowski destacou que o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, em abril, a PEC que dá ao Sistema Único de Segurança Pública status constitucional. A medida tem como premissas a coordenação das ações de segurança, o compartilhamento de informações, a criação de diretrizes nacionais, a definição de recursos próprios e o fortalecimento da fiscalização por meio de corregedorias e ouvidorias. A proposta também prevê que as Guardas Municipais, conforme entendimento recente do Supremo Tribunal Federal, exerçam policiamento urbano e ostensivo, sempre sob supervisão do Ministério Público.

Ao final da palestra, o ministro reiterou a necessidade de repensar a estrutura de segurança pública no País. “O crime mudou de natureza, e nossa resposta institucional precisa acompanhar essa transformação. É hora de unir esforços e trabalhar de forma integrada para garantir a segurança da população”, concluiu.

Participações

Anfitrião do evento, o chanceler da Unisa, Victor Veronezi, ressaltou o compromisso da universidade em promover espaços de reflexão sobre temas de grande relevância para a sociedade. Veronezi também elogiou a iniciativa do curso de Direito, especialmente sob a liderança do ministro Ricardo Lewandowski e do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Moura Ribeiro, por propor o debate. “Acho que, junto da saúde e da educação, a segurança pública é o tema mais sensível que atinge a toda a população, a toda a nossa comunidade”, enfatizou.

Leia Também:  ANP publica lista de sanções a distribuidores de combustíveis inadimplentes com as metas do RenovaBio

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também esteve presente ao seminário. Ele falou sobre o papel central da tecnologia no combate à criminalidade na capital paulista e apresentou os resultados do programa Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras com reconhecimento facial e leitura de placas de veículos.

De acordo com Nunes, graças à ferramenta, casos graves foram elucidados recentemente, como o assassinato de um ciclista no Parque do Povo, a morte de uma professora em Interlagos e a prisão de criminosos foragidos. “Nós já chegamos a 31,3 mil câmeras instaladas na cidade, que possibilitaram a prisão de 1.255 pessoas em sete meses. Além desses casos, nós tivemos 2.482 presos em flagrante”, afirmou.

O prefeito fez questão de reforçar que a iniciativa só foi possível graças à integração entre o MJSP e o governo do estado, com o apoio institucional de entidades como o Ministério Público e a Defensoria Pública.

O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, também contribuiu para as discussões. Jungamnn discorreu com veemência sobre a fragilidade institucional da segurança pública no Brasil e defendeu a urgente necessidade de mudanças estruturais no setor.

“A segurança pública não é estruturada em sistema. É o mais frágil comando constitucional. Como é possível confrontar o crime organizado, transnacionalizado, se nós não temos integração de inteligência, se nós não temos integração de coordenação de operações, o que é que os senhores acham que vai acontecer?”, questionou.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Brasil é destaque na OMC por avanços no Portal Único de Comércio Exterior

Publicados

em

Durante a 2ª revisão do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC), realizada entre 10 e 12 de junho, o país compartilhou na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, os avanços do Portal Único de Comércio Exterior e outras iniciativas de modernização do comércio exterior brasileiro.

Durante as reuniões, os membros da OMC compartilharam experiências e discutiram formas de simplificar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência das operações de exportação e importação.

Nesse contexto, a delegação brasileira apresentou iniciativas concretas que não apenas cumprem os compromissos do AFC, mas avançam além deles, com foco em eficiência regulatória, digitalização e redução de custos operacionais para empresas.

A participação ativa do país reforça seu papel como referência internacional em facilitação do comércio e contribui para dar visibilidade aos avanços implementados no ambiente doméstico, com impactos diretos na competitividade das empresas brasileiras.

Avanços estruturantes

Nos últimos anos, o Brasil tem promovido uma agenda consistente de modernização do comércio exterior, baseada na integração e digitalização de processos e na gestão de riscos. Essas medidas vêm reduzindo prazos, eliminando redundâncias e aumentando a previsibilidade para operadores privados.

Destaques que já fazem diferença para as empresas e foram levados ao foro multilateral como boas práticas:

• Integração dos órgãos intervenientes ao Portal Único de Comércio Exterior, permitindo a realização dos processos em um ambiente digital único, com maior coordenação, transparência e eficiência.

 Atualmente há 17 órgãos intervenientes, e todos estão integrados ao Portal Único. Com isso, houve a redução da utilização de diversos sistemas por parte dos operadores. A anuência de produtos sujeitos ao controle da Anvisa, como exemplo, possuía protocolo de processo, pagamento de taxa de exercício de poder de polícia e relatório de inspeção de mercadorias efetuados em sistemas não integrados. Hoje todo o processo ocorre no Portal Único.

Leia Também:  Brasil reafirma compromisso com a agenda migratória em encontro no MJSP

 • Pagamento Centralizado de Comércio Exterior, simplificando a arrecadação e a quitação de taxas e tributos por meio de uma plataforma unificada. Anvisa e MAPA possuem suas taxas integradas ao módulo PCCE, com redução média de 48 horas de tempo de análise. Exército e Inmetro estão em processo de integração de suas taxas ao PCCE.

• Licenças Flex, proporcionando maior agilidade, previsibilidade e flexibilidade na gestão do tratamento administrativo das operações de comércio exterior. Com o novo tipo de licença já houve redução de 80% na quantidade de licenças emitidas pelos órgãos anuentes, quando comparado o primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior.

• Despacho antecipado de mercadorias, permitindo a conclusão dos procedimentos aduaneiros antes da chegada da carga, com significativa redução dos tempos de permanência em portos.

O Despacho sobre Águas constitui importante medida de facilitação do comércio exterior ao permitir o processamento antecipado das formalidades aduaneiras durante o trânsito marítimo da mercadoria. Levantamento realizado pela Receita Federal demonstrou redução média de cerca de 70% no tempo decorrido entre a chegada da carga e sua efetiva entrega ao importador.

• Nova modalidade de tratamento administrativo de monitoramento, com abordagem mais moderna e proporcional de controle estatal, sem intervenção direta do órgão no fluxo do comércio exterior.

 Baseado em dados e gestão de riscos, o tratamento administrativo de monitoramento permite que os órgãos acompanhem as operações após seu registro, subsidiando decisões regulatórias futuras. Como resultado, a Agência Nacional de Energia Elétrica passou a atuar exclusivamente por monitoramento, enquanto o Ministério da Defesa reduziu aproximadamente 80% de suas licenças, concentrando suas exigências em um único LPCO.

Leia Também:  Programa de Regionalização do Turismo chega à Roraima nesta semana

Essas iniciativas se somam a esforços contínuos de integração entre órgãos governamentais, adoção de gestão de risco e simplificação normativa, criando um ambiente mais favorável ao comércio exterior.

Impactos para as empresas

Os avanços já se traduzem em benefícios concretos para o setor produtivo, incluindo:

• Redução dos custos logísticos e administrativos associados às operações de comércio exterior.

• Ampliação da previsibilidade e da segurança quanto aos prazos de liberação de mercadorias.

• Simplificação de procedimentos, com eliminação de etapas burocráticas e exigências redundantes.

• Fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e melhoria do ambiente de negócios. O Novo Processo de Importação tem contribuído diretamente para o fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e para a melhoria do ambiente de negócios ao reduzir custos, aumentar a previsibilidade das operações e simplificar procedimentos de comércio exterior.

 Os resultados já são concretos: em fevereiro de 2026, o Portal Único de Comércio Exterior passou a processar mais da metade das importações brasileiras, proporcionando redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas nos portos.

Com a implementação integral do programa, estima-se uma economia superior a R$ 40 bilhões anuais para o setor privado, decorrente da diminuição de custos logísticos e administrativos, do aumento da eficiência operacional e da maior integração entre os órgãos governamentais, fatores essenciais para ampliar a inserção competitiva do Brasil no comércio internacional.

Nesse contexto, o Brasil se destaca na vanguarda da modernização do comércio exterior, implementando soluções reconhecidas internacionalmente e contribuindo para o aperfeiçoamento dos modelos de facilitação do comércio em âmbito global.

Saiba mais

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA