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MJSP apresenta projeto +Justiça na Amazônia em encontro do CNJ sobre conflitos fundiários
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Brasília, 12/06/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), participou da abertura da 1ª edição itinerante do Encontro Anual das Comissões de Soluções Fundiárias, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No evento, que ocorreu de 9 a 11 de junho, foi debatido o modelo de tratamento de conflitos fundiários coletivos implementado pela Resolução CNJ nº 510/2023, que assegura o direito à solução desses processos por meios adequados à sua natureza e à sua peculiaridade, de modo a evitar a prática de ações violentas ou incompatíveis com a dignidade humana.
O diretor de Promoção de Acesso à Justiça, Pedro Martinez, participou do painel A Importância do Apoio Técnico para as Mediações Fundiárias Coletivas e apresentou o projeto + Justiça na Amazônia, do MJSP, por meio da Saju, em parceria com o CNJ e a Universidade Federal do Pará (UFPA).
“O encontro foi uma oportunidade de apresentação dos trabalhos da Saju a todos os tribunais do País, especialmente do projeto +Justiça: Núcleos Técnicos de Soluções Fundiárias, que começou no Pará e estamos ampliando para os demais estados da Amazônia Legal, querendo levá-lo para todo o País”, disse Martinez.
A iniciativa busca modernizar, integrar e especializar a atuação do Sistema de Justiça no enfrentamento de conflitos fundiários e socioambientais na Amazônia Legal. Com investimento inicial de R$ 38 milhões, provenientes do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), a ação prevê a criação de nove Núcleos Técnicos de Soluções Fundiárias, um em cada estado da região, oferecendo suporte técnico e científico aos tribunais locais.
Com isso, juízes, desembargadores, servidores do Judiciário e demais profissionais do Sistema de Justiça passarão a contar com suporte técnico especializado para atuar em conflitos fundiários complexos.
A execução do projeto será em três etapas. A primeira prevê a instalação dos núcleos. A segunda, consistirá na construção de fluxos de atuação integrada entre os diversos atores do Sistema de Justiça, como tribunais, universidades e órgãos públicos. Por fim, será publicado um relatório de avaliação do impacto do programa na ampliação do acesso à Justiça na região.
O projeto já tem a adesão dos Tribunais de Justiça do Acre (AC), do Amapá (AP), do Amazonas (AM), do Maranhão (MA), de Mato Grosso (MT), do Pará (PA), de Rondônia (RO), de Roraima (RR) e de Tocantins (TO), além do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O +Justiça na Amazônia vai beneficiar diretamente as comunidades envolvidas nesses conflitos fundiários, como povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares e outras populações tradicionais da Amazônia Legal, que terão maior acesso à Justiça, com decisões mais ágeis, fundamentadas e sensíveis à realidade local. Também serão beneficiadas as universidades parceiras, por meio da produção de conhecimento aplicado.
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MEC amplia prazo de participação no Diagnóstico de Equidade Racial
O Ministério da Educação (MEC) ampliou o prazo de participação no Diagnóstico Equidade 2026. Agora, redes estaduais e municipais de ensino terão até o dia 15 de julho para preenchimento e envio das informações. O Diagnóstico faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e está disponível no módulo Pneerq do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). Até o momento, 89% dos questionários foram enviados (totalizando 4.967 municípios e 23 estados); 2% de preenchimento em andamento e 8% de questionários não foram iniciados.
O Diagnóstico tem o objetivo de mapear os avanços e desafios das redes na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.
O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também tem a proposta de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil.
Os eixos do diagnóstico estão organizados em dez dimensões temáticas: fortalecimento do marco legal; formação de gestores e profissionais da educação; gestão educacional; materiais didáticos e paradidáticos; currículo; financiamento; indicadores, avaliação e monitoramento; gestão democrática e mecanismos de participação social; educação escolar quilombola; e educação escolar indígena.
Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.
São compromissos dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de identificação e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação


