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MJSP e Capes promovem webinário para esclarecer dúvidas sobre edital de incentivo a pesquisas
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Brasília, 23/06/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) promoverão, em 3 de julho, às 10h, um webinário sobre o Programa de Apoio à Cooperação Acadêmica (Procad) Segurança Pública e Democracia.
O encontro vai esclarecer dúvidas de pesquisadores e profissionais da área interessados em enviar propostas para o Edital nº 1/2025. As inscrições para a audiência devem ser feitas no site da Senasp. A data limite para submissão dos trabalhos é 1º de agosto.
“Este webinário é um espaço de diálogo sobre o Procad Segurança Pública e Democracia. As equipes estarão à disposição para esclarecer aspectos do edital quanto a finalidade, o escopo, os eixos temáticos e o processo de inscrição para o programa”, explica a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos.
O Procad Segurança Pública e Democracia receberá um investimento de R$ 6 milhões do MJSP. O valor será usado para financiar projetos de pesquisa e de bolsas de iniciação à extensão, de mestrado, de doutorado e de pós-doutorado em prevenção à violência, enfrentamento das desigualdades e promoção de um sistema de segurança público mais eficiente.
Serão selecionados seis projetos de pesquisa, nos seguintes eixos estratégicos:
– Avaliação de implementação de políticas de segurança pública
– Saúde e qualidade de vida no trabalho dos profissionais do Susp
– Atuação do crime organizado e estratégias de enfrentamento
– Segurança pública e o enfrentamento das desigualdades racial e de gênero
– Impactos da incidência de armas de fogo na segurança pública
– Vitimização e letalidade na atuação policial
O objetivo do Procad Segurança Pública e Democracia é fomentar a pesquisa acadêmico-científica e a formação de pessoal qualificado em temas prioritários da segurança pública.
Pós-graduações
O MJSP também anunciou recentemente investimentos de mais de R$ 7 milhões para qualificar profissionais com a oferta de cursos em pós-graduação lato sensu juntamente com cinco instituições: Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Serão 1.355 vagas em cursos voltados para os profissionais da segurança pública, como policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, peritos e guardas civis municipais. Parcerias com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) também possibilitaram a oferta de vagas em alguns desses cursos aos seus profissionais.
As iniciativas fazem parte das ações da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp).
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Ação conjunta cumpre 15 mandados contra investigados por fraudes do falso advogado
Fortaleza, 16/6/2026 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), as polícias civis de Santa Catarina e do Ceará deflagraram, nesta terça-feira (16), operação que resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por aplicar fraudes eletrônicas conhecidas como golpe do falso advogado.
A operação foi realizada nos municípios de Fortaleza e Maracanaú, no Ceará, e representa mais uma etapa das investigações conduzidas pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville (SC), em parceria com a Polícia Civil do Estado do Ceará e o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP, unidade responsável pela coordenação de ações integradas de combate aos crimes cibernéticos e às fraudes eletrônicas em âmbito nacional.
A atuação conjunta evidencia o compromisso das instituições com o fortalecimento da cooperação federativa e o enfrentamento qualificado das organizações criminosas que utilizam recursos tecnológicos para cometer crimes em diferentes regiões do Brasil.
Como a quadrilha atuava
Segundo as investigações, os suspeitos atuavam de forma estruturada, movimentando milhões de reais em suas contas e utilizando indevidamente a identidade de advogados e outros profissionais da área jurídica para induzir vítimas a realizar transferências bancárias sob a falsa alegação de liberação de valores decorrentes de processos judiciais.
“A ação reforça a importância da cooperação entre instituições de segurança pública no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no ambiente digital. A integração entre as forças estaduais e federais possibilitou o compartilhamento de informações estratégicas”, destacou o delegado Rodrigo Gusso, responsável pelo caso.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a apuração sobre a estrutura da organização criminosa e dimensionar os prejuízos causados às vítimas.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de organização criminosa, previsto na Lei nº 12.850/2013, e de estelionato mediante fraude eletrônica, previsto no Código Penal. As penas máximas para esses delitos podem chegar a oito anos de reclusão cada, além de multa. Somadas, podem alcançar até 16 anos de prisão para cada envolvido, sem prejuízo da aplicação de causas de aumento de pena, concurso de crimes e eventual responsabilização por outras infrações que venham a ser identificadas ao longo das investigações.

