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MJSP e Uber anunciam parceria inédita para ampliar o alcance do Alerta Amber
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Brasília, 27/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), assinou, nesta quarta-feira (27), um acordo de parceria com a Uber para ampliar o alcance do Alerta Amber no Brasil. A empresa será a primeira plataforma de mobilidade do País a integrar o sistema nacional de localização de crianças e adolescentes desaparecidos, utilizando tecnologia e capilaridade para apoiar buscas em situações de alto risco.
Com a parceria, motoristas e usuários da plataforma poderão receber notificações emergenciais com informações sobre crianças ou adolescentes desaparecidos ou sequestrados, ampliando a rede de apoio às forças de segurança nas primeiras horas após o desaparecimento — período considerado decisivo para a localização das vítimas.
A diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, ressaltou que o desaparecimento de pessoas é um tema que mobiliza toda a sociedade por envolver sofrimento, possíveis crimes e, principalmente, famílias que passam anos sem qualquer resposta. Segundo ela, uma das dores mais marcantes relatadas por pais e mães é justamente a ausência de informações sobre o paradeiro dos filhos. “Já ouvimos familiares dizerem que, por mais dolorosa que fosse a notícia, preferiam qualquer confirmação a viver 10, 15 ou 20 anos sem saber o que aconteceu com seus filhos”, afirmou.
Isabel acrescentou que, nas ações de busca, cada vida localizada representa uma conquista imensurável. “Uma única criança encontrada já significa evitar mais sofrimento, violência e angústia.”
O diretor de Relacionamento com Autoridades Policiais da Uber para a América Latina, Leandro Segall, comemorou a assinatura do acordo. “É uma honra anunciar essa parceria com o MJSP, que permitirá a integração dos alertas Amber à plataforma da Uber, que tem orgulho de ser a primeira plataforma de mobilidade no Brasil a fazer essa integração”, destacou.
Durante a cerimônia, o diretor de Operações Integradas e Inteligência, José Anchiêta Nery, observou que o acordo de cooperação demonstra como a atuação conjunta entre poder público, forças de segurança, tecnologia e iniciativa privada pode fortalecer a proteção de desaparecidos. “A ação, consolidada internacionalmente, permite mobilização rápida da sociedade e abre caminho para novas soluções integradas de segurança pública.”
Anchiêta Nery acrescentou que, quando uma pessoa recebe o alerta no celular, imediatamente entende que pode ajudar. “Esse é apenas o começo: o futuro da segurança pública passa pela integração de sistemas, dados e alertas automatizados, e os aplicativos de mobilidade também podem contribuir para salvar vidas”, pontuou.

- MJSP e Uber anunciam parceria inédita para ampliar o alcance do Alerta Amber. Foto Isaac Amorim/MJSP
Como funciona o Alerta Amber
O Alerta Amber é acionado apenas em casos que atendem a critérios específicos e cumulativos, como desaparecimento recente, com risco iminente à vida ou à integridade física, autorização expressa dos pais ou responsáveis, disponibilidade de fotografia recente e solicitação formal da autoridade policial.
Quando ativado, o alerta será encaminhado pela Senasp à Uber, que divulgará as informações diretamente na plataforma para usuários localizados em um raio de até 160 km do local do desaparecimento. As notificações poderão conter link com fotografia e características da criança ou adolescente, além de informações sobre suspeitos ou veículos envolvidos, quando houver.
De acordo com dados nacionais, mais de 20 mil ocorrências de desaparecimento de crianças e adolescentes são registradas anualmente no Brasil. Especialistas em segurança pública apontam que as primeiras horas após o desaparecimento são decisivas para ampliar as chances de localização segura.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a expansão da rede de parceiros fortalece a capacidade de resposta do Estado. “Nesta semana, em que celebramos o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, avançamos em mais uma importante iniciativa para ampliar os canais de apoio à localização de crianças e adolescentes desaparecidos. Contar com instituições comprometidas com essa causa fortalece a proteção de milhares de famílias brasileiras”, afirmou.
Leandro Segall também enfatizou o potencial da tecnologia para contribuir com ações de interesse público. “Acreditamos que a tecnologia e a abrangência da nossa rede podem contribuir de forma efetiva para ações de segurança pública que impactam toda a sociedade. Motoristas parceiros e usuários circulam diariamente pelas cidades e podem auxiliar na rápida identificação de situações críticas. Temos orgulho de integrar essa iniciativa inédita no setor de mobilidade no Brasil”, ressaltou.
Alerta Amber no Brasil
O sistema funciona em 26 unidades da Federação e integra esforços nacionais voltados à localização rápida de crianças e adolescentes desaparecidos. Atualmente, o programa também conta com parceria da empresa Meta, responsável pela divulgação dos alertas nas plataformas Instagram e Facebook.
Com a adesão da Uber, o sistema amplia a mobilização social e o alcance territorial, fortalecendo a atuação integrada entre poder público e iniciativa privada na proteção da infância e da adolescência.
Dados sobre desaparecimentos no Brasil
DESAPARECIMENTO DE PESSOAS (TOTAL)
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2023 |
2024 |
2025 |
2026 (até abril) |
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Desaparecimentos |
78.168 |
81.580 |
85.232 |
29.090 |
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Localizações |
52.199 |
55.964 |
57.554 |
18.856 |
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Taxa de localização |
67% |
68% |
67% |
65% |
Fonte: Sinesp – VDE (extraído em 26/5/2026)
DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
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2023 |
2024 |
2025 |
2026 (até abril) |
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Desaparecimentos |
20.455 |
22.090 |
23.970 |
7.841 |
|
Localizações |
13.165 |
14.461 |
15.674 |
5.034 |
|
Taxa de localização |
64% |
65% |
65% |
64% |
Fonte: Sinesp – VDE (extraído em 26/5/2026)
*Anualmente, cerca de 27% dos casos de desaparecimento são de crianças e adolescentes, sendo aproximadamente 3% de crianças de 0 a 12 anos.
*Na busca por pessoas desaparecidas, a causa só pode ser conhecida no momento da localização. A Lei nº 13.812/2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, estabelece a urgência e o imediatismo das buscas, independentemente de hipóteses sobre o que levou ao desaparecimento.
BRASIL
Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
Multimídia
Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
Multimídia
As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



