BRASIL
MJSP inicia capacitação nacional para aprimorar investigação de organizações criminosas
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Brasília, 03/11/2025 – Teve início, nesta segunda-feira (3), no auditório do Palácio da Justiça, o Curso de Investigação Qualificada de Organizações Criminosas (CIORCRIM), iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), vinculadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A capacitação, que segue até 14 de novembro, reúne 40 delegados das Polícias Civil e Federal, com foco no aperfeiçoamento de práticas e de metodologias de investigação avançada.
A mesa de abertura contou com a presença do gerente da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), Paulo Reyner; do secretário nacional de Segurança Pública substituto, Rodney da Silva; da coordenadora-geral de Ensino e Pesquisa, Márcia Alencar Machado da Silva; e do coordenador da Coordenação-Geral de Polícia de Repressão a Drogas e Facções Criminosas da Polícia Federal (CGPRE), Alexandre Custódio Neto.
Concebido de forma colaborativa, o Ciorcrim foi estruturado com participação ativa de representantes das Polícias Judiciárias Estaduais, garantindo que a grade curricular refletisse os desafios reais enfrentados nas investigações de facções criminosas. Uma câmara técnica, composta por especialistas, também contribuiu para a definição dos temas e metodologias abordados, com foco em coerência técnica e alinhamento às demandas contemporâneas.
De acordo com o secretário substituto Rodney da Silva, o curso foi criado em razão da necessidade de alinhamento das polícias judiciais dos estados. “Para assegurar a qualidade e o posicionamento técnico nas investigações criminais do país, especialmente em relação às organizações criminosas, foi criada uma câmara composta por especialistas de todas as forças do Brasil, no sentido de desenvolver um conteúdo programático que aprimorasse a formação de delegados de polícia de maneira estratégica, integrada e eficaz para o combate às facções criminosas”, explicou.
Entre os objetivos, o curso pretende fortalecer competências investigativas, incentivar a articulação entre órgãos de segurança pública e promover uma atuação estratégica e integrada no enfrentamento ao crime organizado em todo o País. A formação está alinhada às diretrizes da Renorcrim.
“Esta ação é fruto da parceria entre a Diretoria de Operações Integradas e a Diretoria de Ensino e Pesquisa, reafirmando nosso compromisso com a formação técnica e ética dos profissionais da segurança pública”, afirmou a coordenadora-geral de Ensino e Pesquisa, Márcia Alencar Machado da Silva.
Conteúdo
A programação do curso, que contará com 12 dias de duração, inclui conteúdos como:
• Gestão estratégica da investigação;
• Uso de inteligência artificial no combate ao crime organizado;
• Criptoativos e investigação patrimonial;
• Análise de dados telemáticos e de dispositivos móveis;
• Fontes de informação do sistema penitenciário;
• Comunicação social;
• Cadeia de custódia e vestígios digitais, entre outros.
Segundo a coordenadora-geral da DEP, o país vive um cenário em que o crime organizado se apresenta de forma cada vez mais sofisticada, transnacional e tecnológica. “As organizações criminosas atuam em múltiplas frentes — do tráfico de drogas à corrupção, da lavagem de dinheiro aos crimes cibernéticos — exigindo de nós, profissionais da segurança pública, uma resposta à altura: técnica, ética e integrada”, completou.
A realização do Ciorcrim reforça o compromisso do Ministério da Justiça e Segurança Pública em aprimorar a atuação das forças policiais em investigações de alta complexidade, fortalecendo a troca de conhecimento e as práticas integradas no enfrentamento às organizações criminosas.
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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