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MME debate sistemas de armazenamento hidráulico durante seminário

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nessa quinta-feira (20/03), o seminário sobre Sistemas de Armazenamento Hidráulico. O evento, dividido em dois painéis, discutiu primeiro a visão das instituições do setor elétrico sobre sistemas de armazenamento hidráulico. Na segunda parte, foi debatida a visão das associações sobre o tema, os benefícios dos sistemas de armazenamento hidráulico para o Sistema Integrado Nacional (SIN) e a experiência internacional.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, as fontes energéticas se diversificaram e as necessidades de suprimento do sistema ganharam novos contornos, o que sugere ao país acompanhar essa evolução. “A tecnologia progrediu e o armazenamento hidráulico, por meio das usinas reversíveis, está no centro desse debate. Precisamos estar atentos a essas mudanças, conhecer esses cenários e entender o potencial das usinas reversíveis, suas vantagens e desafios. Somente com uma união completa vamos conseguir desenhar marcos regulatórios claros e adequados para incorporar as usinas reversíveis à nossa matriz energética”, comentou.

Na abertura do seminário, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, destacou a importância dos estudos de planejamento energético buscarem a sinergia entre a atualização tecnológica e as novas necessidades do sistema elétrico brasileiro. “Cada vez mais vamos buscar flexibilidade e potência. Isso significa que precisamos ter um olhar sobre as diferentes tecnologias e fontes que podem contribuir para esse atendimento. Algumas dessas soluções estão relativamente maduras no mercado, mas outras precisam de segurança jurídica”, analisou.

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Participantes do Seminário de Sistemas de Armazenamento Hidráulico

Foto: Percio Campos/MME

O primeiro painel teve a participação de representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No segundo painel, participaram a Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (ABRAGE), Associação Internacional de Energia Hidrelétrica (IHA), China Three Gorges (CTG) e a Neoenergia/Iberdrola.

Confira a seguir as apresentações do seminário:

IHA: Energia hidrelétrica de armazenamento bombeado – A maior flexibilidade instalada do mundo

CTG Brasil: Experiência em energia hidrelétrica de armazenamento bombeado da CTG

Neoenergia: Armazenamento Hidráulico

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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