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MTE retira 47 adolescentes em situações de trabalho infantil no Mato Grosso do Sul

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou ao longo do mês de maio ações fiscais de combate ao trabalho infantil no estado do Mato Grosso do Sul. As ações ocorreram na capital, Campo Grande, e nos municípios de Chapadão do Sul, Corumbá e Mundo Novo, resultando no afastamento de 47 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil.

As fiscalizações foram realizadas em estabelecimentos como oficinas mecânicas, supermercados, clínicas veterinárias, serralherias, laboratórios industriais, indústrias de confecção e vestuário, farmácias, propriedades agrícolas, entre outros. Nessas atividades foram encontrados adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos, exercendo funções classificadas como piores formas de trabalho infantil, conforme previsto no Decreto nº 6.481/2008, que regulamenta a Convenção nº 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Decreto institui a Lista TIP (Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil), que relaciona ocupações prejudiciais à saúde, segurança e moralidade de crianças e adolescentes, com graves riscos ocupacionais e sérias repercussões à saúde de pessoas menores de 18 anos.

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Entre as funções exercidas pelos adolescentes estavam: auxiliar de mecânico, açougueiro, banhista de animais, auxiliar de laboratório, controlador de pragas, ajudante em confecção, auxiliar de corte, recreadora, auxiliar de cozinha, garçom, ciclista mensageiro e trabalhador rural.

De acordo com Maristela Borges de Sousa Saravi, coordenadora regional da atividade de Fiscalização do Trabalho Infantil no Mato Grosso do Sul, tem sido intensificado as ações no interior do estado, onde os casos de trabalho infantil têm se tornado cada vez mais preocupantes. “Encontramos adolescentes trabalhando abaixo da idade mínima em situações de extremo risco, exercendo atividades insalubres e perigosas, como, por exemplo, dentro de estufas de pintura automotiva, expostos a poeira e à inalação de produtos tóxicos”, relata.

As ações integram o Operativo Nacional de Combate ao Trabalho Infantil que se estenderá ao longo deste mês, reforçando o compromisso da Auditoria Fiscal do Trabalho e do MTE com a erradicação das violações de direitos de crianças e adolescentes no mundo do trabalho.

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Combate ao trabalho infantil

O combate ao trabalho infantil é uma das prioridades do governo federal, que tem intensificado a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho por meio de operações, capacitações e articulações interinstitucionais. O objetivo é assegurar que todas as crianças e adolescentes, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham garantido o direito de crescer e se desenvolver plenamente, livres de qualquer forma de negligência, exploração ou violência, com acesso à educação, saúde, alimentação adequada, lazer e convivência familiar.

Para denúncias de casos de trabalho infantil, o Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza um canal exclusivo: o Sistema Ipê Trabalho Infantil, que pode ser acessado aqui.  

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Dos bastidores aos palcos: Maracanaú (CE) protagoniza o último episódio da websérie do Ministério do Turismo

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Antes de as quadrilhas entrarem na arena, o São João de Maracanaú (CE) já mobilizava centenas de profissionais, que passaram meses preparando uma das maiores festas populares do país. Em 2026, o evento atraiu mais de 2,7 milhões de pessoas ao longo de 30 dias de programação e injetou mais de R$ 110 milhões na economia local. É justamente esse lado pouco conhecido, mas fundamental, que ganha destaque no quinto e último episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).

O capítulo batizado de “A Explosão da Arena” revela os bastidores da produção das quadrilhas juninas, a grandiosa montagem da cidade cenográfica e os palcos que receberam atrações nacionais e artistas locais durante toda a programação.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o São João de Maracanaú é um exemplo claro de como a cultura e o turismo caminham juntos e geram resultados. “O episódio mostra que, por trás de uma grande festa, existe uma forte cadeia produtiva, que gera mais de 4 mil empregos e fortalece a identidade local”, afirma.

A força dos bastidores

Meses antes de a festa começar, a costureira Leide Ferreira já trabalhava na confecção dos figurinos que brilhariam na arena. Somente nesta edição, ela produziu cerca de 200 peças e já tem encomendas para o próximo ano. “Eu só vou parar mesmo quando o São João disser que terminou”, brinca.

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Paulo Salomão Matarazzo, coordenador do Quadrilhódromo (arena que sedia os festivais), ressalta que cada apresentação mobiliza muito mais profissionais do que o público imagina. “A quadrilha é muito mais do que o grupo que entra na arena. Tem costureiras, bordadeiras, aderecistas e muita gente trabalhando duro para fazer aquele espetáculo acontecer”, explica.

O episódio também valoriza o olhar do artista visual Weybher Ferreira, responsável pelas pinturas da Cidade Cenográfica. “É um trabalho que as pessoas não veem muito. A gente está nos bastidores, repintando o tablado e preparando tudo para deixar no capricho, bonito para o público”, orgulha-se.

Quando a festa ganha vida

Com a abertura dos portões, todo o suor dos bastidores se transforma em espetáculo. Ao longo de 30 dias, o São João de Maracanaú, de 2026, reuniu cerca de 450 atrações culturais, aproximadamente 250 quadrilhas distribuídas em sete festivais e um impressionante público de 2,7 milhões de visitantes.

Para o cantor Preto Joia, o evento é uma vitrine fundamental para os músicos da região. “É muito importante quando vêm grandes atrações, porque elas trazem turistas, e isso faz com que as pessoas conheçam também o nosso trabalho ao vivo, com o nosso tempero e a nossa identidade”, avalia.

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E quem visita a festa percebe de imediato o resultado de tamanha preparação. A turista Natália Matos, de Fortaleza, voltou ao São João pelo segundo ano consecutivo e conta que a infraestrutura foi um dos principais motivos do retorno. “A decoração é muito impactante desde a entrada. No ano passado eu vim e aproveitei tudo, mas este ano a estrutura e as cores das roupas das quadrilhas profissionais me surpreenderam ainda mais. Quem não veio, perdeu”, garante.

Sobre o projeto “Destino: Festas Juninas”

Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade aos bastidores de cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE). 

Por meio de 10 episódios de uma websérie para as redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre as pessoas que fazem a festa acontecer. A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais do país atua como engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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