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Novo Caged: Brasil gera 72,9 mil empregos formais em maio e acumula 767 mil vagas em 2026
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Em maio, o saldo de empregos formais registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foi de 72.960 postos de trabalho, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos no mês. No acumulado do ano de 2026, o mercado gerou 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada, um crescimento de 1,6% no número de vagas geradas, alcançando um estoque de 47.877.989 vínculos formais de trabalho na economia. Considerando os últimos 12 meses (maio de 2025 a maio de 2026), o saldo de empregos chegou a 973.285 novas vagas, com crescimento de 2,1% no período.
Dos postos de trabalho gerados, 54,1% podem ser considerados típicos e 45,9% não típicos, totalizando 33.478 vínculos, com predominância dos contratos de 30 horas ou menos (+13.046).
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (30) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Segundo o ministro, a política monetária pode estar afetando negativamente o mercado de trabalho e influenciando a redução no número de vagas. “As altas taxas de juros afetam o emprego. Fora isso, temos as tarifas dos Estados Unidos e, ainda, as guerras, mas, mesmo assim, estamos mantendo os números do emprego positivos. O Brasil tem sido proativo e continua gerando empregos. Chegamos ao menor índice de desemprego da história”, ressaltou.
O saldo positivo foi registrado em 22 das 27 Unidades da Federação. O estado de São Paulo apresentou o maior resultado, com a criação de 18.224 novos postos de trabalho. Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195) também apresentaram resultados positivos. Os saldos negativos foram registrados nos estados do Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742) e Tocantins (-743).
Dados setoriais
Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos em maio. O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, que gerou 45.655 postos de trabalho (+0,2%), com destaque para as atividades de Saúde Humana e Serviços Sociais (14.478), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (11.413) e Transporte, Armazenagem e Correio (6.227).
A Construção registrou saldo positivo de 12.096 postos formais de trabalho (+0,4%), com crescimento em todos os seus subsetores, principalmente em Obras de Infraestrutura (8.916). Na Indústria, o saldo chegou a 4.974 postos, com destaque para a Fabricação de Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias, que gerou 3.232 empregos no mês. A Agropecuária, com geração de 10.205 postos e crescimento de 0,6%, também apresentou saldo positivo.
O Comércio registrou estabilidade, com saldo positivo de 40 postos no mês. O resultado foi sustentado pelo crescimento no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (1.848), que compensou o saldo negativo no Comércio Varejista (-1.286).
Considerando o resultado relativo, Espírito Santo (+1,02%), Acre (+0,77%) e Piauí (+0,53%) apresentaram os maiores percentuais de crescimento. Os saldos negativos foram registrados em Tocantins (-0,32%), Rio Grande do Sul (-0,2%) e Goiás (-0,17%).
O saldo no mês foi positivo tanto para mulheres (+51.848) quanto para homens (+21.112). Também houve resultado positivo para a população de até 24 anos (+90.503) e para trabalhadores com nível médio completo (+60.509) e nível médio incompleto (+7.058). Nos demais níveis de instrução, foi registrado crescimento de 5.393 novos postos de trabalho.
Acumulado do ano
No ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 493.917 novos empregos no ano e crescimento de 2,2%. Os destaques foram as atividades de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais, que geraram 194.146 postos no período, e as atividades de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, responsáveis pela criação de 169.019 novos empregos.
A Construção gerou 154.448 postos no ano, com crescimento de 5,23%. A Indústria obteve saldo positivo de 128.353 postos, com crescimento de 1,43%, enquanto a Agropecuária teve saldo de 16.904 postos gerados.
No Comércio, o saldo foi negativo, com perda de 60.503 postos, principalmente no Comércio Varejista. Houve crescimento no Comércio por Atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (+19.078), e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (+15.151).
Entre as Unidades da Federação, o maior saldo no ano ocorreu em São Paulo (+215.924), Minas Gerais (+87.375) e Santa Catarina (+61.658). Roraima (+1.667), Rio Grande do Norte (+215) e Alagoas (-11.240) apresentaram os menores saldos no ano. Em valores relativos, o crescimento foi maior no Amapá (+3,15%), Espírito Santo (+2,84%) e Goiás (+2,62%).
Salários
O salário médio real de admissão em maio chegou a R$ 2.384,10, uma redução em relação a abril (R$ 2.402,07), com variação negativa de R$ 17,97 (-0,75%). Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve aumento de R$ 35,98 (+1,5%).
Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.428,13, com crescimento de 1,85%, valor superior à média geral. Já para os trabalhadores não típicos, o valor foi de R$ 2.055,88, percentual 13,77% inferior ao valor médio.
Os dados completos estão disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), no site do MTE.
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MEC inaugura restaurante estudantil do Campus Foz do Iguaçu do IFPR
O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta terça-feira, 30 de junho, o restaurante estudantil do Campus Foz do Iguaçu do Instituto Federal do Paraná (IFPR). A nova estrutura recebeu investimento de R$ 1,3 milhão, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), e fortalecerá as políticas de permanência estudantil da instituição. Ao todo, o MEC disponibiliza R$ 157,6 milhões ao IFPR para a expansão dos novos campi, a realização de obras de melhoria e a ampliação na infraestrutura das unidades existentes.
O restaurante estudantil tem capacidade para atender 200 estudantes simultaneamente e conta com cozinha industrial, banheiros, depósito de material de limpeza (DML) e central de gás (GLP). O MEC está destinando outros R$ 550 mil para a aquisição de equipamentos e mobiliário, que garantirão a estrutura necessária para o funcionamento do espaço.
Na inauguração, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, afirmou que os gestores educacionais devem tomar decisões levando em conta as necessidades dos estudantes. “Quando o gestor tem por base o bem-estar, a permanência, a questão do acesso, do sucesso estudantil, tenha a certeza de que essa instituição, por natural, será referenciada pela história”, destacou.
O reitor do IFPR, Adriano Willian da Silva Viana Pereira, destacou a importância do novo espaço e agradeceu ao governo federal pelo apoio à iniciativa. “É uma conquista muito importante para o Campus Foz do Iguaçu, não apenas pelo volume do investimento, mas também por atender a uma demanda antiga. As falas de hoje mostraram o quanto fazia falta um espaço voltado exclusivamente para a alimentação escolar”, afirmou.
A entrega faz parte dos investimentos do governo federal voltados à expansão e à consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual os institutos federais fazem parte, e fortalece o acesso, a permanência e o êxito dos estudantes.
Novo PAC – A inauguração do restaurante estudantil do Campus Foz do Iguaçu faz parte de um conjunto de investimentos realizados pelo MEC no IFPR. Somente por meio do Novo PAC, o IFPR recebe R$ 157,6 milhões destinados à construção de novos campi, restaurantes estudantis, blocos didáticos, laboratórios, aquisição de equipamentos e modernização da infraestrutura em diversas regiões do estado.
Entre os empreendimentos em andamento no estado estão os restaurantes estudantis dos campi Assis Chateaubriand, Campo Largo, Cascavel, Colombo, Jacarezinho, Pitanga, União da Vitória, Capanema e Coronel Vivida. O programa também contempla a implantação de novos campi nos municípios de Maringá, Araucária, Cianorte, Cambé, Toledo e Ponta Grossa, ampliando a oferta de educação profissional e tecnológica no Paraná.
O plano de investimentos inclui ainda obras já concluídas, como o bloco didático do Campus Colombo, o bloco de laboratórios de agronomia do Campus Palmas, as passarelas cobertas do Campus Pinhais, a etapa final do bloco administrativo do Campus Avançado Arapongas, além da aquisição de equipamentos e usinas fotovoltaicas para diferentes unidades da instituição.
Outros investimentos – Além das ações vinculadas ao Novo PAC, o MEC já descentralizou R$ 3,3 milhões para ações e projetos estratégicos no IFPR, incluindo reformas, apoio à Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, recuperação de unidades afetadas por eventos climáticos, apoio à rádio educativa e à participação de estudantes no Parlamento Juvenil do Mercosul. Outros R$ 1,2 milhão foram destinados à execução de obras que não integram o Novo PAC, como laboratórios e melhorias de infraestrutura em diferentes campi.
O IFPR também oferta cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O MEC destinou R$ 300 mil à instituição para apoiar a oferta de qualificação profissional no novo Campus Araucária. A iniciativa integra um investimento nacional de R$ 16,5 milhões, destinado a 55 novas unidades que fazem parte do plano de expansão dos institutos federais.
A instituição também participa de outros programas estruturantes do MEC. Entre eles está o Programa Mulheres Mil, que recebeu investimento de R$ 3,5 milhões para a oferta de 2.132 vagas entre 2023 e 2025. O IFPR também foi contemplado pela educação de jovens e adultos integrada à educação profissional (EJA-EPT), com R$ 3,2 milhões destinados à oferta de 400 vagas, e por ações de qualificação em aquicultura, que receberam R$ 384 mil para a oferta de 240 vagas em 2024. Mais recentemente, o IFPR passou a executar o Profuncionário, com investimento de R$ 495 mil para a oferta de 100 vagas em 2026.
IFPR – Atualmente, o Instituto Federal do Paraná registra 37.828 matrículas, incluindo qualificação profissional, cursos técnicos, graduação e pós-graduação.
Na área de inovação, o instituto faz parte da Rede Integra, plataforma nacional que reúne competências da Rede Federal. O IFPR conta atualmente com 26 laboratórios e uma vitrine tecnológica composta por 31 patentes de invenção, 21 patentes de modelo de utilidade, 31 programas de computador, seis marcas e um desenho industrial. A instituição também participa das ações do Assistec Inova, iniciativa da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) voltada ao fortalecimento dos ecossistemas de inovação, empreendedorismo e sustentabilidade nas instituições federais.
Resumo | Mais educação para o Paraná
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação


