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Oficina do MEC aborda nova política de EaD e Sistema e-MEC
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), realizou nesta sexta-feira, 27 de junho, a Oficina Nacional sobre a Nova Política de Educação à Distância (EaD) e Sistema e-MEC. O evento ocorreu no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec), em Brasília (DF) e foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube.
Voltado para os procuradores institucionais das instituições de educação superior (IES), o objetivo do encontro foi abordar as principais diretrizes do novo Decreto nº 12.456/2025, que estabelece como deve ser a oferta da educação à distância em cursos de graduação por instituições de ensino superior. A equipe da Seres apresentou ainda orientações práticas sobre o uso do sistema e-MEC no novo cenário regulatório e retirou dúvidas dos participantes.
- Leia mais: Decreto institui Nova Política de EaD
A abertura da oficina contou com a presença da secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, e do diretor de Política Regulatória da Seres, Rafael Furtado. A secretária destacou a importância do evento e da nova política para os cursos EaD. “O Ministério da Educação apresentou ao país um novo marco regulatório para a modalidade EaD, um marco que foi construído com base em um compromisso inegociável: garantir qualidade e excelência acadêmica para todos os estudantes de graduação. Sabemos que a implementação de novas políticas exige clareza, diálogo e cooperação. E, neste sentido, o evento de hoje se propõe a ser também um espaço de escuta. Queremos ouvir as dúvidas, preocupações e sugestões das instituições. A construção de uma regulação mais transparente e eficiente exige essa troca constante.”
A secretária agradeceu, em especial, pela participação dos procuradores institucionais das IES que atuam com o sistema e-MEC e ressaltou a importância de todos os profissionais e educadores que são peças fundamentais para a implementação da Nova Política de Educação à Distância.
O Decreto nº 12.456/2025 alterou o Decreto nº 9.235/2017, que trata da regulação, supervisão e avaliação das instituições de ensino superior e dos cursos de graduação. O normativo aprimora o marco regulatório e lança as bases de uma nova política de EaD, que a qualifica e fortalece, incluindo novas diretrizes e regulamentações para a educação à distância no ensino superior brasileiro, incluindo a necessidade de adequação da infraestrutura dos polos EaD e a atualização do cadastro e-MEC.
Além de estabelecer novas regras para a educação à distância, a política também trata da oferta de cursos presenciais, cria novo formato de oferta – o semipresencial – e define as atividades on-line síncronas e síncronas mediadas (aulas interativas à distância em tempo real) como integrantes da EaD.
Em sua fala, o diretor Rafael Furtado informou que nos próximos dias será publicada uma portaria para a regulamentação de alguns aspectos do novo decreto. “Este é um momento importante para retirar dúvidas relacionadas às novas políticas, mas também sobre outras questões relacionadas ao dia a dia das instituições”, observou.
Participantes – A oficina contou ainda com a participação do diretor de Regulação da Educação Superior, Daniel Ximenes, que falou sobre as principais mudanças introduzidas pelo decreto e formatos dos cursos; da coordenadora-geral de Legislação e Normas da Educação Superior, Giovanna Gamba, que abordou as principais regras da Portaria de Transição; da coordenadora-geral de Gestão de Informação da Regulação da Educação Superior, Ana Clara Formiga, que apresentou ferramentas e funcionalidades do sistema e-MEC no novo contexto; e do coordenador de Gestão de Informação da Regulação da Educação Superior, Clécio Lopes, que retirou dúvidas dos participantes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Seres
Fonte: Ministério da Educação
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Em ação inédita, São João de Campina Grande (PB) ensina a prevenir e a combater racismo contra turistas
Numa ação inédita, trabalhadores do São João de Campina Grande (PB) receberam treinamento para prevenir e combater o racismo e para promover a igualdade racial. A iniciativa teve como uma das inspirações um boletim do Ministério do Turismo dedicado ao afroturismo. Nele, são destacados a história do afroturismo, a relação com os patrimônios culturais brasileiros, o perfil da demanda, a oferta nas regiões brasileiras e o programa Rotas Negras.
Seguranças, controladores de acesso, promotores, entre outros trabalhadores, participaram de uma oficina de letramento racial, na qual foram abordados temas como a diversidade da festa, o racismo estrutural e formas de enfrentar situações de preconceito e discriminação. Cartazes de alerta sobre o crime de racismo foram espalhados pelo Parque do Povo (local da festa) para conscientizar tanto os trabalhadores quanto o público.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a medida é um exemplo de responsabilidade social e ajuda a promover um ambiente cada vez mais inclusivo, respeitoso e acolhedor. “O São João de Campina Grande tem essa característica social, e o combate ao racismo é fundamental, assim como a outras formas de preconceito e discriminação. No maior São João do Mundo, queremos a felicidade das pessoas”, afirmou.
Afroturismo em crescimento
De acordo com o 13º Boletim de Inteligência do Ministério do Turismo, 41% dos negócios dedicados ao afroturismo no Brasil foram criados nos últimos três anos. O segmento é impulsionado principalmente por mulheres: 66,4% dos empreendimentos são liderados por mulheres negras. E há alto nível de qualificação, com mais de 40% dos empreendedores tendo ensino superior e 36% sendo pós-graduados.
A demanda também acompanha o crescimento. O boletim aponta que 82% das pessoas negras preferem consumir serviços turísticos geridos por empreendedores negros, enquanto 91% participariam de experiências ligadas à cultura afro-brasileira. O interesse global também avança: buscas por experiências afrocentradas cresceram 30% entre 2024 e 2025.
“O boletim traz informações qualificadas para orientação do mercado, da iniciativa privada e dos gestores públicos. Ficamos felizes em saber que a organização do São João de Campina se inspirou no material. Estamos reforçando o afroturismo como instrumento de inclusão produtiva, geração de renda e promoção da igualdade racial. É um vetor estratégico para o desenvolvimento do turismo”, afirmou o ministro Gustavo Feliciano.
Formação para acolher e prevenir
A oficina de letramento racial foi feita pela jornalista, professora e pesquisadora de relações étnico-raciais Carla Borba. Durante o encontro, promovido pela Arte Produções, empresa que organiza o São João de Campina Grande, os participantes tiveram acesso a reflexões sobre diferentes formas de preconceito e discriminação, além da análise de estudos de caso que contribuíram para a compreensão de situações vivenciadas no cotidiano e para a construção de ambientes mais seguros e acolhedores.
Além de informar e preparar as equipes para lidar com possíveis ocorrências relacionadas ao racismo e outras formas de violação de direitos, a atividade proporcionou um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências, estimulando a reflexão coletiva sobre atitudes que podem contribuir para uma convivência mais respeitosa dentro e fora da festa.
Para Carla Borba, iniciativas como a realizada em Campina Grande ganham força quando são apoiadas por dados e diagnósticos sobre a realidade do setor. “A iniciativa reforça o compromisso da organização com a promoção da igualdade, o respeito à diversidade e a valorização dos direitos humanos. Esse estudo do Ministério do Turismo é muito importante porque dimensiona esse segmento”, declarou a pesquisadora.
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo

