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Operação Checkout desarticula organização criminosa especializada em fraudes cibernéticas e furto de veículos
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Brasília 10/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Checkout em parceria com a Polícia Civil do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A ação tem como objetivo desarticular um esquema criminoso de alcance interestadual, especializado em fraudes cibernéticas e na subtração de veículos de uma empresa de locação.
A ação contou com o apoio técnico da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab-CGCiber), vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), além da atuação conjunta com as Polícias Civis dos estados de São Paulo (PCSP) e Tocantins (PCTO).
A operação foi deflagrada simultaneamente nos três estados. Ao todo, foram cumpridas 18 medidas cautelares: 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Os endereços abrangem Fortaleza e Eusébio, no Ceará, além de municípios nos estados de São Paulo e de Tocantins.
Tecnologia e engenharia social
A investigação revelou que os criminosos estruturaram um modus operandi baseado na fraude cibernética de credenciais empresariais. Com o acesso irregular a essas informações, o grupo passou a explorar a plataforma digital de reservas de uma empresa de locação de veículos, realizando contratações fraudulentas e subtraindo, de forma ilícita, 68 veículos da frota.
As apurações indicam que os automóveis eram posteriormente revendidos de forma clandestina em plataformas digitais, redes sociais, aplicativos de mensagens e na dark web. Os veículos desviados tinham como destino desmanches ilegais ou eram enviados para países vizinhos, em uma operação criminosa articulada que utilizava recursos tecnológicos avançados e estratégias de ocultação patrimonial.
Descapitalização do grupo criminoso
Além das ordens de busca e apreensão e da prisão preventiva, a operação contou com a implementação de medidas cautelares complementares, destinadas a promover a desarticulação financeira e patrimonial do grupo investigado. Dentre as providências judiciais determinadas, destacam-se:
• Quebra de sigilo telemático e telefônico dos investigados, para aprofundamento das apurações e identificação de outros membros da organização;
• Bloqueio de veículos associados às atividades criminosas;
• Bloqueio judicial de ativos financeiros, no valor de até R$ 3 milhões por investigado, medida destinada a reduzir a capacidade de operação e reestruturação da organização criminosa.
Enquadramentos legais e penas aplicáveis
Os suspeitos são investigados pelos seguintes crimes:
• Invasão de dispositivo informático (art. 154-A do Código Penal);
• Furto qualificado por meio eletrônico (art. 155, §4º-B do Código Penal);
• Falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal);
• Organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013);
• Lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998).
Somadas, as penas podem ultrapassar 35 anos de reclusão, além da aplicação de multas e de medidas de natureza cível e patrimonial.
Atuação integrada e combate à criminalidade organizada
A operação reflete o compromisso do MJSP em fortalecer o enfrentamento da criminalidade organizada por meio da integração entre inteligência policial, investigação cibernética e cooperação federativa. O apoio técnico do Ciberlab, estrutura especializada da Diopi/Senasp, foi fundamental para a análise de dados, o rastreamento de ativos digitais e o suporte investigativo às forças policiais estaduais envolvidas.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, destaca a importância da ação conjunta e do uso de tecnologias para o desmantelamento de estruturas criminosas que atuam no ambiente digital.
“A Operação Checkout é mais um exemplo de como a integração entre inteligência policial, tecnologia e cooperação interestadual é fundamental para combater organizações criminosas que se aproveitam do ambiente digital para lesar empresas e a sociedade. Seguiremos firmes na missão de proteger o cidadão e garantir a efetividade da lei”, afirma.
As investigações continuam sob responsabilidade da PCCE, com apoio do MJSP, visando à identificação de novos envolvidos, à responsabilização penal e à recuperação de ativos obtidos de forma ilícita.
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


