BRASIL
Prazo para redes aderirem à PND é ampliado até 17/6
BRASIL
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou, até o dia 17 de junho, o prazo de adesão das redes de ensino interessadas em utilizar a Prova Nacional Docente (PND) para selecionar professores para a educação básica. Inicialmente, o prazo iria até domingo, 31 de maio. A adesão é voluntária e não obriga a realização imediata de processos de seleção, mas confere segurança jurídica para a rede de ensino utilizar os resultados de 2025 e 2026, futuramente. Os secretários de educação podem formalizar a participação na PND por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).
Em 2025, a PND foi aplicada em 750 municípios. Entes da Federação que realizaram adesão em 2025 devem manifestar interesse em continuar com a adesão em 2026, que passará a ter validade por prazo indeterminado. Antes do período de inscrição dos candidatos, que será iniciado no dia 22 de junho, o MEC divulgará uma lista com todos os entes que aderiram à PND, a fim de que os professores interessados pelos processos seletivos tenham conhecimento prévio acerca da possibilidade de utilização da PND.
A PND não é um concurso unificado e não substitui os processos seletivos dos entes, mas pode substituir as etapas de provas objetiva e discursiva de seus processos seletivos. A prova se assemelha ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – os candidatos recebem uma nota e essa nota pode ser utilizada nos processos de seleção das redes. Além disso, a adesão não obriga a utilização da PND nos processos seletivos da rede, mas propicia segurança jurídica caso ela seja utilizada como parte das seleções.
Os entes que optarem por utilizar a nota da PND em seus processos seletivos deverão prever essa possibilidade no respectivo edital, e os candidatos deverão se inscrever tanto na PND quanto no processo seletivo da rede. Os municípios com concursos vigentes também podem aderir à prova, já que a PND não cria um cadastro de professores que os municípios são obrigados a contratar.
Mais informações sobre como utilizar a PND para a seleção de professores podem ser encontradas no Guia de Apoio Técnico.
Aplicação – A edição de 2026 da PND será realizada em 20 de setembro e os resultados estão previstos para 15 de dezembro, a fim de possibilitar a contratação de professores para o ano letivo de 2027.
Conteúdo – A PND é estruturada em dois blocos de questões: formação geral docente e componentes específicos. O primeiro dispõe de 30 perguntas objetivas e mais uma discursiva, que servem para avaliar competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e mundial, comunicação escrita e raciocínio lógico. O segundo bloco, por sua vez, traz 50 questões objetivas voltadas a avaliar conhecimentos específicos da área, capacidade de análise e aplicação de conteúdos em situações-problema e estudos de caso. Em 2026, além das 17 áreas do conhecimento já avaliadas na edição anterior, quatro novas áreas serão avaliadas: dança, teatro, ciências da natureza e letras espanhol. O candidato deverá escolher uma dentre as 21 áreas de avaliação.
Mais Professores – A PND integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil, concebido em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A política busca fomentar e fortalecer a formação de docentes, ao mesmo passo em que incentiva o ingresso de professores no ensino público e valoriza os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.
Assessoria Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
MME destaca planejamento transparente para energia eólica offshore em agenda internacional
O Ministério de Minas e Energia (MME) destacou, na última semana, o compromisso do Brasil com o desenvolvimento da energia eólica offshore de forma planejada, transparente e sustentável. O tema esteve no centro da agenda oficial da Delegação Brasileira à Dinamarca, realizada no âmbito da parceria energética Brasil–Dinamarca (BRADEP).
Representando o MME, técnicos da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, da Subsecretaria de Sustentabilidade e da Consultoria Jurídica participaram da missão e ressaltaram a importância da cooperação internacional para o avanço da transição energética. O intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os dois países contribui para o aprimoramento de políticas públicas e para o desenvolvimento de soluções capazes de impulsionar a expansão das fontes renováveis.
No âmbito da BRADEP, a delegação brasileira cumpriu agenda técnica com instituições dinamarquesas, incluindo órgãos governamentais, entidades reguladoras e representantes da indústria de energia eólica offshore. As atividades envolveram apresentações técnicas, visitas institucionais e troca de experiências sobre planejamento setorial, integração ao sistema elétrico e fortalecimento da cadeia produtiva.
Entre os temas debatidos estiveram os modelos de seleção e alocação de áreas, a participação das comunidades envolvidas, o planejamento da conexão à rede elétrica, a coordenação entre geração e transmissão e os mecanismos necessários para integrar grandes volumes de fontes renováveis variáveis ao sistema. As discussões estão alinhadas às ações conduzidas pelo Grupo de Trabalho Eólica Offshore (GT-EO) para estruturar o setor e contribuir para o aperfeiçoamento dos instrumentos regulatórios e institucionais em desenvolvimento no país.
A programação também incluiu visitas técnicas a instalações do setor energético dinamarquês, com foco na operação e na implantação de parques eólicos offshore. Os participantes conheceram soluções adotadas em um sistema com elevada participação da geração eólica, reforçando a relevância do planejamento coordenado e da antecipação de investimentos em infraestrutura.
Estudos realizados para o Brasil indicam um potencial técnico estimado em cerca de 1.200 GW para geração de energia eólica offshore, segundo levantamento do Banco Mundial. Desse total, aproximadamente 480 GW são considerados viáveis por meio de fundações fixas, adequadas para áreas de menor profundidade, enquanto cerca de 748 GW poderão ser explorados futuramente com fundações flutuantes, destinadas a águas mais profundas. Com extensa faixa litorânea, ventos fortes e constantes e amplas áreas marítimas rasas, o Brasil reúne condições naturais favoráveis para o desenvolvimento dessa tecnologia.
O governo brasileiro avalia a energia eólica offshore como uma oportunidade estratégica para diversificar a matriz elétrica nacional, fortalecer a segurança energética, aumentar a resiliência do sistema e ampliar o potencial de crescimento do setor elétrico.
O Ministério ressaltou que o Brasil pretende aproveitar as experiências internacionais sem replicar modelos de forma automática, buscando construir soluções compatíveis com suas características institucionais, territoriais, econômicas e sociais.
Participaram da missão representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima; da Pesca e Aquicultura; de Portos e Aeroportos e da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Marinha do Brasil e do IBAMA.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
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