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Projeto Lixo Zero transforma gestão de resíduos em Belém e se consolida como um dos legados da COP30

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O Ministério do Turismo apresentou nesta sexta-feira (21.11), durante o painel “Projeto Lixo Zero: Contribuições do MTur para o Legado Sustentável da COP30”, no estande “Conheça o Brasil” na Green Zone, os resultados do Projeto Lixo Zero — iniciativa que se firmou como um dos principais legados socioambientais da COP30 para Belém.

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap) e cooperativas da Rede Cata Pará, o projeto promoveu a qualificação de empreendedores, a realização de diagnóstico técnico e o fortalecimento da economia circular em três atrativos turísticos estratégicos da capital paraense: Ver-o-Peso, Mercado de São Brás e Estação das Docas. Durante treze dias de atividades, estudantes e professores circularam nesses espaços sensibilizando comerciantes, orientando sobre a separação de resíduos e apresentando práticas simples e eficazes para reduzir o impacto ambiental do setor.

O engajamento foi imediato e se refletiu nos resultados: 98,3% dos empreendedores e cooperados capacitados aprovaram a iniciativa. Muitos afirmaram que nunca haviam recebido orientações sobre resíduos, o que reforça o papel transformador da ação.

Para a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero, esse é justamente o maior legado do projeto. “Esse projeto deixou conhecimento, sensibilização e prática. Ele segue em Belém através das pessoas que agora entendem seu papel na gestão de resíduos e no turismo sustentável”, afirmou.

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A vice-coordenadora pela Unifap, professora Regina Celes Ferreira, também destacou o impacto da iniciativa na rotina dos empreendedores. Segundo ela, muitos participantes não conseguiam diferenciar rejeito, reciclável e orgânico antes do projeto. “Nosso legado é educação ambiental. Essa mudança de compreensão é profunda e necessária”, disse.

REAPROVEITAMENTO – O diagnóstico gravimétrico realizado pela equipe revelou que a maior parte dos resíduos gerados nos três atrativos é composta por materiais compostáveis. No Ver-o-Peso, o principal desafio é a mistura de resíduos, o que impede o reaproveitamento de materiais recicláveis. Em contrapartida, o Mercado do Peixe — localizado dentro do próprio Ver-o-Peso — já opera com lógica Lixo Zero, destinando 100% de seus resíduos para a fabricação de ração, sem envio ao aterro. “No mercado de peixe encontramos uma cadeia completa de reaproveitamento. Nada vai para o aterro”, destacou a coordenadora do projeto pela Unifap, professora Géssica Batista.

No Mercado de São Brás, a equipe identificou organização consistente e separação eficiente entre resíduos secos e molhados, reduzindo quase a zero a quantidade de rejeito. A Estação das Docas se destacou pelo avanço estrutural e foi apontada como o atrativo mais próximo de obter certificação Lixo Zero, já que dispõe de infraestrutura consolidada de coleta seletiva. Segundo o gestor do complexo, Roni Ferreira, o projeto ampliou ações já em curso, como a retirada de contêineres antigos e a instalação de 14 coletores seletivos ao longo da orla. “Lixo é aquilo que a gente abandona. Resíduo é oportunidade. Agora temos estrutura para avançar”, afirmou.

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A representante da Vogu Economia Circular, Juliana Barra, reforçou que o sucesso de qualquer iniciativa de reciclagem depende diretamente do trabalho das cooperativas e dos catadores. “Os verdadeiros especialistas da reciclagem são os catadores. Sem cooperativa, não existe coleta seletiva”, afirmou.

A ação integra o compromisso do Ministério do Turismo com a adaptação climática, a redução de impactos ambientais e o fortalecimento de práticas sustentáveis no setor, assegurando que a COP30 gere benefícios duradouros para Belém e para o Brasil.

Por Cínita Luna 
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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