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PRT em Ação movimenta São Paulo e aproxima o Ministério do Turismo de quem faz o setor na ponta
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A cidade de São Paulo sediou, entre os dias 21 e 23 de maio, a primeira edição do PRT em Ação no estado. A iniciativa pioneira do Ministério do Turismo marcou um novo capítulo na articulação entre governo federal, estado, regiões e municípios brasileiros. O encontro reuniu representantes de cerca de 400 municípios e 47 Regiões Turísticas do estado paulista, consolidando-se como um espaço estratégico de diálogo, integração e treinamento para todos que atuam no setor.
O evento ofereceu capacitações especializadas, atendimento individualizado e espaços para troca de experiências entre gestores públicos, representantes da iniciativa privada e técnicos da Secretaria de Turismo de SP e do MTur. Desta forma, foi possível estreitar o diálogo entre as diferentes esferas de governo, fortalecendo o papel da regionalização e da gestão descentralizada como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro.
Durante os três dias, a pauta de trabalho foi composta por temas estratégicos como a Lei Geral do Turismo, Sistema Nacional do Turismo, Plano Nacional do Turismo, Regionalização, Mapa do Turismo Brasileiro, categorização dos municípios e planos de desenvolvimento territorial do turismo. Estes instrumentos são ferramentas essenciais para garantir que os recursos federais alcancem efetivamente os destinos que fazem o turismo acontecer no território paulista e no Brasil.
ESCUTA ATIVA – Uma das principais inovações do PRT em Ação é a Instrução Participativa que integra os representantes do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada dos municípios que participaram do evento. Ao longo da programação, a equipe técnica do Ministério do Turismo aplicou dinâmicas interativas, ouviu demandas específicas de cada localidade, esclareceu dúvidas sobre programas federais e orientou os gestores sobre a atualização de dados cadastrais e o acesso às políticas públicas disponíveis.
Esta abordagem personalizada reflete o compromisso do Ministério do Turismo em atuar de forma cada vez mais próxima aos estados e municípios, reconhecendo e valorizando a rica diversidade dos destinos turísticos brasileiros. A iniciativa representa um novo modelo de relacionamento institucional, pautado na escuta ativa e na construção colaborativa de soluções.
Confira depoimentos de quem esteve no PRT em Ação São Paulo:
“O turismo é a bola da vez, e o PRT em Ação representa dinamismo e a concretização de um sonho — não só nosso, da nossa região, mas de todo o estado. Tenho acompanhado de perto o PRT, participo dos grupos formados e vivencio essa trajetória. Para este evento, trouxemos um plano de ação com projetos definidos para a nossa região. Um deles é a Rota Cênica das Nascentes do Rio Paraíba, que já está sendo articulada com o estado para ser formalizado ao Ministério do Turismo. Além dela, temos outros projetos prontos, aguardando apenas a validação da secretaria estadual para seguirem para o ministério e que tratamos aqui. Algo que me marcou foi quando ouvi hoje, da equipe técnica do Ministério, que não é preciso agendar: se chegarmos, seremos recebidos. Hoje sabemos que podemos ir a Brasília, ao ministério, e sairemos de lá com uma resposta, um contato. Isso é um avanço. Antes era preciso recorrer a intermediários. Agora, podemos ir direto e sermos ouvidos.” – Agenor de Castro Ferreira, presidente da Associação da Região Turística da Fé, que reúne destinos como Aparecida, Piquete e Guaratinguetá, terra do primeiro santo brasileiro, Frei Antônio de Sant’Anna Galvão.
“Nossos rios são piscinas naturais para banho e, assim, estamos fomentando o turismo. Hoje, o turismo está em crescimento em Itaoca e a esperança é de que no futuro próximo a cidade possa sobreviver do turismo. O PRT em ação permite que as regiões se ajudem e aqui, neste evento, pudemos apresentar a nossa cidade para outras regiões e aprender mais sobre os processos de apresentação de projetos e captação de recursos. Temos riquezas naturais, gastronomia, cavernas, danças e uma cultura e história preservada. Temos tudo para crescer com turismo, por isso captações como esta são tão importantes para nós.” – Jonas Mendes Junior, diretor de Turismo de Itaoca, na Região do Alto Vale do Ribeira. O município foi devastado por uma forte chuva em 2014 e encontrou no turismo um caminho para se reconstruir.
“Eu sou de uma família tradicional que vive no Vale do Ribeira e cresci no turismo. A gente tem que compreender a importância da cadeia produtiva do turismo e do papel que ocupamos, seja a iniciativa privada, a gestão pública ou o próprio visitante. E eu entendo que a regionalização é fundamental porque, sozinho, o meu município não consegue aparecer para o mundo, mas como região a gente tem visibilidade. Não é apenas Iporanga, o município onde eu vivo, é a Região das Cavernas. A regionalização traz isso, traz governança, desenvolvendo políticas públicas e ações para melhorar o turismo como um todo, gerando mais emprego e renda. O PRT em Ação fortalece a governança, permite a interlocução entre público e privado e todos acabam ganhando.” – Vandir de Andrade Junior, conhecido como Junior Petar, empreendedor do setor hoteleiro e interlocutor da regionalização na Região Turística Cavernas da Mata Atlântica.
“A minha região turística é a Rios do Vale, com oito cidades, uma delas Taubaté, e o nosso traço em comum, além da cultura caipira, são os rios Paraitinga, Paraibuna e Paraíba do Sul. Para nós, é muito importante esta ação do MTur porque a gente sabe que estamos vivendo um grande momento para a regionalização. O aprendizado que tivemos aqui será de grande valia. Infraestrutura, desenvolvimento do turismo e essa escuta ativa trazendo soluções para o desenvolvimento turístico das regiões foi o que tivemos nesta ação do PRT. Eu trabalho com afroturismo há 19 anos. A Rota da Liberdade foi o primeiro projeto de afroturismo do estado e o PRT em Ação será fundamental para este processo de desenvolvimento e reconhecimento do afroturismo em todo o Brasil.” – Solange Barbosa, criadora da Rota da Liberdade, roteiro reconhecido pela Unesco que apresenta quilombos do Vale do Paraíba
Por Júlia de Aguiar
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



