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Qualidade na educação infantil do campo é tema de seminário

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O Ministério da Educação (MEC) realizou nesta segunda-feira, 22 de setembro, a abertura do Seminário Centro-Oeste dos Indicadores Nacionais de Qualidade e Equidade da Educação Infantil do Campo, das Águas e das Florestas (IndiqueEicaf). 

O evento acontece em Campo Grande (MS) até terça-feira (23) e busca aprofundar o debate sobre a equidade e qualidade na educação infantil para esses públicos. A atividade, que integra as ações do Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade para a Educação Infantil (Conaquei), também foi transmitida pelo canal do MEC no YouTube.  

Entre as discussões, foi abordado o instrumento de pesquisa para a construção dos IndiqueEicafs, que entrará em pré-teste e foi construído por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a partir das oficinas realizadas nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Norte.  

Rita Coelho, coordenadora-geral da Educação Infantil do MEC, afirmou que o objetivo da pasta com a construção dos indicadores é promover equidade educacional. “É uma questão de aprimoramento da nossa democracia, pois o direito das crianças a uma educação infantil ainda não atinge a todas, principalmente entre a população do campo. Os indicadores vão traduzir o direito à educação em circunstâncias e dimensões que revelam se a educação do campo, das águas e das florestas está presente naquela escola, naquela secretaria, naquele grupo de trabalho”, explicou.  

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Maria do Socorro Silva, diretora de Políticas de Educação do Campo e Educação Escolar Indígena do MEC, reforçou que “a infância das populações do campo, das águas e das florestas precisa ter uma educação contextualizada à sua realidade. Esse encontro é um passo fundamental para construção de uma perspectiva de política de educação infantil que pensa equidade, que pensa a diversidade dos sujeitos a que ela se destina”. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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