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Respad: primeira turma conclui capacitação para operações integradas em cenários de desastres
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Brasília, 03/11/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), celebrou, na última sexta-feira (31), em Brasília, a formatura da primeira edição do Curso Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad). A iniciativa simboliza um marco histórico na capacitação de bombeiros militares especialistas na coordenação de operações integradas em cenários de desastres no Brasil.
Intitulados como Turma Precursora, 42 bombeiros concluíram a capacitação. Pela primeira vez, bombeiros militares dos Corpos de Bombeiros dos 26 estados e do Distrito Federal se reuniram em um curso de formação unificado, representando as 27 Unidades da Federação.
Uma das ações de destaque durante a formação foi o simulado prático de atuação integrada, realizado entre os dias 30 e 31 de outubro. A atividade envolveu uma situação complexa de desastre natural, com gabinete de crise montado no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), e contou com apoio operacional da Força Aérea Brasileira (FAB), do Exército Brasileiro, do Batalhão de Operações Especiais da PMDF (BOPE) e, especialmente, dos Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que disponibilizou estrutura e efetivo para a execução do exercício.
A capacitação é resultado direto da cooperação entre a Senasp e o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (CNCGCBM/LIGABOM). O treinamento foi sediado na Academia do CBMDF, com suporte administrativo da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Senasp.
Durante 80h de imersão intensiva, os participantes receberam instruções em temas estratégicos, como georreferenciamento e mapeamento de desastres, planejamento operacional, logística, Sistema de Comando de Incidentes (SCI), comunicação crítica e procedimentos de descontaminação em acidentes com produtos perigosos.
O diretor da Diopi, Rodney da Silva, informou que para 2026 estão previstas duas novas edições do curso, ampliando o alcance e a formação de novos gestores especialistas em todo o País. Ele acompanhou o simulado e destacou a relevância estratégica da iniciativa, ressaltando o fortalecimento da capacidade nacional de resposta integrada a desastres.
“O Respad é um projeto estruturante e integra o esforço nacional de fortalecimento da política de segurança pública e defesa social, contribuindo para consolidar uma rede integrada de resposta às emergências e desastres no território brasileiro”, disse.
O encerramento do curso contou ainda com a presença do comandante-geral do CBMDF, coronel QOBM A. Barcelos; do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás e presidente da LIGABOM, coronel QOBM Washington Luís; e de representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), reforçando o caráter federativo e interinstitucional da iniciativa.
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



