BRASIL
Rio Bonito do Iguaçu tem fornecimento de energia totalmente restabelecido após acompanhamento do MME
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) informa que o fornecimento de energia elétrica no município de Rio Bonito do Iguaçu já foi 100% restabelecido. A rede de distribuição está estabilizada e apta a realizar novas ligações. Nesta terça-feira (12/11), 55% das unidades consumidoras já haviam sido religadas, incluindo áreas que sofreram maiores danos com a passagem do ciclone.
Os 45% restantes ainda não possuem energia em suas residências devido a danos estruturais provocados pelo evento climático — como postes quebrados, torres avariadas e padrões de entrada destruídos. As equipes seguem atuando na correção desses problemas, incluindo a substituição de 35 postes. À medida que as instalações são normalizadas e apresentam condições seguras, as unidades consumidoras estão sendo progressivamente religadas.
Na última sexta-feira (7/11), o estado foi atingido por um forte sistema meteorológico envolvendo um ciclone extratropical associado à formação de uma frente fria, que provocou danos expressivos à rede elétrica em 18 municípios, deixando aproximadamente 290 mil unidades consumidoras desligadas. Diante do ocorrido, o Comitê de Gerenciamento de Crise do MME instalou a sala de situação para acompanhar a evolução das equipes da Copel – distribuidora de energia elétrica da região –, monitorar a recomposição e centralizar as ações de resposta.
Mesmo durante sua participação na COP30, em Belém, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, acompanhou de perto esse processo, mantendo contato frequente com a sala de situação e com a diretoria da distribuidora. “A atuação coordenada pelo MME demonstra a eficiência e a resiliência do nosso sistema elétrico. Desde o primeiro momento, acompanhamos de perto as ações de recomposição e mobilizamos todos os esforços necessários para garantir que o fornecimento de energia fosse restabelecido com rapidez e segurança à população paranense”, disse.
Apesar dos danos em trechos da rede de transmissão, o MME reforça que não houve descontinuidade do fornecimento de energia. O funcionamento das redundâncias do critério de segurança N-1, quando o sistema opera normalmente mesmo com falha em um componente, garantiu a continuidade do suprimento elétrico, preservando a confiabilidade do sistema mesmo com a ocorrência de falhas em alguns componentes.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais
O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.
Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.
“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.
Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.
“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.
O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.
Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.
O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.
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