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Semana Nacional de Políticas sobre Drogas: prevenção, cidadania e fortalecimento dos territórios
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Brasília, 27/06/2025 – A Semana Nacional de Política sobre Drogas, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Social (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), teve início nessa quinta-feira (26), no Palácio da Justiça, com o evento “Prevenção Ampliada com os Territórios na Política sobre Drogas no Brasil”.
A realização da Semana Nacional de Política sobre Drogas reafirma o compromisso do país com políticas públicas que respeitam os direitos humanos, que reconhecem a diversidade dos territórios e que são guiadas por evidências, escuta ativa e protagonismo social.
A secretária da Senad, Marta Machado, apontou que a prevenção ampliada é, hoje, uma das faces mais estratégicas da política sobre drogas. “É por meio da prevenção que plantamos possibilidades de futuro, fortalecendo redes comunitárias, ampliando o acesso a direitos, promovendo cidadania e reduzindo desigualdades. Prevenir é cuidar. É reconhecer que, para enfrentar o impacto do mercado ilegal de drogas e do crime organizado, precisamos investir na potência dos territórios e de suas populações”, declarou Marta.
A Secretária de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, reforçou a importância da construção coletiva de políticas públicas, especialmente para democratizar o acesso à justiça no Brasil. “Isso significa pensar em formas de ampliar o acesso a direitos da população brasileira, desenvolver políticas de cidadania e garantir que as pessoas estejam no centro da formulação dessas políticas”, pontuou.
Outra perspectiva importante da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas é aproximar a política sobre drogas dos interlocutores que historicamente estiveram afastados dessa construção, como os movimentos negros, indígenas, quilombolas, dos povos originários, entre outros.
“Esses grupos têm muito a contribuir com o Estado brasileiro para que possamos frear os impactos desiguais produzidos e reproduzidos por políticas excludentes ao longo da nossa história. Essa aproximação tem sido feita por meio do fomento a ações desenvolvidas por esses interlocutores em seus próprios territórios. São iniciativas que já existem, com raízes comunitárias e que precisam de apoio institucional para se fortalecer e integrar a política pública”, destacou a coordenadora de Justiça Racial da Senad, Lívia Casseres.
Políticas Públicas em Desenvolvimento
Durante o evento, foram apresentadas ações concretas do Governo Federal que já estão em curso em todo o país. São elas:
– Cria – Prevenção e Cidadania – Atua no desenvolvimento de habilidades de vida, fortalecimento de vínculos e de experiências de pertencimento nos contextos familiar, escolar e comunitário, prevenção do bullying e violência no ambiente escolar, além de proteção de crianças e adolescentes à exposição à publicidade de bebidas alcoólicas.
– Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais) – Garantem o acesso a direitos e à inclusão social, a integração às redes intersetoriais e a promoção da cidadania para a população em situação de vulnerabilidade social, com demandas relacionadas ao uso de drogas.
– Pronasci Juventude – Ações direcionadas à construção de projetos de vida pelos adolescentes e jovens beneficiários buscando promover a proteção social e a garantia de direitos das juventudes em territórios periféricos impactados pela violência armada. O Rio de Janeiro é o próximo estado a receber o projeto, que terá sua aula inaugural no sábado (28), na arena Dicró, e vai atender jovens do Complexo da Penha, Alemão, Manguinhos e Maré.
Desenvolvimento Alternativo
Também durante o evento foi lançada a publicação “Desenvolvimento Alternativo na Política sobre Drogas: experiências globais e caminhos para o contexto brasileiro”, que apresenta e promove o conceito de desenvolvimento alternativo, buscando contribuir para a construção de políticas públicas orientadas ao desenvolvimento alternativo no Brasil. O texto está disponível no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid) e no site do Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc).
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


