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Aldeias recebem mutirão indígena para revisão eleitoral em Nova Ubiratã

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Três aldeias de Nova Ubiratã (município do médio-norte, distante 427 km de Cuiabá) serão atendidas por um mutirão eleitoral organizado pelo Cartório da 43ª Zona Eleitoral. O atendimento, previsto para o período de 2 a 4 de setembro, acontecerá das 9h às 16h, na Escola Municipal Tupará, situada na aldeia Purinö Xingu/Tupará, no Distrito de Entre Rios. A ação contemplará eleitores indígenas das aldeias Kyiagaluwá (Água Suja), Cristalina e Purinö, com foco na revisão dos títulos eleitorais para realocação no novo local de votação.

Nas três aldeias vivem aproximadamente 200 indígenas de várias etnias, sendo as principais Ikpeng, Trumai e Txikão. A expectativa é atender até 80 eleitores e eleitoras, viabilizando a implantação de uma seção eleitoral na própria aldeia. Em julho deste ano, a Escola Municipal Tupará foi oficializada como local de votação por meio da Portaria nº 03/2025, expedida pela juíza eleitoral Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da 43ª Zona Eleitoral.

“A Justiça Eleitoral quer garantir a todos os eleitores indígenas a possibilidade de fazer a revisão do título, para que possam, enfim, votar nas eleições do próximo ano. O trabalho visa permitir a transferência do título para a nova seção eleitoral, aproximando o exercício do voto das aldeias. As mudanças ocorrem para melhorar a qualidade do serviço ofertado pela Justiça Eleitoral”, afirmou a magistrada.

A nova seção eleitoral representa o fim de deslocamentos de aproximadamente 60 km em estrada de terra entre as aldeias e o distrito de Entre Rios, antes o local de votação mais próximo. Já a distância entre a sede do cartório eleitoral, em Sorriso, e a Escola Municipal Tupará, na aldeia Purinö, é de cerca de 320 km. O acesso à unidade escolar pode ser feito pelas rodovias estaduais MT-242 e MT-225. Uma alternativa é pela comunidade de Santiago do Norte (Paranatinga), pelas rodovias MT-140, MT-338, MT-324 e MT-130.

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O chefe do cartório da 43ª Zona Eleitoral, Jonatan Christmann, explicou que os preparativos para o mutirão indígena começaram há cerca de um ano, após conversa com o cacique Ataki Txikão e lideranças locais, que manifestaram interesse na criação de uma seção eleitoral. Segundo ele, em setembro de 2024 o cadastro eleitoral já estava fechado, mas ficou acordada a realização de um mutirão no segundo semestre de 2025, aproveitando o período da seca, que facilita o acesso terrestre ao local.

“O cartório manteve reunião com lideranças do município (prefeito, vice-prefeito e procurador-geral), ocasião em que foi firmada uma parceria para o atendimento dos eleitores na própria aldeia, sem necessidade de deslocamentos. A prefeitura foi muito receptiva e os termos foram ajustados: o cartório providenciaria os servidores e equipamentos, enquanto a prefeitura ficou responsável pelo transporte, fornecimento de internet via satélite, gerador de energia e combustível”, relatou Jonatan Christmann.

O mutirão eleitoral indígena integra a campanha Biometria 100%, que busca ampliar o cadastramento biométrico em Mato Grosso, visando atingir no mínimo 98% do eleitorado até 2025.

Panorama Eleitoral

Em Mato Grosso, a cobertura biométrica alcançou 89,19%, o que corresponde a 2.249.649 eleitores. Ainda faltam 272.426 (10,81%), segundo dados da Justiça Eleitoral no Estado. Em Nova Ubiratã, o eleitorado é formado por 7.211 pessoas, das quais 5.688 já fizeram a biometria (78,60%), enquanto 1.543 (21,40%) ainda não realizaram o procedimento.

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Os eleitores que ainda não fizeram o cadastramento biométrico podem aproveitar os mutirões, postos de atendimento e a presença da Justiça Eleitoral Móvel para realizar a biometria ou outros serviços, como alistamento (1º título), transferência, revisão, segunda via, consultas e emissão de certidões. Para ser atendido, basta apresentar um documento oficial com foto e comprovante de endereço, em caso de mudança de domicílio. O eleitor já sai com o título em mãos e pode baixar a versão digital com foto pelo aplicativo e-Título.

Em Nova Ubiratã, os atendimentos também são realizados na Central de Atendimento da Justiça Eleitoral, localizada na Av. Tancredo Neves, nº 1.551 (Poupa Tempo), Centro, no horário das 7h às 13h.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada simples de uma escola municipal indígena construída em madeira, com paredes pintadas em verde e branco. O prédio possui cobertura de telha cerâmica, varanda frontal sustentada por colunas e uma porta central de entrada. Na parte superior, há uma placa identificando o local como Escola Municipal Indígena Tupará. O ambiente ao redor é de chão batido, reforçando o caráter rural e comunitário da construção.

Fonte: TRE – MT

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Promotora destaca saneamento e combate às queimadas

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A promoção do saneamento básico, a prevenção às queimadas e o planejamento urbano sustentável foram os temas abordados pela promotora de Justiça titular da 17ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, Maria Fernanda Corrêa da Costa, durante entrevista concedida nesta terça-feira (15) ao programa MP Por Elas.A iniciativa integra o projeto Diálogos com a Sociedade, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), cujo estúdio está instalado na 58ª Expoagro, transformando o Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá, em um espaço de diálogo sobre a atuação ministerial em temas de interesse público.Durante a entrevista, a promotora apresentou o Projeto Interligue Já, desenvolvido pelo MPMT em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a concessionária Águas Cuiabá e a agência reguladora Cuiabá Regula. O objetivo é conscientizar a população sobre a necessidade de conectar os imóveis à rede pública de esgotamento sanitário.“O Ministério Público é a voz da sociedade para os seus anseios fundamentais, e ter saneamento básico é algo que interessa tanto à geração presente quanto à futura. O projeto Interligue Já busca conscientizar a população da necessidade de fazer a interligação do esgoto das edificações à rede pública que passa em frente às residências”, explicou.Segundo Maria Fernanda, Cuiabá já possui aproximadamente 91% da rede de esgoto implantada, mas a poluição dos córregos continua sendo um desafio porque muitos imóveis ainda não estão devidamente conectados ao sistema.“Não adianta pagar na conta de água a taxa de esgoto se cada um de nós não fizer a interligação da sua residência à rede pública. É essa rede que transporta o esgoto até uma estação de tratamento”, ressaltou.A promotora alertou que a destinação inadequada dos efluentes provoca impactos ambientais e riscos à saúde pública. Ela explicou que, sem a conexão à rede coletora, o esgoto pode ser lançado na rede de drenagem pluvial ou em fossas, contaminando cursos d’água, o solo e o lençol freático.“Quando destinamos corretamente o esgoto, estamos protegendo o meio ambiente e, principalmente, a saúde da população, evitando doenças veiculadas pela água, como a diarreia”, afirmou.Maria Fernanda informou ainda que o próximo mutirão do projeto será realizado em setembro, contemplando os bairros Jardim Califórnia, Jardim Petrópolis, Jardim Itália, Boa Esperança e Jardim Mariana. Ela destacou que uma forma simples de verificar a disponibilidade da rede pública é observar a cobrança da taxa de esgoto na conta de água.Além dos benefícios ambientais e sanitários, a iniciativa também contribui para a geração de emprego e renda. “Profissionais foram capacitados pelo Senai para executar essas obras. O projeto de Cuiabá já se tornou referência e foi replicado pelo Ministério Público de Sergipe em Aracaju”, contou.Período proibitivo de queimadas – outro tema abordado foi o período proibitivo de queimadas, vigente em Mato Grosso desde 1º de julho e que segue até 30 de novembro nas áreas rurais. A promotora lembrou que, na zona urbana, a queima de lixo, folhas e galhos é proibida durante todo o ano.“Queimar lixo ou vegetação é considerado crime ambiental de poluição. As queimadas afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas, podendo causar problemas respiratórios, infartos e outros agravos à saúde”, alertou.Ela também destacou os impactos ambientais provocados pela fumaça, que interfere no ciclo das chuvas e agrava os efeitos das mudanças climáticas.“As previsões apontam uma probabilidade de 81% de ocorrência de ondas extremas de calor e seca excessiva ainda neste ano e no início de 2027. Por isso, é fundamental que todos façam sua parte”, enfatizou.Cidade verde e resiliente – o abordar a ocupação irregular do solo e o crescimento urbano desordenado, Maria Fernanda defendeu políticas públicas voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento da arborização urbana.“Cuiabá precisa ser uma cidade verde e resiliente. Estudos mostram que locais arborizados podem registrar temperaturas até 5 graus menores do que áreas sem árvores”, observou.A promotora explicou que uma das propostas em discussão é recuperar os cursos d’água urbanos, transformando-os em corredores verdes capazes de proteger a mata ciliar e servir de abrigo para a fauna silvestre.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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