MATO GROSSO
Aula de robótica educacional é novidade na volta às aulas da Escola Ferreira Mendes
MATO GROSSO
Atualmente, o programa está inserido em 102 escolas, impactando mais de 30 mil estudantes com o conhecimento de tecnologias educacionais.
Para o diretor da escola, professor Marlos Menezes, o primeiro dia do semestre letivo foi bastante enriquecedor com as aulas do programa de robótica. “Vimos a empolgação e o brilho nos olhos dos estudantes ao montarem o protótipo. Mais empolgação ainda foi quando o robô fez os primeiros movimentos”.
Segundo ele, se trata de uma atividade que contribui com a aprendizagem de forma muito dinâmica. “Isso vai auxiliar tanto no desenvolvimento da coordenação motora quanto na criatividade. Também, nos conceitos básicos da programação e nos conteúdos da base curricular”, comentou.
As aulas do programa são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimulam o pensamento computacional e o aprimoramento de habilidades e competências importantes para o desenvolvimento humano e tecnológico, por meio de uma metodologia ativa alinhada à abordagem STEAM, que utiliza os conjuntos educacionais da LEGO® Education.
A estudante Suzane Fernanda, do 6º ano, contou que adorou a aula. “Achei a aula muito legal, porque a gente trabalhou em grupo. Também aprendi a usar o tablet, mas gostei mais ainda de ver cada pecinha se encaixando e formando o robozinho”, comentou.
Também do 6º ano, o estudante Felipe Anzil, conseguiu enxergar o futuro com as aulas de robótica. “Gostei muito. É bom aprender desde cedo a montar e a estudar um robô. No futuro, se eu quiser seguir nessa profissão gostaria de ser programador”, comentou o estudante.
Os professores Valcir Borges e Patrícia Tiene Fujimura, acompanharam a aula, juntamente com a orientadora do programa SIMROBÓTICA® Jucineia Serenata. “Com o programa, os estudantes aprendem muito mais do que tecnologia. Eles têm a oportunidade de desenvolver competências e habilidades essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e profissional”, comentou a orientadora.
Fonte: Governo MT – MT
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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



