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Gefron prende dois suspeitos e apreende 39 galos indianos de briga

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Força-tarefa do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prendeu dois homens, com idades de 34 e 51 anos, por contrabando e maus-tratos a animais durante a Operação Hórus/Guardiões da Fronteira, realizada no fim da tarde desta segunda-feira (10.04), na MT-199, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste de Cuiabá). Com eles, foram apreendidos 39 galos de briga, da raça Índio Gigante.

A apreensão ocorreu durante abordagem de uma caminhonete Ford Ranger de cor prata, com placa da Bolívia, conduzida por um boliviano. O veículo foi revistado e na carroceria foram encontrados 27 galos de briga.

Aos policiais, o condutor da caminhonete confessou que os animais, da raça Índio Gigante, foram adquiridos na Bolívia e estavam sendo levados para Vila Bela. Após a equipe solicitar a documentação das aves, o suspeito informou que os mesmos estavam com o proprietário dos galos, que vinha logo atrás em um Gol branco.

Em seguida, o motorista do carro de passeio foi abordado e outros 12 galos foram encontrados dentro do porta-malas do veículo. Aos policiais, o suspeito apresentou, em seu celular, um atestado sanitário e uma guia de trânsito animal (GTA) do Estado do Paraná. Conforme o Gefron, os animais custam R$ 7,8 mil.

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Diante das inconsistências documentais e do estado dos animais, os veículos, as aves e os suspeitos foram encaminhados e entregues na Delegacia de Polícia Civil de Vila Bela da Santíssima Trindade para as providências que o caso requer. Ao todo, a estimativa de prejuízo ao crime é de R$ 147,8 mil.

Fonte: Governo MT – MT

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Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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