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Comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade realiza Mutirão da Fronteira em comunidade da zona rural

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A Comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade realizou nos dias 12 e 13 de junho o primeiro Mutirão da Fronteira, com moradores da comunidade Ponta do Aterro, que fica a 200 km da comarca e já bem próxima à fronteira com a Bolívia.
 
Foram oferecidos serviços de orientação jurídica para possíveis demandas judiciais, esclarecimento de dúvidas sobre Direito de Família e benefícios previdenciários, realizados pré-cadastros para regularização fundiária, emissão de primeira e segunda vida de documentos (RG e CPF), vacinação para adultos e crianças, além de serviços de saúde, como aferição de pressão arterial, testagem rápida de HIV, sífilis e hepatite, atendimento médico com oftalmologista, ortopedista, clínico geral e dentista, exames de ultrassonografia, próstata e coleta de preventivo, atuação do cartão do SUS, atendimento psicológico e de assistência social e cadastro e atualização em programas sociais (CadÚnico).
 
“Acho extremamente importante o Poder Judiciário não ficar só no fórum, mas ter esse olhar para as pessoas que residem na comarca, conhecer a realidade de cada local e estar presente”, expressou a juíza.
 
A comunidade é composta por 6 mil pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade e pode contar com os diversos serviços ofertados de modo gratuito e acessível.
 
Foram realizados mais de mil atendimentos com as pessoas que participaram do mutirão.
 
Foram parceiros do Judiciário a Promotoria de Justiça de Vila Bela (Ministério Público), Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado, Senar, Prefeitura Municipal de Vila Bela da Santíssima Trindade, Conselho Tutelar, Polícia Civil, Polícia Federal e Receita Federal.
 
No dia 4 de julho será realizado um novo mutirão na comunidade Nova Fortuna, também pertencente à Comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: foto vertical colorida do público nas filas para atendimento em uma unidade escolar da comunidade. Homens e mulheres estão em pé, alguns em movimento, com roupas de frio e céu nublado.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Promotora destaca saneamento e combate às queimadas

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A promoção do saneamento básico, a prevenção às queimadas e o planejamento urbano sustentável foram os temas abordados pela promotora de Justiça titular da 17ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, Maria Fernanda Corrêa da Costa, durante entrevista concedida nesta terça-feira (15) ao programa MP Por Elas.A iniciativa integra o projeto Diálogos com a Sociedade, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), cujo estúdio está instalado na 58ª Expoagro, transformando o Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá, em um espaço de diálogo sobre a atuação ministerial em temas de interesse público.Durante a entrevista, a promotora apresentou o Projeto Interligue Já, desenvolvido pelo MPMT em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a concessionária Águas Cuiabá e a agência reguladora Cuiabá Regula. O objetivo é conscientizar a população sobre a necessidade de conectar os imóveis à rede pública de esgotamento sanitário.“O Ministério Público é a voz da sociedade para os seus anseios fundamentais, e ter saneamento básico é algo que interessa tanto à geração presente quanto à futura. O projeto Interligue Já busca conscientizar a população da necessidade de fazer a interligação do esgoto das edificações à rede pública que passa em frente às residências”, explicou.Segundo Maria Fernanda, Cuiabá já possui aproximadamente 91% da rede de esgoto implantada, mas a poluição dos córregos continua sendo um desafio porque muitos imóveis ainda não estão devidamente conectados ao sistema.“Não adianta pagar na conta de água a taxa de esgoto se cada um de nós não fizer a interligação da sua residência à rede pública. É essa rede que transporta o esgoto até uma estação de tratamento”, ressaltou.A promotora alertou que a destinação inadequada dos efluentes provoca impactos ambientais e riscos à saúde pública. Ela explicou que, sem a conexão à rede coletora, o esgoto pode ser lançado na rede de drenagem pluvial ou em fossas, contaminando cursos d’água, o solo e o lençol freático.“Quando destinamos corretamente o esgoto, estamos protegendo o meio ambiente e, principalmente, a saúde da população, evitando doenças veiculadas pela água, como a diarreia”, afirmou.Maria Fernanda informou ainda que o próximo mutirão do projeto será realizado em setembro, contemplando os bairros Jardim Califórnia, Jardim Petrópolis, Jardim Itália, Boa Esperança e Jardim Mariana. Ela destacou que uma forma simples de verificar a disponibilidade da rede pública é observar a cobrança da taxa de esgoto na conta de água.Além dos benefícios ambientais e sanitários, a iniciativa também contribui para a geração de emprego e renda. “Profissionais foram capacitados pelo Senai para executar essas obras. O projeto de Cuiabá já se tornou referência e foi replicado pelo Ministério Público de Sergipe em Aracaju”, contou.Período proibitivo de queimadas – outro tema abordado foi o período proibitivo de queimadas, vigente em Mato Grosso desde 1º de julho e que segue até 30 de novembro nas áreas rurais. A promotora lembrou que, na zona urbana, a queima de lixo, folhas e galhos é proibida durante todo o ano.“Queimar lixo ou vegetação é considerado crime ambiental de poluição. As queimadas afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas, podendo causar problemas respiratórios, infartos e outros agravos à saúde”, alertou.Ela também destacou os impactos ambientais provocados pela fumaça, que interfere no ciclo das chuvas e agrava os efeitos das mudanças climáticas.“As previsões apontam uma probabilidade de 81% de ocorrência de ondas extremas de calor e seca excessiva ainda neste ano e no início de 2027. Por isso, é fundamental que todos façam sua parte”, enfatizou.Cidade verde e resiliente – o abordar a ocupação irregular do solo e o crescimento urbano desordenado, Maria Fernanda defendeu políticas públicas voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento da arborização urbana.“Cuiabá precisa ser uma cidade verde e resiliente. Estudos mostram que locais arborizados podem registrar temperaturas até 5 graus menores do que áreas sem árvores”, observou.A promotora explicou que uma das propostas em discussão é recuperar os cursos d’água urbanos, transformando-os em corredores verdes capazes de proteger a mata ciliar e servir de abrigo para a fauna silvestre.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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