MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros passa a analisar projetos de incêndio de forma digital para emissão de alvará
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) segue com seu processo de inovação e, agora, passa a analisar os projetos de segurança contra incêndio e pânico (PSCIP) de maneira digital. O documento é o principal pré-requisito para a emissão do alvará de de segurança contra incêndio e pânico.
A medida busca agilizar a análise e a correção dos projetos apresentados em todo o Estado, proporcionando mais eficiência tanto para os profissionais, quanto para os cidadãos.
A utilização desse novo método de apresentação digital do PSCIP foi autorizada por meio de uma portaria publicada nesta terça-feira (11.2). Com a implementação desse sistema, engenheiros e arquitetos, responsáveis por elaborar os projetos desta natureza, não precisarão mais comparecer presencialmente na sede do Corpo de Bombeiros para submeter suas propostas para análise e aprovação. Clique aqui para acessar o sistema.
O diretor adjunto da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico (DSCIP), major BM Bruno Grou Vilas Boas, destacou que a iniciativa faz parte de um processo gradual de implementação do novo módulo digital do PSCIP, que está sendo desenvolvido em três etapas: análise de projetos novos, análise de projetos temporários e análise de alterações de dados.
“Essa entrega se refere especificamente à análise de projetos novos, que agora serão analisados digitalmente. Ou seja, o protocolo de todo o processo também será realizado de forma digital, desde a submissão até a aprovação. O que antes era feito de forma manual e presencial, agora será totalmente digital por meio desta nova plataforma”, explicou.
Além da maior agilidade e conveniência, a mudança trará benefícios financeiros, tanto para os profissionais quanto para os cidadãos, ainda segundo o major. Isso porque a utilização de documentos digitais elimina a necessidade de impressões físicas das plantas dos projetos, gerando uma economia significativa.
“O custo com impressões era elevado, especialmente quando era necessário corrigir e imprimir novos materiais. Agora, tudo será centralizado em arquivos digitais, proporcionando uma grande economia para todos”, afirmou.
Outro benefício importante é a centralização das análises por meio do sistema digital. Dessa forma, todos os projetos serão analisados em uma fila única, independentemente da localidade em que foram protocolados. Isso significa que projetos de qualquer município do Estado serão distribuídos para análise conforme a ordem cronológica de entrada, evitando desigualdades de tempo entre as regiões.
“Com essa mudança, o processo será mais equilibrado, garantindo que todas as análises sejam feitas dentro de um prazo adequado para todos”, afirmou o major.
Próximas etapas
Além da análise de projetos novos, o módulo de análise de PSCIP também contemplará, em breve, a análise de projetos temporários e de alterações de dados. A previsão é que o módulo completo esteja disponível até o final deste ano, com a digitalização de todos os serviços de análise. Essa evolução promete transformar significativamente a forma como o Corpo de Bombeiros Militar realiza a análise de projetos para aumentar a eficiência.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Encontro inicia com debate sobre cuidado e garantias da infância
A palestra inaugural do 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional, juntamente com o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizada na manhã desta segunda-feira (18), colocou em evidência a Teoria do Cuidado como eixo central para a proteção da infância, destacando o papel do afeto, da convivência familiar e da atuação responsável do sistema de Justiça na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.Ministrada pelo procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Sávio Renato Bittencourt Soares Silva, a conferência enfatizou a necessidade de uma atuação mais humana, ágil e efetiva das instituições na garantia dos direitos da infância e juventude, colocando o cuidado como elemento central das políticas públicas e das decisões do sistema de Justiça.Durante sua exposição, o palestrante destacou que a proteção integral exige mais do que normas e discursos. Segundo ele, é preciso transformar o afeto em ações concretas de cuidado. “O afeto é invisível; o cuidado é visível. É aquilo que se traduz em presença, atenção e responsabilidade na vida das crianças”, afirmou.Sávio Bittencourt também chamou a atenção para a necessidade de priorizar a criança como sujeito principal das relações jurídicas e institucionais. Para ele, ainda há uma cultura que privilegia interesses adultos em detrimento da infância. “Precisamos parar de errar a favor do adulto e passar, se for o caso, a errar a favor da criança”, pontuou. Outro ponto de destaque foi a importância da família como núcleo de proteção e desenvolvimento. O procurador ressaltou que o Estado deve fortalecer políticas públicas voltadas não apenas ao indivíduo, mas à estrutura familiar como um todo. “Uma família que oferece cuidado e afeto garante, na prática, a maioria dos direitos fundamentais da criança”, observou.A palestra abordou ainda a necessidade de decisões mais céleres em casos envolvendo crianças em situação de vulnerabilidade, a fim de evitar prolongamento de traumas. O palestrante reforçou que profissionais do sistema de justiça e da rede de proteção têm uma missão que vai além do exercício funcional, exigindo sensibilidade, empatia e responsabilidade ética.Participaram como debatedores o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude, Túlio Duailibi Alves Souza, e a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos. A mesa foi presidida pelo procurador de Justiça do MPMT e coordenador do encontro, Paulo Roberto Jorge do Prado.Durante o debate, a juíza Gleide Bispo Santos destacou a importância da escuta direta no processo de garantia de direitos. “É muito importante ouvi-las. Elas querem falar, elas têm o que dizer”, afirmou, ao defender que o Judiciário construa vínculos com crianças e adolescentes para que se sintam seguras e acolhidas. O juiz Túlio Duailibi Alves Souza ressaltou que a experiência na área da infância transforma a atuação dos profissionais e evidencia a necessidade de empatia. Ele também enfatizou o papel da família na prevenção de novos conflitos. “Quando a gente consegue restabelecer aquele vínculo, aquele cuidado, aquele afeto, o adolescente volta melhor”.Já o presidente da mesa, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, ressaltou o papel das instituições na promoção de uma atuação integrada e comprometida com a efetivação dos direitos fundamentais, destacando que a proteção da infância exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade e responsabilidade social por parte de todos os envolvidos.Encontro Estadual e Internacional – O encontro é uma iniciativa conjunta do MPMT, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf); do Poder Judiciário, por meio da Esmagis, da Escola dos Servidores, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ); e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), com apoio da Fundação Escola de Ensino Superior do Ministério Público (FESMP‑MT). Ainda nesta segunda-feira, a programação inclui debate sobre o Serviço de Família Acolhedora em Mato Grosso e palestra internacional sobre crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes, ministrada pelo professor espanhol Enrique Jesús Martínez Pérez.Na terça-feira (19), serão discutidos temas como proteção online e vulnerabilidade digital, o Programa Novos Caminhos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de estratégias de prevenção ao recrutamento de adolescentes por facções criminosas. O encerramento contará com palestra internacional sobre guarda e direito de visitas em contextos de violência de gênero, apresentada por professores da Universidade de Valladolid, na Espanha.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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