MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros resgata gambá e arara-canindé em diferentes municípios
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou o resgate e o encaminhamento para tratamento veterinário e soltura de dois animais silvestres que estavam em locais de risco em dois municípios do Estado.
A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada na manhã desta quarta-feira (11.2) para resgatar uma arara-canindé que estava em uma indústria em Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá).
Sgt BM Alexsandre – CBMMT
Após receber o chamado, a equipe prontamente se deslocou ao endereço e, ao chegar, constatou que a ave estava desorientada e apresentava sinais e sintomas de intoxicação alimentar.
A arara foi capturada com os devidos cuidados e, em seguida, encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) para receber os devidos cuidados.
No dia anterior, na terça-feira (10.2), por volta das 20h45, a equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada para resgatar um gambá que estava no portão de uma residência na Rua Bonita, no bairro Jardim Luciana, em Primavera do Leste (243 km de Cuiabá).
Ao chegar ao endereço, os militares constataram que se tratava de um animal de pequeno porte e realizaram a captura utilizando um cambão.
O gambá foi avaliado pela equipe e, como não apresentava nenhum tipo de ferimento, foi colocado em uma caixa de transporte e levado até uma área de preservação permanente, onde foi solto novamente em seu habitat natural.
O Corpo de Bombeiros ressalta que, em casos envolvendo animais silvestres, o cidadão deve entrar em contato pelo 193 solicitando auxílio e, em nenhuma hipótese, deve tentar capturar o animal de forma indevida.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


