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De um novo começo ao documento na mão: Expedição leva dignidade a comunidades isoladas de MT

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A imagem mostra duas pessoas sorrindo e abraçadas. Uma veste blusa floral e segura papéis; a outra usa óculos, camisa branca com detalhes pretos e segura um copo plástico. Ao fundo, há um banner preto com fotos e o texto “COMUNITÁRIA”.Entre reencontros, assinaturas que garantiram novos documentos, e sorrisos de alívio, a 7ª Expedição Araguaia-Xingu encerrou, nos dias 7 e 8 de outubro, a primeira fase dos atendimentos no município de Bom Jesus do Araguaia. O projeto, coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mais uma vez transformou histórias de vida por meio do acesso à cidadania e à Justiça.

O almoxarife Thiago Neres, de 25 anos, foi um dos beneficiados. Há quase um ano aguardava resolver o divórcio.

“São 10 meses que essa questão vai se estendendo. Vim já meio sem esperança, mas deu certo. Estou em outra fase da minha vida. Era a única coisa que faltava”, contou, emocionado.

O caso foi conduzido de forma rápida e acessível pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de São Félix do Araguaia, durante uma audiência virtual, em São José do Couto.

Em Bom Jesus do Araguaia, a lavradora Aluanda Clara de Jesus comemorava a oportunidade de resolver pendências bancárias e documentais.

“Vim arrumar o Caixa Tem e mexer com a identidade também. Às vezes é muito difícil, a gente gasta dois ou três dias de viagem para resolver essas coisas”, relatou.

A imagem mostra um grupo reunido em uma sala. Uma pessoa em pé sorri, vestindo camiseta e boné azul com o logo “Experiência Xingu 2024”. Outra, sentada, aplaude. Ao fundo, há prateleiras com caixas amarelas rotuladas “Fichas”.O juiz José Antonio Bezerra Filho, coordenador da Expedição, reforça que o propósito é exatamente esse: aproximar a Justiça das pessoas, levando cidadania e inclusão social.

“São sete anos de histórias de comprometimento, trabalho, seriedade e, ao final, quando a gente fecha nessa alegria, nesta sinergia de coisas boas, é que todos nós nos comprometemos. Ver a população saindo satisfeita, isso para a gente é uma coroação da responsabilidade que nós temos”, celebrou o magistrado ao final da primeira fase.

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O sentimento foi reforçado pelo técnico bancário Carlos Rogério Nunes Armando, da Caixa Econômica Federal, parceira da Expedição, para quem levar esses serviços até as comunidades é mais do que uma ação prática: é um ato de dignidade.

Parceiros da 7ª Expedição Araguaia-Xingu

Compõem a lista de parceiros e instituições participantes a Casa Civil, a Proteção e Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), nas áreas de Cultura e Esporte, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa Imuniza Mais, e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Integram ainda o grupo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), o Programa Verde Novo, a Companhia de Polícia Ambiental de Tangará da Serra, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o Detran-MT, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Judiciária Civil (PJC), o Exército Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Somam-se aos parceiros a Defensoria Pública de Mato Grosso, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a Caixa Econômica Federal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, a Aprosoja e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A relação de colaboradores contempla também a Energisa, as Prefeituras de Campinápolis e de Bom Jesus do Araguaia, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Acesse mais fotos da Expedição no Flickr do TJMT

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Acompanhe também as redes sociais do TJMT: @tjmtoficial

Assista aos vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=ZE6PGqKvzaI

https://www.youtube.com/watch?v=lII598YMIYw

https://www.youtube.com/watch?v=4J0gvQsgmbA

https://www.youtube.com/watch?v=hHjicE76Ax4&t=17s

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Judiciário inicia a 7ª Expedição Araguaia-Xingu levando serviços ao distrito de São José do Couto

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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