MATO GROSSO
Escola quilombola de Nossa Senhora de Livramento inicia aulas de robótica
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Na primeira quinzena de agosto, os educadores passaram por capacitação para implementar o programa na unidade escolar. Participaram seis educadores e um representante da equipe gestora. No decorrer do semestre, haverá outras formações de atualização.
Segundo o professor Wellerson Davi Dos Santos Deniz, os estudantes estão muito entusiasmados com as práticas tecnológicas, o que mobilizou toda a comunidade escolar.
“Como é escola de tempo integral, no período da tarde aplicamos a aula de robótica. Desenvolvemos atividades e competições de como calcular o tempo e a distância, por exemplo”, frisou.
De acordo com o orientador do programa SIMROBÓTICA, Kássio de Almeida, o professor de robótica é fundamental para o desenvolvimento do programa na escola quilombola.
“Ele abraçou literalmente a robótica na escola. É gratificante ver a atenção que ele dá para os estudantes, o processo de aprendizagem e a robótica como método diferente para chamar a atenção dos estudantes para as novas tecnologias educacionais”, comentou.
Para o secretário de Estado da Educação, Alan Porto, o início das aulas nesta unidade reforça a preocupação e o compromisso da Seduc em promover aos estudantes acesso às novas tecnologias.
“A robótica na escola é um grande diferencial, pois, desenvolve o pensamento computacional e ensina habilidades e competências importantes para toda a vida”, comentou.
O programa de educação tecnológica e robótica educacional SIMROBÓTICA é focado no STEAM (sigla correspondente às palavras: Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) com metodologia totalmente alinhada à BNCC – Base Nacional Comum Curricular.
São utilizados conjuntos educacionais da LEGO Education. Por meio destes kits, compostos por diversas peças, sensores, motores e uma placa que permite programar o funcionamento dos modelos montados, a robótica educacional dá ao estudante a oportunidade de desenvolver a criatividade com a montagem do próprio projeto.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


