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Estratégias para atendimento a indígenas venezuelanos são debatidas

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Com o objetivo de debater estratégias para atuação em face da exposição a riscos das famílias e submissão ao trabalho infantil de crianças e adolescentes da etnia Warao (indígenas venezuelanos) em Cuiabá, foi realizada uma reunião interinstitucional na manhã desta sexta-feira (1º), na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), na capital. Cerca de 20 pessoas participaram do encontro, no qual foram definidos encaminhamentos prioritários. 

Entre as providências emergenciais a serem adotadas em benefício das cerca de 40 famílias da etnia Warao catalogadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, estão melhorar a moradia dos indígenas venezuelanos, oferecer atendimento na área da saúde, realizar visita in loco para escuta social e estudar a possibilidade de fundar uma escola específica Warao. 

O procurador de Justiça titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, se comprometeu a acionar áreas técnicas do Ministério Público de Mato Grosso para verificar se a área onde os indígenas atualmente moram (bairro São José I, no Coxipó) é pública, privada ou de preservação permanente. 

As promotoras de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza e Ana Luíza Barbosa da Cunha e a juíza Gleide Bispo Santos, que atuam na área da infância e juventude, assumiram o compromisso de promover uma interlocução imediata com as secretarias municipal e estadual de Saúde. O MPMT já oficiou ao Município e ao Estado e, na próxima semana, deverá ser agendada uma audiência judicial sobre o assunto.  

O promotor de Justiça Henrique Schneider Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar do MPMT e o padre e antropólogo Aloir Pacini farão as tratativas para organizar uma visita ao bairro São José I, com a finalidade de ouvir os indígenas a respeito das carências e necessidades mais prementes. 

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Diagnóstico – A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Janayna Ferreira de Jesus, apresentou o cenário atual da migração venezuelana em Cuiabá. Explicou que o processo começou de maneira ordenada em 2018, em parceria com o Centro de Pastoral para Migrantes, mas que ao longo dos últimos anos se intensificou e pulverizou. Venezuelanos já estabelecidos passaram a receber familiares sem passar pela pastoral, dificultando o controle dessa população. 

Conforme a secretária, saber onde essas pessoas estão (localização) é uma das dificuldades encontradas para o atendimento a essa população, junto à falta de documentação e à barreira linguística. Ela destacou que existem duas situações: os migrantes urbanos, atendidos pela pastoral, e os indígenas Warao, que moram na região do Coxipó, em situação mais crítica. São cerca de 40 famílias indígenas, totalizando aproximadamente 200 pessoas. 

Segundo a secretária, a maioria das famílias e crianças nos semáforos e rotatórias da capital são da etnia Warao. Em consenso, os participantes defenderam que é preciso uma atuação conjunta e em diversas frentes para resolver a questão, levado em consideração moradia, educação, saúde e emprego. 

“A partir dessa reunião vamos construir uma política pública para tirar essas famílias das ruas”, declarou Henrique Schneider. “Vamos pensar de maneira estruturada para resolvermos essa questão tão complexa”, acrescentou Daniele Crema. “Lembrando que a saúde é nossa principal emergência, crianças estão desnutridas e correndo risco de morte. Não podemos permitir que isso aconteça”, finalizou Paulo Prado. 

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Educação – A secretária-adjunta de Educação de Cuiabá, Débora Marques Vilar, informou que atualmente existem 199 crianças estrangeiras de zero a cinco anos matriculadas na rede municipal de ensino, 539 com idade entre seis e 14 anos e 15 na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, contou que há um convênio com a escola filantrópica da Pastoral, onde mais 60 crianças são atendidas. A adequação da escola, que funciona de maneira improvisada, também foi um dos encaminhamentos da reunião, bem como o aumento do fornecimento de cestas básicas para as famílias assistidas pela Pastoral. 

União – A importância do diálogo interinstitucional, da soma de esforços e do trabalho conjunto entre os presentes foi enaltecida no decorrer de toda a reunião. Novas instituições e parceiros deverão ser agregados aos próximos encontros. De acordo com o anfitrião desta sexta, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Mato Grosso, Danilo Nunes Vasconcelos, a ideia é que esses encontros sejam periódicos para o efetivo acompanhamento da situação. “Agradeço a todos pela disponibilidade e pela preocupação em mudar essa realidade e buscar uma solução. Vamos manter esse contato permanentemente e, em breve, realizar um novo encontro”, frisou. 

Além do MPT, do MPMT e das secretarias municipais, estiveram presentes na reunião representantes do Tribunal Regional do Trabalho 23ª Região (TRT-MT), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado (DPMT), Ministério do Trabalho, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e do Centro de Pastoral para Migrantes. 
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP apura falhas no fornecimento de energia elétrica em Sorriso

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A 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sorriso instaurou procedimento preparatório de inquérito civil para apurar a adequação, regularidade, continuidade, segurança e qualidade do serviço público de distribuição de energia elétrica prestado pela Energisa Mato Grosso Distribuidora de Energia S.A. no município. A medida foi adotada pelo promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas diante de indícios que apontam possíveis falhas na prestação do serviço, incluindo oscilações de tensão, interrupções no fornecimento de energia, apagões, além de questionamentos sobre a capacidade da infraestrutura elétrica para atender ao crescimento da cidade.A investigação teve como um dos fundamentos manifestação encaminhada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e pela Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES), que relataram episódios recorrentes de oscilações de energia e quedas de fornecimento em diferentes regiões do município. Segundo os relatos, as ocorrências teriam causado impactos em sistemas de informática, equipamentos eletrônicos, terminais de pagamento, serviços de internet e atividades comerciais, com registros de prejuízos econômicos e danos a equipamentos. O procedimento também inclui a apuração de um grave acidente ocorrido em 28 de setembro de 2026, na Avenida Natalino João Brescansin, quando a explosão de um transformador atingiu o cidadão Marcos Vinícius da Silva, que sofreu queimaduras graves e posteriormente faleceu. O Ministério Público pretende esclarecer as condições de funcionamento, manutenção e operação do equipamento envolvido no episódio. Com a instauração do procedimento, a Energisa deverá apresentar uma série de informações técnicas e operacionais relacionadas ao fornecimento de energia em Sorriso, incluindo dados sobre interrupções, oscilações de tensão, reclamações de consumidores, pedidos de ressarcimento, manutenção da rede e investimentos realizados ou planejados para o município. Entre as medidas determinadas pelo promotor de Justiça está a aplicação de um formulário eletrônico que será divulgado pela CDL e pela ACES entre comerciantes e empresários de Sorriso. O objetivo é levantar informações sobre a frequência das quedas e oscilações de energia, duração das interrupções, danos causados a equipamentos, perdas de mercadorias, dificuldades enfrentadas nas atividades comerciais e eventuais prejuízos financeiros. O questionário também buscará identificar a qualidade do atendimento prestado pela concessionária, a existência de pedidos de ressarcimento e a disponibilidade de documentos que possam comprovar os danos relatados. As informações coletadas servirão para dimensionar os impactos das falhas no fornecimento de energia e auxiliar na formação de um diagnóstico técnico sobre a situação do serviço no município.Clique aqui e acesse o formulárioAlém das requisições à concessionária, o Ministério Público determinou o envio de ofícios ao Procon Municipal, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil, bem como a realização de avaliações técnicas independentes para verificar a qualidade da energia fornecida à população. As diligências têm como finalidade reunir elementos que permitam avaliar a necessidade de novas providências, inclusive a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta ou o ajuizamento de medidas judiciais cabíveis para assegurar a prestação adequada do serviço e a proteção dos consumidores. Foto: Prefeitura de Sorriso

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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