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Governo de MT investe mais R$ 67,1 milhões em obras e ações em Aripuanã

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O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 67,1 milhões no município de Aripuanã (distante 950 km de Cuiabá no sentido noroeste), beneficiando várias áreas, como infraestrutura e educação, com obras e ações já concluídas ou em andamento. Os recursos são executados desde o início da atual gestão.

Entre estes investimentos estão mais de R$ 59 milhões em obras, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Grande parte deste valor foi destinado à MT-208, para asfaltamento de 41 km entre Aripuanã e Passagem do Loreto, com investimentos de R$ 39,5 milhões; construção de uma ponte de 240 metros sobre o Rio Aripuanã, avaliada em R$ 11,7 milhões; e licitação de uma ponte sobre o Rio Natal, por R$ 4 milhões.

Ao longo da atual gestão, o Governo do Estado fez a manutenção de 90,5 km da MT-208, entre Aripuanã e o distrito de Conselvan. O distrito, inclusive, irá receber asfalto novo na Avenida 10 de Janeiro, por meio de um convênio de R$ 5 milhões a ser assinado nesta sexta-feira (20) .

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A pasta também destinará R$ 4 milhões para o recapeamento e sinalização horizontal de diversas ruas e avenidas de Aripuanã, equivalente a 186 mil m². As obras serão realizadas por meio de um convênio que também será assinado nesta sexta-feira.

Educação

Para a educação, foram destinados R$ 3,2 milhões para a compra de inúmeros equipamentos para o município. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) utilizou parte do valor na aquisição de computadores, para professores da rede estadual, e dois ônibus para transporte escolar.

O Governo de Mato Grosso comprou também de 176 aparelhos de ar-condicionado, distribuídos às escolas estaduais Elídio Murcelli Filho, Dom Franco Dalla Valle e São Francisco de Assis (que recebeu 94 unidades). Há ainda a aquisição de conjuntos de mesas para salas de aula e refeitórios, freezers, bebedouros, mesas, armários e cadeiras.

Social

Por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), mais de R$ 1 milhão foi destinado a obras sociais no município. Somente em transferência de renda a mais de 400 famílias carentes, foram mais de R$ 644 mil em 2021, incluindo o que já foi repassado em 2022.

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A pasta também distribuiu 4,4 mil cestas básicas, 2,1 mil cobertores e 568 filtros de barro para a população em estado de vulnerabilidade social. Essas ações tiveram um investimento de R$ 468,4 mil.

Outros investimentos

Por meio de editais, a cultura e esporte aripuanense receberam um investimento de R$ 125 mil. A maior parte desse valor foi utilizada na realização de uma festa junina e do projeto “Basquetebol para Iniciantes: Da Teoria à Prática” em 2021.

Através das Secretarias de Estado de Saúde (SES) e de Agricultura Familiar (Seaf), o Governo de Mato Grosso entregou seis ambulâncias, dois tratores, duas carretas, uma ensiladeira, duas grades aradoras, um caminhão com tanque isotérmico, uma motoniveladora e sete resfriadores de leite.

O Governo do Estado, por meio da Metamat, ainda perfurou um poço artesiano e promoveu a produção de 250 mil mudas de café. 

Fonte: GOV MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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