MATO GROSSO
Governo de MT moderniza serviços e garante transparência na obtenção da CNH
MATO GROSSO
As etapas para formação de condutores em Mato Grosso passaram por importantes avanços nos últimos quatro anos, garantindo maior segurança e transparência no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), modernizou os serviços e ampliou de 20 para 66 municípios que aplicam a prova teórica digital. Os exames são realizados nas unidades do Detran e também nas agências municipais do interior do Estado, como forma de expandir o serviço.
Para informatizar o exame, o Detran-MT adquiriu 300 novos computadores e leitores biométricos que foram instalados em todas as unidades da Autarquia. “A prova teórica digital otimiza tempo e reduz gasto do dinheiro público com a impressão de provas manuais, além de garantir maior segurança e transparência no processo”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

As aulas teóricas ministradas nos Centros de Formação de Condutores (CFC) em todo Estado também são monitoradas de forma eletrônica pelo Detran-MT, através do reconhecimento facial e biometria do candidato e instrutor. “As aulas são filmadas para verificar a efetiva participação do aluno e coibir possíveis fraudes, constatando que o candidato cumpriu toda a carga horária estabelecida”, explicou o diretor de Habilitação e Veículos do Detran-MT, Alessandro de Andrade.
Já para realização das aulas práticas, foi implantado o sistema de telemetria nos veículos dos mais de 300 Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso. A telemetria permite o monitoramento das aulas de direção veicular utilizando a validação por foto e biometria do instrutor e candidato, além de localizadores de GPS instalados nos veículos das autoescolas para constatar o percurso realizado pelo aluno.
“A implantação do sistema nos veículos possibilita ao Detran constatar a qualidade da aula que está sendo ministrada, podendo acompanhar, em tempo real, onde o veículo está, quem está dirigindo, quem foi o instrutor e tempo de duração da aula. Desta forma inibimos fraudes no processo de formação e a má qualidade dos futuros condutores”, ressaltou o presidente do órgão.
Banca examinadora
Além da expansão e modernização das provas teóricas e aulas práticas de direção, o Detran-MT também ampliou de quatro para 36 as bancas fixas de aplicação da prova prática de direção em todo Estado. Com isso, os cidadãos de diversos municípios não precisam mais aguardar o deslocamento da equipe da banca examinadora de Cuiabá para a aplicação dos testes.

A ampliação da banca era uma das maiores cobranças da população junto ao Detran-MT, que vinha especialmente dos munícipes do interior do Estado. Para reduzir a espera pela realização dos testes, que muitas vezes chegava a 90 dias em algumas cidades, o Detran-MT, por meio da Gerência de Escola Pública de Trânsito, capacitou diversos servidores que já reforçam o quadro da banca examinadora.
Nos quatro anos da atual gestão foram realizadas quase 500 mil provas práticas de direção em todo Estado e mais de 300 mil exames teóricos.
O presidente da Autarquia, Gustavo Vasconcelos, diz que com a capacitação dos servidores o Detran proporciona maior autonomia ao interior do Estado descentralizando o serviço e dando mais agilidade na etapa final para a obtenção da CNH.
Coleta digital de imagens
O Detran-MT também expandiu o sistema de coleta digital de imagens (biometria, foto e assinatura digital) para todas as unidades da Autarquia no Estado. O serviço também começou a ser realizado nas agências municipais.
A meta é que até 2023 a coleta digital de imagens seja realizada em pelo menos 53 agências municipais, alcançando 123 municípios de Mato Grosso.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT
Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.
O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.
A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.
A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.
“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.
Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.
“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.
Cota para exportação
Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.
Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.
Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.
“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.
A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.
“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.
A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.
“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Ganho para cadeia produtiva
Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.
A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.
Fonte: Governo MT – MT
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