MATO GROSSO
Integrantes do MPMT ministram tutorias sobre exploração florestal ilegal
MATO GROSSO
A terceira edição do projeto “Tutorias de sistemas ambientais” foi realizada na quinta-feira (14), no Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Organizado pela Comissão do Meio Ambiente (CMA), o treinamento abordou o tema “Metodologias para detecção e controle da exploração florestal ilegal”. A capacitação foi destinada a membros e servidores indicados pelos MPs, com transmissão pela plataforma Microsoft Teams.
As tutorias foram ministradas pela promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, pelo analista e engenheiro florestal do MPMT José Guilherme Roquette, e pelo coordenador-geral de gestão e monitoramento do uso da flora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Allan Valezi Jordani.
Os integrantes do MPMT apresentaram a nova abordagem metodológica para detecção de fraudes para o comércio de madeira ilegal, desenvolvido no âmbito do projeto Matéria, bem como o procedimento instaurado para acompanhar a Política de Gestão Florestal no estado de Mato Grosso, ao qual o projeto está vinculado. “Estamos construindo uma metodologia nova para a detecção e controle da exploração ilegal de madeira”, contou a promotora.
“O objetivo do projeto é evitar fraudes nos projetos de manejo florestal sustentável-PMFS, com a venda de créditos florestais fictícios que servem para ‘esquentar’ madeiras extraídas de áreas não autorizadas”, acrescentou a representante do Ministério Público.
Iniciativa da Comissão do Meio Ambiente do CNMP, o projeto “Tutorias de sistemas ambientais” oferece capacitações sobre as principais plataformas de informações georreferenciadas, com exposições das equipes técnicas que administram os sistemas. Tem como objetivo proporcionar o compartilhamento de conhecimentos técnicos e práticos relacionados ao acesso aos sistemas de monitoramento remoto e de levantamento de dados informatizados nas plataformas das instituições de fiscalização e gestão ambiental, nas esferas pública e privada.
(Com informações do CNMP)
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Pesquisa identifica baixa prevalência do Vírus Linfotrópico T Humano em doadores de sangue de Mato Grosso
Estudo realizado por pesquisadores de Mato Grosso identificou baixa prevalência do vírus linfotrópico de células T humanas tipos I e II (HTLV-I/II) entre doadores de sangue atendidos pelo Hemocentro do Estado. A investigação analisou mais de 60 mil amostras coletadas entre janeiro de 2018 e agosto de 2021 e revelou taxa de infecção de 0,10%, índice considerado semelhante ao registrado em hemocentros da Região Sudeste do país.
O estudo tem como objetivo avaliar a carga pró-viral do HTLV-1/2 em amostras de doadores de sangue analisadas pelo MT Hemocentro entre 2024 e 2026, buscando ampliar a precisão da detecção molecular do vírus em Mato Grosso. A pesquisa é desenvolvida em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT) e o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), unidade de referência no acompanhamento de doadores com sorologia positiva para HTLV-1/2 identificados durante a triagem laboratorial do hemocentro estadual.
O HTLV é um retrovírus que pertence à família do HIV, que infectam linfócitos T (células de defesa), e podem permanecer silencioso no organismo por muitos anos, sem causar sintomas na maioria das pessoas. No entanto, em uma pequena parcela dos infectados, ele pode provocar doenças graves, principalmente relacionadas ao sistema nervoso e ao sanguíneo, como leucemias graves.
Entre as principais complicações estão a Paraparesia Espástica Tropical, uma doença neurológica que afeta os movimentos das pernas, causando fraqueza, rigidez muscular e dificuldades para caminhar, além da Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto, um tipo raro e agressivo de câncer do sangue.
O vírus também pode estar associado a inflamações oculares, dermatites e maior vulnerabilidade a outras infecções. Por isso, o controle nos bancos de sangue e o diagnóstico precoce são considerados importantes medidas de saúde pública.
Os pesquisadores avaliaram 60.568 amostras de doadores de sangue. Deste total, 63 apresentaram resultado positivo para HTLV-I/II. O maior número de casos foi registrado em 2020, com frequência de 0,16%entre os doadores.
Segundo o estudo, predominou entre os casos positivos o perfil de mulheres com idade entre 31 e 45 anos, pardas, com ensino médio completo e vínculo profissional com iniciativas privadas. Os dados também apontaram ocorrência de coinfecções com outros agentes potencialmente transmissíveis por transfusão sanguínea, incluindo hepatite B, sífilis, HIV e hepatite C.
A pesquisa utilizou técnica de quimioluminescência automatizada para detecção de anticorpos anti-HTLV-I/IIno soro dos doadores, método empregado em bancos de sangue devido à alta especificidade e sensibilidade diagnóstica.
Embora a prevalência observada seja considerada baixa, os autores destacam a importância da vigilância epidemiológica contínua e da ampliação de estudos populacionais sobre o vírus em Mato Grosso. Segundo os pesquisadores, o monitoramento contribui para o fortalecimento das políticas públicas de segurança transfusional e para o aprimoramento das estratégias de prevenção.
O estudo também reforça a relevância do rastreamento sorológico nos hemocentros brasileiros, medida considerada essencial para reduzir riscos de transmissão e ampliar o conhecimento sobre a circulação silenciosa do HTLV na população.
A pesquisa é coordenada pelo professor doutor Ruberlei Godinho de Oliveira, farmacêutico, com doutorado em Biotecnologia e Pós Doutorado e Microbiologia e Biologia Molecular, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e fomentada pelo do Edital PPSUS 004/2025, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
De acordo com o pesquisador, os testes de triagem realizados nos bancos de sangue brasileiros são obrigatórios por lei desde 1993 e representam uma etapa fundamental para garantir a segurança das transfusões.
“Além de reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas, a triagem permite o encaminhamento dos doadores com resultados positivos para a Rede de Atenção à Saúde (RAS) do SUS, assegurando acompanhamento clínico, diagnóstico e manejo adequado dos pacientes”.
A pesquisa também propicia a formação de especialistas na área, como a farmacêutica Pennsylvania Marinho Borralho, do Hemocentro de Mato Grosso, que conduz sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Atenção Hospitalar, Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT) ,onde teve os resultados publicados na Revista Epimideologia e Serviços de Saúde (RESS do SUS) sob orientação do professor doutor Ruberlei Godinho.
Fonte: Governo MT – MT
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

