MATO GROSSO
Jovem é preso e dois menores apreendidos pela Polícia Civil por envolvimento com o tráfico de drogas
MATO GROSSO
Uma investigação realizada pela Polícia Civil resultou na prisão de um jovem, de 18 anos, e na apreensão de dois menores, de 13 e 15 anos, nesta segunda-feira (20.10), em Vila Bela da Santíssima Trindade. O trio estaria envolvido com o tráfico de drogas no município.
A ação policial foi desencadeada após investigações sobre a informação de que uma pessoa havia dado entrada no hospital da cidade com ferimento causado por disparo de arma de fogo. No local, os policiais ouviram os envolvidos para esclarecer os fatos.
De acordo com o que foi levantado, o jovem teria sido alvejado por um dos menores. Na ocasião, o menor teria informado aos policiais que se tratava de um disparo acidental e que a arma seria do pai da vítima. Entretanto, em diligências no imóvel onde ocorreu o fato, os policiais encontraram evidências de que a arma pertencia aos três. Além disso, foi identificado que o espaço era utilizado como ponto de apoio para a facção criminosa e para prática de comércio ilegal de drogas.
Durante revista no local, os policiais encontraram a arma de fogo utilizada no fato, munições, diversas porções de substância análoga à maconha, além de uma balança de precisão.
Diante dos fatos, o trio foi levado à delegacia, juntamente com o material apreendido, para as devidas providências legais cabíveis.
O jovem deve responder pelos crimes posse ilegal de arma de fogo, tráfico drogas e corrupção de menores, estes devem responder por infração análoga ao crime de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína
A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.
Fonte: Ministério Público MT – MT



