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Judiciário e Polícia Militar firmam parceria para enfrentar violência contra a mulher

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) assinou termo de parceria com a Polícia Militar (PMMT) para a realização do Programa Interno de Atenção à Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres (Apoio). Em solenidade que consolidou o Programa, o termo foi assinado, nesta sexta-feira (2) pela presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas, a presidente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e o comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Correa Mendes.
 
O Programa consiste em estratégias para prevenir e enfrentar os casos de violência doméstica envolvendo policiais militares com ações voltadas tanto a homens autores de violência quanto mulheres vítimas. A solenidade contou com a presença do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, que também foi homenageado, ao lado das desembargadoras. A iniciativa iniciou como projeto piloto que devido à sua relevância sagrou-se vencedora da categoria Instituição Pública da 1ª edição do Prêmio Juíza Glauciane Chaves de Melo, promovida pelo TJMT. A solenidade de entrega da premiação será realizada no dia 7 de dezembro.
 
“Sem parcerias como essa, o nosso trabalho estaria incompleto. Queremos expressar nossa gratidão por essa cooperação firmada e nosso respeito à PM pelo grande trabalho. A Justiça está sempre aberta a iniciativas como essa que encara de forma corajosa a violência contra mulher partindo do público interno da PM”, afirmou a presidente destacando que sua gestão durante o biênio 2021/2021 teve dois eixos principais que priorizaram o fortalecimento à magistratura de primeiro grau e o combate à violência contra a mulher.
 
A parceria, de acordo com coronel Alexandre Mendes, fortalece e consolida o Programa que será expandido para todo o estado. “É uma realidade a violência contra a mulher e cabe a nós, homens, em apoio às mulheres oferecermos todos os meios necessários para que elas sejam cuidadas. A mulher deve entender que ela não está sozinha, mesmo que o crime ocorra entre quatro paredes, ela precisa ser ouvida e a PM é parceira”, afirmou.
 
O comandante-geral aproveitou para falar sobre atenção aos homens autores de violência para que o ciclo de mudanças na sociedade seja efetivo com ações para homens e mulheres nesse contexto.
 
“Os homens que são autores de agressões, conforme psicólogos apontam, também estão doentes e precisam ser tratados. A PM e o TJ vão oferecer meio eficazes para que esses profissionais policiais militares sejam cuidados e não repitam a violência”, pontuou.
 
Presidente do Cemulher, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que é vice-presidente do TJMT, elogiou o trabalho desenvolvido pela PMMT e contou que, ao ser procurada pela instituição para firmar a parceria, foi positivamente surpreendida com a atenção que a corporação estava dando ao tema internamente.
 
“A violência contra a mulher destrói famílias, os filhos sofrem de forma gigantesca, eles assistem a cenas absurdas e isso fica em sua mente para sempre. Os danos são devastadores, por isso queremos parabenizar por essa iniciativa que busca alcançar as vítimas, mas também investe em mudar a postura de autores de violência”, afirmou em discurso.
 
O Programa Apoio é realizado em quatro eixos temáticos: Disciplinar, Reflexão, Psicossocial e Patrulha Maria da Penha. De acordo com a coordenadora da Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PMMT (CPCDH), tenente-coronel PM Emirella Martins, o nome “Apoio” foi definido em razão dos objetivos específicos do projeto: Acolher, Prevenir, Oportunizar, Implementar e Orientar.
 
Na oportunidade, também foram homenageados os juízes Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Emerson Luis Pereira Cajango. Ambos receberam da PMMT uma placa em agradecimento aos relevantes serviços prestados.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 1: Foto colorida onde aparecem o comandante da PM e desembargadores do TJMT presentes no eventos. Todos estão em pé e seguram placa de homenageados. 
 
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Novo equipamento da Politec acelera análises de vestígios de crimes sexuais

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Novo equipamento de alta tecnologia foi destinado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para acelerar as análises periciais de DNA forense de crimes sexuais feitas pela instituição.

Denominado QIAcube Connect, o aparelho realiza a extração diferencial, que consiste na separação da mistura de DNA contido nas células espermáticas do DNA presente no corpo da vítima da qual foi realizada a coleta para exames.

Na prática, isso significa que mais amostras genéticas serão processadas em menos tempo, com menos ocorrência de erros humanos e menos chance de contaminações decorrentes de manipulação, agilizando assim a emissão de laudos periciais.

O investimento em tecnologias para o processamento de amostras de crimes sexuais é peça vital no enfrentamento à violência contra a mulher, através da obtenção de evidências forenses, as quais são essenciais para a investigação, condenando agressores e inocentando os não envolvidos.

A obtenção de um perfil genético a partir de vestígios criminais é o objetivo final do processamento laboratorial realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, sendo que diversas etapas anteriores, técnicas e equipamentos são necessários.

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Conforme a coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, antes, o procedimento de lavagem diferencial era feito manualmente, o que restringia a capacidade de processamento de apenas de quatro a seis amostras por vez. “Este método demanda várias horas de trabalho e a supervisão constante de um perito forense com destreza e habilidade para a realização do método. A implementação do equipamento permite o processamento de 12 amostras em apenas 90 minutos, sem a necessidade de supervisão constante por um profissional. Essa automação não apenas reduz significativamente o tempo necessário para análise, mas também minimiza as chances de erros”, explicou a perita.

Rosângela pontua, ainda, que foram observados uma redução substancial no tempo de processamento das amostras de crimes sexuais, encurtando-o em até três horas, além de resultados de alta qualidade.

“Cerca de 300 amostras processadas no laboratório são de vestígios de crimes sexuais. Sendo assim, quando falamos de ganho de três horas com o suporte do equipamento, que antes era limitada pelo trabalho humano, nós estamos falando de ampliar essa tecnologia para toda a nossa demanda relacionada aos vestígios de crimes sexuais que possam conter material espermático, que representa a maioria das nossas buscas por DNA no setor”, analisou.

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O equipamento teve o custo de cerca de R$ 250 mil e foi adquirido com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Fonte: Governo MT – MT

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