MATO GROSSO
Mais de 2,1 mil projetos de pequenos produtores são cadastrados em edital de inclusão rural da Seaf; prazo acaba no dia 7 de agosto
MATO GROSSO
Mais de 2.100 agricultores de pequena escala já conseguiram cadastrar projetos no Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf), categoria Inclusão Rural, para serem beneficiados com até R$ 6 mil, em investimentos destinados à aquisição de insumos, equipamentos, serviços, infraestrutura e tecnologias e agregação de valor à produção. Os números representam 57% do total de projetos esperado para o programa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), executado em parceria com extensionistas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O programa destinado à inclusão rural tem a expectativa de beneficiar até 3.566 famílias em todo o Estado. Cada candidato selecionado poderá acessar até R$ 6 mil, em parcela única e com 100% de subsídio não reembolsável, para fomentar a produção. O programa prevê investimento total de R$ 21,4 milhões. Os interessados podem acessar o benefício procurando uma das 102 unidades da Empaer distribuídas nos municípios mato-grossenses.
O edital segue aberto até o dia 07 de agosto, e os agricultores e agricultoras familiares inscritos no CadÚnico Rural que ainda não cadastraram os projetos podem procurar o escritório da Empaer no seu município. O edital completo, anexos e formulários estão disponíveis no site www.agriculturafamiliar.mt.gov.br. Dúvidas e pedidos de esclarecimento devem ser enviados ao e-mail [email protected].
“Esse programa tem a finalidade de fortalecer a agricultura, porque, quando ela é valorizada com políticas públicas sérias e uma equipe comprometida, as coisas acontecem. Cada projeto cadastrado é uma oportunidade de transformação para quem vive da terra”, afirmou a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.
Segundo Andreia, o número de projetos previstos para cada município foi identificado de acordo com os levantamentos técnicos com base no CadÚnico Rural, que corresponde a famílias com renda de até meio salário mínimo.
“Não importa a quantidade de projetos, pois há município com apenas um perfil. Nós queremos, com esse programa, impactar a vida desse produtor, oferecendo a oportunidade de melhoria em sua renda”, explicou.
A secretária ainda comentou que é importante ressaltar que o sucesso desse programa é a integração entre a Seaf e a Empaer, que têm atuado de maneira conjunta em todas as ações que contemplam a agricultura de pequena escala.
“Agradeço o presidente Suelme e sua equipe que não têm medido esforços para alcançar os produtores e produtoras de pequena escala que mais precisam desse reforço financeiro”, completou Andreia.
Para o presidente da Empaer, Suelme Fernandes, o número de cadastros comprova o quanto os agricultores confiam na política pública e na assistência técnica.
“Estamos lá na ponta, ouvindo, orientando e ajudando a tirar sonhos do papel. Esses mais de 2 mil cadastros são fruto de um esforço coletivo e de um trabalho que respeita as realidades de cada família do campo. O prazo está se esgotando, mas ainda dá tempo de cadastrar os projetos”, alertou o presidente.
“Nosso reconhecimento vai para todos os servidores dedicados a ajudar a transformar a vida das pessoas no campo que precisam de apoio e oportunidade”, ressaltou Suelme Fernandes.
A seleção dos projetos será feita por um Comitê Técnico, com base em critérios como faixa de renda, pertencimento a grupos prioritários, gênero, idade, acesso a programas como PAA e PNAE e inserção em cadeias produtivas prioritárias, como fruticultura, mandiocultura, bovinocultura leiteira, apicultura, piscicultura, entre outras.
O que é o Fundaaf
O Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf), instituído no âmbito da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar por meio da Lei nº 12.386/2024, tem como objetivo prestar apoio financeiro a programas e projetos da agricultura familiar.
A regulamentação do Fundo, por sua vez, se dá nos termos do Decreto nº 876/2024, sendo que a administração do Fundaaf compete a um Conselho de Administração composto por diversos órgãos e entidades do Estado, sendo presidido pela Seaf.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena quatro réus por execução ligada a facção
O Tribunal do Júri de Sorriso condenou, nesta terça-feira (1º), Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024.Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Alison, Max e Eduardo também foram condenados por integrarem organização criminosa. As penas aplicadas aos quatro réus somam 110 anos de prisão.Segundo a investigação, o crime ocorreu em contexto de atuação do Comando Vermelho (CV) e foi motivado pela suspeita de que Maurício pertencesse ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A desconfiança surgiu a partir de uma tatuagem no peito da vítima, interpretada pelos envolvidos como indicativo de ligação ao grupo adversário.A partir dessa suspeita, Max, Willian e um adolescente conduziram Maurício à força para uma quitinete. No local, a vítima foi dominada e amarrada, passando a ser interrogada e agredida. Eduardo chegou à quitinete, também interrogou Maurício sobre a suposta ligação com a facção rival e ajudou nas agressões.Na sequência, o grupo levou Maurício para um terreno baldio, onde Alison se juntou aos demais e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa, enquanto a vítima continuava sendo interrogada sobre sua suposta vinculação ao PCC. Ainda amarrado os faccionados bateram com pedaço de madeira na cabeça de Maurício que veio a óbito. O exame pericial apontou traumatismo craniano provocado por ação contundente como causa da morte.Após o homicídio, o corpo foi transportado e lançado no Rio Lira, em Sorriso, com a finalidade de ocultá-lo. Na manhã seguinte, o cadáver foi localizado preso a galhadas. Maurício estava amordaçado e com os pés amarrados. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O motivo torpe decorreu do contexto de disputa entre facções criminosas e da suspeita de que Maurício pertencesse a um grupo rival. O meio cruel foi reconhecido em razão da sequência de submissão, interrogatórios e agressões imposta à vítima antes da morte. Já o recurso que dificultou a defesa decorreu das circunstâncias em que Maurício permaneceu amarrado, subjugado e em inferioridade diante do grupo.Os jurados também reconheceram os crimes de ocultação de cadáver, pelo lançamento do corpo no Rio Lira após o homicídio, e de corrupção de menores, em razão da participação de um adolescente na ação criminosa.Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 36 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados pelos mesmos crimes, cada um à pena de 25 anos e 10 meses de prisão.Willian da Silva Soares foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.Ao comentar o resultado do julgamento, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a importância do enfrentamento institucional às organizações criminosas. “Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”, declarou.
Fonte: Ministério Público MT – MT



