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MP debate reforma tributária e combate à sonegação em encontro nacional

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Com o objetivo de debater temas de relevância, como a reforma tributária e as novas perspectivas de atuação, o Ministério Público de Mato Grosso deu início ao V Encontro Nacional dos Promotores da Ordem Econômica e Tributária, em cerimônia realizada na sede das Promotorias de Justiça, em Cuiabá, nesta quarta-feira (04). O evento tem como tema “Onde a justiça fiscal cria raízes, florescem os direitos” e reúne, até a próxima sexta-feira (06), membros do Ministério Público de todo o país.O procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, ressaltou a importância do encontro em promover o debate entre os estados no que se refere à operacionalização de instrumentos conjuntos de atuação. “A melhor forma de ajudarmos a economia do mercado e auxiliarmos quem quer agir dentro das regras é ter um combate eficiente à sonegação fiscal. E essa tarefa tem que ser multidisciplinar. O poder público deve ter sempre um objetivo comum: servir o cidadão. Precisamos nos unir cada vez mais e aumentar a integração. Temos que evoluir sempre no combate aos males que atrapalham a sociedade”, afirmou.Segundo a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do MPMT, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, o evento decorre da necessidade e importância de alinhamento e aprimoramento da atuação do Ministério Público no enfrentamento à sonegação fiscal e crimes correlatos. “Sabemos todos que estamos passando por um tempo bastante desafiador, diante das novas perspectivas de atuação na defesa da ordem tributária, sobretudo com a reforma tributária, que nos exige ainda mais reinvenção e aprendizado contínuos, buscando gerar cada vez mais valor e resultados para a sociedade”, destacou.Diretor Financeiro da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), o promotor de Justiça do Rio Grande do Sul, João Ricardo Santos Tavares, enalteceu a magnitude do encontro quanto às novas perspectivas de atuação, sobretudo no que se refere à reforma tributária. “Discutir um tema tão importante e tão novo para todos os nossos cidadãos e cidadãs brasileiras reveste-se de uma singularidade e de uma importância ímpar. Não diz respeito apenas à atuação do Ministério Público, mas à nossa vida como cidadãos brasileiros”, afirmou.Representando o corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, o promotor de Justiça Tiago de Souza Afonso da Silva lembrou um recente ato editado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) voltado a parametrizar a atuação de todos os órgãos ministeriais. “Promotores e promotoras, seja na capital ou no interior, precisam ser vetores e mobilizadores no fomento de uma cultura voltada à implantação de um sistema de integridade dentro dos órgãos da administração pública”, ressaltou.Já o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, lembrou que, em Mato Grosso, a atuação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) tem garantido bons resultados a partir de um esforço coletivo no combate à sonegação fiscal. “O bom exemplo que temos aqui em Mato Grosso é de que é possível trabalhar em sintonia. É possível trabalhar todos, cada um respeitando seu papel institucional, com um mesmo objetivo”, disse.Para o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Júlio Campos, a atuação dos promotores e promotoras de Justiça na ordem tributária tem sido fundamental para garantir o equilíbrio entre o requerer e o contribuir, bem como o direito da aplicação dos recursos públicos. “Vivemos tempos em que o combate à sonegação e a busca por uma arrecadação mais justa são pilares indispensáveis para a construção de um Estado eficiente, ético e comprometido com os interesses da população brasileira, e a atuação do Ministério Público tem sido fundamental”, afirmou.Após a cerimônia de abertura, foi realizada a conferência magna intitulada “Reforma Tributária e as Novas Perspectivas de Atuação do Fisco e do Ministério Público”, que teve como expositores o secretário de Fazenda de Mato Grosso, procurador do Estado Rogério Luiz Gallo, e o promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais Rodrigo Antonio Ribeiro Storino. A mediação foi realizada pela subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do MPMT e secretária-geral do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MT), Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert.No decorrer do encontro, também serão abordados os temas: “Aspectos controversos da Apropriação Indébita Tributária e a Visão dos Tribunais Superiores”; A importância da Reparação do Dano Tributário no Âmbito da Persecução Penal”; “Avanços no Enfrentamento Adequado aos Crimes Tributários: Incentivo à Autocomposição e Uso da Inteligência Artificial”; “Aplicação da Lei Anticorrupção nas Fraudes Tributárias”.A cerimônia de abertura ainda contou com a apresentação do grupo folclórico Flor Ribeirinha e da cantora Estella Seregatti. Também integraram a mesa de abertura: o coordenador de Tecnologia e Informação, promotor de Justiça José Mariano de Almeida Neto, representando o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Institucional do MPMT, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade; o procurador-chefe do Ministério Público Federal em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi; e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público, procurador de Justiça Mauro Curvo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT participa de seminário nacional sobre educação inclusiva

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A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), participou do 1º Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva, realizado nos dias 17 e 18 de junho, em Cuiabá. Promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e instituições parceiras, o evento reuniu mais de 700 participantes de todo o país para discutir estratégias voltadas à garantia do direito à educação das pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades e superdotação.Representando o Ministério Público de Mato Grosso e a Comissão Permanente de Educação e Cultura do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Patrícia Dower integrou a mesa de debates “A perspectiva pedagógica da educação especial inclusiva diante da centralidade do laudo e da judicialização”. O painel abordou os desafios enfrentados pelas redes de ensino para assegurar a inclusão escolar com foco no desenvolvimento e na aprendizagem dos estudantes, evitando que decisões pedagógicas sejam condicionadas exclusivamente à apresentação de laudos médicos.Durante os debates, especialistas destacaram a necessidade de fortalecer a atuação interinstitucional entre educação, saúde, assistência social, órgãos de controle e sistema de Justiça, de modo a construir soluções mais eficazes para os desafios da educação especial inclusiva. Também foi ressaltada a importância de que as avaliações pedagógicas realizadas pelas escolas ocupem papel central na definição das estratégias educacionais destinadas aos estudantes público-alvo da educação especial.Além de Patrícia Dower, participaram da mesa a presidente-executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti, que atuou como mediadora, a juíza do Trabalho Noemia Porto, a representante do Ministério da Educação Olga Freitas e a conselheira do Conselho Nacional de Educação (CNE) Mariana Rosa.Acessibilidade – Com o propósito de assegurar a participação plena e equitativa de todos os presentes, o seminário contou com a adoção de medidas voltadas à acessibilidade comunicacional. O Ministério Público de Mato Grosso distribuiu aos participantes a cartilha sobre Educação Inclusiva produzida pelo CAO de Educação e disponibilizou uma prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), ampliando as possibilidades de interação, expressão e compreensão durante o evento.Como parte dessa estratégia, todos os palestrantes receberam orientações específicas para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual e baixa visão, abrangendo práticas como audiodescrição pessoal, verbalização de conteúdos apresentados visualmente, identificação prévia dos participantes em debates e outros cuidados relacionados à comunicação acessível. As iniciativas reforçaram o compromisso das instituições parceiras com a eliminação de barreiras comunicacionais e com a promoção da autonomia, da acessibilidade e da efetiva participação de todos os públicos.Carta de Cuiabá – O seminário foi encerrado com a formalização da Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva: compromissos interfederativos e interinstitucionais, documento construído de forma colaborativa por representantes de diversas instituições. A carta estabelece 16 compromissos voltados ao fortalecimento das políticas públicas inclusivas e à garantia do direito à educação dos estudantes da educação especial em todo o país.Entre as diretrizes firmadas estão a realização de um levantamento nacional sobre os desafios da educação especial inclusiva, o fortalecimento do uso de dados educacionais para subsidiar políticas públicas, a implementação de estratégias de busca ativa de estudantes fora da escola, a criação de núcleos intersetoriais permanentes e a previsão de metas e recursos específicos para a área nos instrumentos de planejamento e orçamento dos entes federativos. Leia aqui a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva. Coordenado pelo conselheiro Antonio Joaquim, presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT e coordenador do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), o seminário consolidou uma agenda nacional voltada ao aprimoramento das políticas de educação especial inclusiva. O documento resultante dos debates servirá como referência para a formulação, implementação e monitoramento de ações em diferentes estados e municípios brasileiros.Promovido pelo TCE-MT em parceria com o Gaepe-Brasil, Gaepe-MT, Instituto Articule, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB) e Governo do Estado, o encontro reforçou o compromisso das instituições participantes com a construção de uma educação cada vez mais inclusiva, equitativa e acessível.(Com informações do TCE-MT).
Fotos: TCE-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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