MATO GROSSO
MPMT lança Política de Equidade Étnico Racial em evento especial
MATO GROSSO
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) lançou oficialmente sua nova Política Institucional de Equidade Étnico Racial, durante as comemorações do Dia do Servidor Público, nesta quinta-feira (23), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. O evento, organizado pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, reuniu servidores, membros, pesquisadores e convidados em uma tarde de celebração, reflexão e compromisso com a diversidade.A nova política é a quarta de um conjunto de diretrizes institucionais voltadas ao enfrentamento da discriminação e promoção da equidade. Ela foi construída de forma colaborativa, com participação ativa de servidores, membros, especialistas e representantes da sociedade civil, e está formalizada pelo Ato Administrativo nº 1342/2025.O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, abriu o evento e destacou o papel transformador do MPMT. “Cada servidor representa um elo fundamental na construção de uma instituição que não apenas cumpre a lei, mas transforma a realidade e promove a dignidade. O Ministério Público que transforma é, antes de tudo, um Ministério Público que acolhe, que cuida das pessoas, que entende que nenhuma transformação coletiva é possível sem o florescimento individual de cada um de nós.”A promotora de Justiça e coordenadora do Vida Plena, Gileade Maia, destacou a importância da nova política. “Essa é a quarta política institucional voltada ao enfrentamento à discriminação. Foi construída com diálogo entre servidores, membros, academia e sociedade. É uma política muito cara para nós e muito necessária. Ela fala de racismo estrutural, institucional e interpessoal, e aponta caminhos para enfrentá-lo dentro e fora da instituição.”A professora da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Julianne Caju, que participou da elaboração e condução dos grupos de trabalho, reforçou o papel do MPMT como agente de transformação. “Não são muitas as instituições que abrem as portas como vocês abriram. Discutir equidade racial exige reconhecer o racismo, nomeá-lo e enfrentá-lo com ações concretas. O Ministério Público precisa olhar para dentro, rever suas práticas e garantir que a equidade aconteça primeiro dentro da casa, para então reverberar na sociedade.”A servidora do Vida Plena Luísa Gonçalves integrante do grupo de trabalho que elaborou a política, compartilhou o processo de construção. “Começamos com um formulário de intenção, que teve grande adesão. Criamos um plano de ação, estudamos normativas, realizamos eventos de sensibilização como a Mostra Mulheres Negras na Ciência e a Rota da Ancestralidade. Tivemos encontros com cerca de 60 participantes, que contribuíram com experiências e reflexões. Foi um processo vivo e coletivo.”Já a servidora Renata Teixeira, também do Vida Plena, envolvida na elaboração, destacou os eixos estruturantes da política. “A política se organiza em três eixos: gestão de pessoas, educação e comunicação. Ela prevê ações afirmativas, formação antirracista, escuta qualificada e campanhas de sensibilização. Estamos construindo um manual de linguagem inclusiva e queremos que essa política seja um organismo vivo dentro do MPMT.”Encerrando o evento, a subprocuradora-Geral de Justiça Administrativa, Januária Dorileo, ressaltou a importância de valorização dos servidores. “O Ministério Público que transforma nasceu do desejo genuíno de homenagear aqueles que fazem a diferença todos os dias, de forma silenciosa, comprometida e inspiradora: os nossos servidores e servidoras. Cada detalhe desse evento foi pensado com cuidado e propósito, para tocar o coração de quem dedica a vida ao serviço público e muitas vezes transforma realidades sem sequer perceber o impacto do seu trabalho.”O lançamento da política foi acompanhado da exibição de um vídeo institucional, seguido de debate, apresentações culturais, homenagens e confraternização.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por esquema de influência em decisões judiciais
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
Promessa de influência
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
Fonte: Governo MT – MT


