MATO GROSSO
Mulheres mostram que competência não tem gênero na Polícia Civil
MATO GROSSO
A presença feminina na Polícia Civil de Mato Grosso cresce de forma consistente e cada vez mais decisiva para o funcionamento da instituição. Atuando em diferentes áreas e ocupando posições estratégicas no enfrentamento à criminalidade, as policiais civis têm ampliado seu protagonismo nas atividades de investigação e inteligência policial.
Com competência técnica, preparo e dedicação, elas reforçam diariamente que a investigação criminal também é um espaço de atuação das mulheres.
Atualmente, as mulheres representam 32,1% (1.025) do efetivo policial da instituição, enquanto os homens correspondem a 67,9% (3.193), evidenciando que, mesmo em menor número, a presença feminina tem ganhado cada vez mais espaço e relevância dentro da Polícia Civil de Mato Grosso.
A trajetória da delegada Bruna Laet é um exemplo desse protagonismo. Há 11 anos na Polícia Civil, ela iniciou a carreira em janeiro de 2015 como investigadora de polícia e, após cerca de cinco anos e meio no cargo, tomou posse como delegada.
Desde então, atuou em diferentes unidades da instituição e hoje acumula as funções de titular na Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e na Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, trabalhando diretamente com investigações relacionadas ao crime organizado.
O interesse pela carreira policial surgiu ainda no início da graduação em Direito, após participar de um curso em que um delegado apresentou a rotina da profissão. A partir daquele momento, Bruna passou a direcionar seus estudos para ingressar na área policial. “Eu passei a me interessar e a ter como objetivo prestar concursos para a carreira policial como delegada de polícia”, relembra.
Ao longo da trajetória, a delegada destaca que as mulheres têm características que contribuem significativamente para o trabalho investigativo. “A mulher tem uma atenção especial e uma sensibilidade ao tratar de cada caso. Também buscamos sempre chegar ao melhor resultado possível e não desistimos no meio do caminho”, afirma.
Foto: Secom – MT
Apesar dos avanços, a delegada observa que a carreira policial ainda carrega o estigma de ser predominantemente masculina. “A sociedade ainda se surpreende ao saber que é uma mulher que está à frente de uma investigação ou de determinadas atividades consideradas, historicamente, como realizadas por homens”, lamenta.
Mesmo assim, Bruna ressalta que na Polícia Civil, o gênero não faz diferença, pois a atuação profissional é baseada principalmente em técnica, preparo e dedicação.
“A eventual diferença de força física entre homens e mulheres não é algo determinante para que alguém seja um bom ou mau profissional. A Polícia Civil trabalha com técnica, e tanto homens quanto mulheres podem desempenhar as mesmas funções com excelência”, destaca.
Para a delegada, ampliar a presença feminina na instituição é fundamental para fortalecer ainda mais o trabalho policial. “Infelizmente, o número de mulheres delegadas ainda é menor em comparação aos homens. Por isso, é importante que mais mulheres se sintam inspiradas a participar dos próximos concursos e ingressar na carreira policial”, afirma.
Como mensagem para aquelas que desejam seguir a profissão, Bruna reforça a importância da dedicação e da preparação. “A Polícia Civil também é lugar de mulher. Para quem deseja ingressar na carreira, o conselho é manter o foco nos estudos, investir na preparação teórica e também no preparo físico, que é exigido durante as fases do concurso e ao longo da carreira”, orienta.
A presença feminina nas forças de segurança tem contribuído para fortalecer a atuação policial. Na Polícia Civil de Mato Grosso, mulheres seguem mostrando diariamente que competência, comprometimento e vocação para servir à sociedade não têm gênero.
Fonte: Governo MT – MT
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Cira combate esquema de sonegação de ICMS no setor pecuário
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) cumpre ordens judiciais no âmbito da Operação Ganatum II, deflagrada nesta quinta-feira (10) pelo Cira de Rondônia. A ação combate um esquema estruturado de sonegação de ICMS relacionado à comercialização interestadual de gado entre os dois estados. Durante a operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços distribuídos por seis municípios de Rondônia e Mato Grosso. Em Mato Grosso, são cumpridas sete ordens judiciais: três mandados de busca em Comodoro, dois em Santo Afonso, um em Dom Aquino e um em Castanheira. A investigação apura a atuação de um possível grupo criminoso voltado à prática de crimes contra a ordem tributária. Até o momento, foram identificadas operações que ultrapassam R$ 30 milhões. De acordo com as apurações, os animais eram adquiridos de produtores rurais de Rondônia sem a emissão das respectivas notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA). Em seguida, eram emitidos documentos fiscais que simulavam a transferência dos bovinos entre estabelecimentos de um mesmo proprietário, com uso indevido da hipótese de não incidência do ICMS. Os animais, porém, eram entregues diretamente aos compradores finais em Mato Grosso, sem o devido registro das operações junto aos órgãos fazendários. As investigações também apontaram indícios da utilização de terceiros para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações, além do uso de uma propriedade rural sem estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado. O local teria sido utilizado apenas para conferir aparência de legalidade às operações. O nome Ganatum remete à ideia de ganho e lucro, em alusão ao contexto da fraude investigada e à atividade pecuária. A ação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pela Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, pela Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e pelas Polícias Civis de Rondônia e Mato Grosso. Cira-MT O Comitê é composto por representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), da Controladoria-Geral do Estado (CGE), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/Polícia Civil – Defaz) e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Os órgãos atuam de forma coordenada na repressão a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.
Fonte: Ministério Público MT – MT



